27/06/2012
BELO HORIZONTE - MG ESCOLA DE EDUCACAO BASICA E PROFISSIONAL DA UFMG - CENTRO PEDAGOGICO
Prof.Dr. Luiz Prazeres
| Modalidade / Nível de Ensino | Componente Curricular | Tema |
|---|---|---|
| Ensino Médio | Língua Portuguesa | Produção, leitura, análise e reflexão sobre linguagens |
| Ensino Médio | Literatura | Literatura, outras artes, outros saberes |
| Ensino Médio | Língua Portuguesa | Gêneros discursivos e textuais: narrativo, argumentativo, descritivo, injuntivo, dialogal |
| Ensino Médio | Língua Portuguesa | Gêneros digitais: impacto e função social |
| Ensino Médio | Literatura | Estudos literários: análise e reflexão |
Antes de iniciar as atividades sobre o tema, o professor deverá apresentar quais as características compõem a prosa romântica de meados do século XIX, tais como: afirmação dos ideais burgueses, supervalorização da emotividade e do sentimento, idealização da figura feminina, cópia e paráfrase dos costumes de narrativas europeias.
Deve-se lançar as seguintes questões para início da discussão acerca do tema da aula:
A) Como a idealização em torno da figura feminina é representada na contemporaneidade?
B) Por que as telenovelas (herdeiras do romance folhetim) ainda encenam e veiculam um ideal de felicidade garantido pelo casamento e pela procriação?
C) Até qual limite o uso das novas tecnologias contribuem para aproximar pessoas?
Atividade 1 – O folhetim
O objetivo desta unidade é que os alunos observem quais características compõem o gênero romance folhetim.
De origem francesa, o folhetim foi uma narrativa em prosa veiculada diariamente - de maneira parcial e sequencial - em jornais impressos. A técnica narrativa consistia em interromper a história num ponto clímax com o intuito de provocar interesse no público leitor, ávido pela continuidade da história. Esse, em geral, era composto por mulheres aristocratas. Entre as temáticas recorrentes havia a apresentação de interdições para o amor, a recorrência do triângulo amoroso, a divulgação de valores maniqueístas (bem x mal, amor x dinheiro, vida x morte) e os finais felizes ou trágicos.

Moça com livro - Almeida Júnior
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/39/Almeida_J%C3%BAnior_-_Mo%C3%A7a_com_Livro.jpg. Acesso em 29 de março de 2012.
Os trechos a seguir, extraídos de Encarnação, servirão de recurso comparativo entre o romance de José de Alencar e a canção de Chico Buarque.
Encarnação (1893) conta a história de Carlos (Hermano) que, inconformado com a morte da esposa D. Julieta, passa a cultuar a imagem dela como se ela ainda existisse. Por meio da ajuda do amigo Henrique, o protagonista tenta se recuperar da perda de D. Julieta ao fazer uma viagem à Europa. No entanto, o deslocamento do personagem só acentua o desejo de presentificação e conservação da imagem referencial da esposa. Com intuito de se aproximar do viúvo, a jovem Amália passa a obter informações sobre Hermano por meio de Henrique. Ela também se dispõe a encenar/ ocupar o lugar da esposa morta.
1.
Trechos de Encarnação – de José de Alencar:
Em meio da partida, quando servia-se o chá, Amália com um aceno do leque indicou a Henrique Teixeira uma cadeira que vagara a seu lado.
— E o nosso folhetim?
— Refleti, D. Amália; o melhor é falarmos de outra coisa.
— Confessa, portanto, que seu amigo é como os outros; mais um exemplar desse compêndio já muito conhecido que se chama marido.
— Não, senhora, não confesso; calo-me. Não devo expor à sua zombaria a vida íntima do amigo que mais prezo.
— Esta reflexão, devia tê-la feito em princípio, doutor. Depois de haver-me aguçado a curiosidade, está na obrigação de satisfazê-la, e é o mais prudente, porque o seu silêncio compromete o seu amigo.
— Em quê?
— Dá-me o desejo de fazer acerca dele, e acerca dessa vida íntima que não pode ser profanada, as mais extravagantes suposições.
[...]
— Então quer ouvir?
— E dispenso o prólogo.
— Voltando da Europa, há três meses, passei os primeiros dias em casa de Carlos, que me esperava e foi buscar-me a bordo. Chegamos a São Clemente pela manhã; e depois do banho clássico, nos reunimos em uma sala, que fazia parte dos aposentos da mulher e onde esta mais assistia. Notei então que ele, algumas vezes, distraidamente, voltava-se para o sofá, permanecia por momentos com os olhos fitos na almofada de veludo a que habitualmente se recostava D. Julieta.
— E suspirava naturalmente ou enxugava a furto uma lágrima silenciosa que lhe queimava a face? perguntou Amália com seriedade picante.
— Não; ao contrário, sorria-se.
— Deveras! O seu herói tem um cunho original. Estou me interessando por ele.
[...]
Amália tinha muitas vezes lido em romances uns lirismos de amor semelhantes àquele bafejo da flor; e sabia que nos bailes e na vida real eles eram frequentemente copiados e até exagerados pelos noivos.
Todo esse formulário poético do namoro, ela o achava sumamente ridículo; e sempre que o apanhava em flagrante, o havia aplaudido com uma risada gostosa, como um lance de comédia.
Entretanto agora que o terno sentimento de Hermano pela mulher devia parecer-lhe ainda mais extravagante, pela circunstância de não ser já senão uma mímica, bem longe de excitar-lhe o riso, ao contrário a tinha comovido.
Assim devia ser. O gesto de Hermano, por mais excêntrico e singular que fosse, aparecia-lhe através da morte, cuja sombra o envolvia. Não era uma fineza banal de namorados, nem uma afetação vã. Havia naquele diálogo mudo a comunicação de duas almas cujo elo o túmulo não tinha partido.
Quando o viúvo afastou-se na direção da casa, Amália sorriu-se; mas de si, de uma ideia de menina. Lembrou-se do desejo que tivera outrora de achar um noivo como aquele, que a adorasse, como ele adorava a mulher, e lhe desse muitas joias, muitas fitas, muitas galanterias.
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bn000016.pdf. Acesso em 30 de março de 2012.

Capa do livro Encarnação
http://pt-br.203quimica.wikia.com/wiki/Encarna%C3%A7%C3%A3o_%E2%80%93_Jos%C3%A9_de_Alencar. Acesso em 08 de junho de 2012.
2.
Folhetim
Chico Buarque
Disponível em: http://www.chicobuarque.com.br/construcao/mestre.asp?pg=folhetim_77.htm. Acesso em 01 de abril de 2012.
Vídeo com interpretação de Gal Costa: http://www.youtube.com/watch?v=za3sJbw822Q. Acesso em 01 de abril de 2012.
Para o debate:
Cada dupla lerá ambos os textos e deverá elaborar uma questão específica de cada um e duas questões comparativas entre eles sobre a concepção de romantismo e sobre o gênero folhetim. Em seguida, direcionará as perguntas para que o professor selecione as propostas adequadas e promova a discussão comparativa entre o trecho do livro e a letra de música.
Sugestão de questões para debate:
1-Por que Amália em alguns momentos abomina o comportamento de Carlos e em outros almeja os rituais e atitudes considerados românticos?
2-Quais as possíveis concepções aproximativas e distintivas entre as duas “heroínas” (a de José de Alencar e a de Chico Buarque)?
3-Por quais aspectos e de que maneira o folhetim é evocado nos dois textos?
Atividade 2 – As “heroínas” românticas
Para esta atividade, cada dupla de alunos deverá acessar o portal Domínio Público e escolher uma das seguintes obras: Helena, de Machado de Assis; Iaiá Garcia, de Machado de Assis; Senhora, de José de Alencar; Lucíola, de José de Alencar e A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

Cartaz do filme A moreninha
http://golpedemartelo.blogspot.com.br/2011/07/moreninha-glauco-mirko-laureli.html. Acesso em 08 de junho de 2012.
A dupla deverá apresentar a obra a partir do olhar das personagens femininas, para isso é preciso analisar em um parágrafo expositivo (15 a 25 linhas) os seguintes aspectos:
A) Quais aspectos do Romantismo podem ser identificados nas obras (personagens pertencentes a mundos diferentes, valores do casamento, idealização do amor, impedimento de encontro amoroso, desalinhos / desencontros, paixões proibidas)? Quais cenas fazem alusão a esses itens?
B) Como a “heroína” é abordada em cada obra?
C) Quais atributos folhetinescos podem ser observados em cada obra?
D) Quais aspectos históricos relativos aos costumes da época interferem na personalidade e comportamento dessas “heroínas”?
Como construir um texto expositivo:
http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/texto-expositivo.htm. Acesso em 09 de junho de 2012.
http://www.infopedia.pt/$texto-expositivo. Acesso em 09 de junho de 2012.
Atividade 3 – O amor romântico em videoclipes, propaganda e curtas-metragens: buscas, encontros e desencontros
O objetivo desta unidade é mostrar como narrativas visuais reencenam o Romantismo e apresentam temáticas plurais atreladas ao desejo amoroso.
Cada grupo de três a quatro alunos ficará responsável por analisar os elementos de ressignificação do amor romântico no vídeo escolhido e, a partir disso, deverá elaborar uma resenha a respeito da abordagem encontrada.
Como construir uma resenha:
http://www.pucrs.br/gpt/resenha.php. Acesso em 01 de abril de 2012.
http://pessoal.utfpr.edu.br/wolff/arquivos/SO1QResenhaCritica.PDF. Acesso em 01 de abril de 2012.
Devem ser observados nos vídeos e analisados na resenha:
A) As concepções em torno do discurso amoroso e do desejo.
B) A concepção e idealização do amor segundo a ótica das “heroínas”.
C) A declaração / construção do amor no contexto da era tecnológica.
D) O discurso da afetividade e da busca amorosa segundo a ótica da diversidade sexual.
E) A relação entre composição (letra) e narrativa representada nos videoclipes.
Vídeos:
“Anna Júlia”– Los Hermanos http://www.youtube.com/watch?v=RH1dUKcFaik. Acesso em 01 de abril de 2012.
“Ela disse adeus”– Paralamas do sucesso http://www.youtube.com/watch?v=sxBPKpwb7yI. Acesso em 01 de abril de 2012.
“Segredos”– Frejat http://www.youtube.com/watch?v=YC28N6XKjTw. Acesso em 01 de abril de 2012.
“Até parece”– Marisa Monte http://www.marisamonte.com.br/pt/videos/#. Acesso em 01 de abril de 2012.
“Se você é o cara que flertava comigo no ponto de ônibus” – curta-metragem de Thiago Alcântara http://www.portacurtas.org.br/beta/filme/?name=se_voce_e_o_cara_que_flertava_comigo. Acesso em 01 de abril de 2012.
Comercial Vivo para “Eduardo e Mônica” – Legião Urbana http://www.youtube.com/watch?v=kCNFMYe7mcU. Acesso em 01 de abril de 2012.
“Eu não quero voltar para a casa sozinho” – curta-metragem de Daniel Ribeiro. http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI. Acesso em 01 de abril de 2012.
“Amor i love you”– Marisa Monte http://www.youtube.com/watch?v=T0La-0frIuc. Acesso em 01 de abril de 2012.

Atividade 4 – O amor na era virtual (REPORTAGENS)
O objetivo desta atividade é coletar reportagens sobre o amor na era virtual e produzir uma notícia a partir do material selecionado. Para isso, serão pesquisadas matérias sobre o tema em revistas de circulação nacional.
Sobre o gênero reportagem:
http://www.brasilescola.com/redacao/a-reportagem.htm. Acesso em 08 de junho de 2012.
http://www.youtube.com/watch?v=CHUuHOIegiU. Acesso em 08 de junho de 2012.
Algumas revistas:
http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx
http://revistaepoca.globo.com/
http://revistamarieclaire.globo.com/

http://lilianeferrari.com/about/. Acesso em 09 de junho de 2012.
Etapas estruturais da atividade
1- Seleção de reportagens em revistas no formato digital.
2- Comparação entre reportagens do início do ano 2000 até o ano atual.
3- Apresentação em sala do material comparado.
4- Conversão, adaptação ou retextualização do material coletado para o formato notícia.
5- Exposição da notícia em murais da escola e rede social.
Roteiro para a pesquisa e produção da atividade
1- Organizar grupos de 4 a 5 alunos que pesquisarão sobre o tema “amor virtual” em revistas (semanais ou mensais) de circulação nacional.
2- Selecionar duas reportagens de épocas diferentes – a partir do ano 2000 (da mesma revista ou de revistas distintas) – com o intuito de observar os comportamentos dos entrevistados nas matérias e a relação desses com o suporte tecnológico que propiciou a busca, encontro ou desencontro amoroso naquele contexto.
3- Comparar os depoimentos dos entrevistados em relação ao uso da internet ou de outra tecnologia digital para encontrar um par amoroso.
4- Comparar o enfoque atribuído pelo jornalista (defesa de conceito e ponto de vista, estratégia de argumentação e seleção de exemplos) em relação ao tema em cada reportagem.
5- Observar a recorrência de tabelas, dados estatísticos e outros recursos apresentados em infográficos e o que esses denotam sobre o recorte temático proposto. Eles apontam para dados cientificamente comprovados?
6- Apresentar em sala de aula, formato power point, o que foi coletado e analisado.
Nessa etapa os colegas de turma podem sugerir quais depoimentos dos entrevistados ou aspectos temáticos dos textos apresentados servirão de plano narrativo para a construção da notícia.
7- Converter os dados, informações, sujeitos envolvidos e contexto do tema para o formato notícia.
Sobre o gênero notícia: http://www.portugues.com.br/redacao/anoticiaumgenerotextualcunhojornalistico.html. Acesso em 09 de junho de 2012.
É importante que o grupo observe e aplique os marcadores típicos do gênero notícia de jornal (quem, quando, onde, como, por quê, etc) e que se conserve aspectos informativos dos textos de origem (reportagens pesquisadas), porém podem ser inseridos elementos ficcionais para a trama da notícia.
8- Criar título articulado ao tema da notícia, elaborar um lead (chamada resumo) para caracterizar a manchete da notícia.
9- Pesquisar no Google alguma imagem para caracterizar o enfoque da notícia elaborada pelo grupo.
10- Divulgar a notícia nos murais da escola e postar o texto no Facebook. Um representante de outro grupo deverá comentar, via rede social, a notícia produzida.
Atividade 5 – O amor na era virtual (FILME)
O objetivo desta atividade é analisar a concepção de amor romântico na era das novas tecnologias a partir da leitura do filme Medianeras: Buenos Aires na era do amor virtual. Pode ser promovido um debate geral da turma sobre a trama amorosa e as implicações socioculturais que ele sugere.
Medianeras (2011), de Gustavo Taretto, narra a história de dois personagens (Martin e Mariana) que vivem em uma grande metrópole, moram a poucos metros um do outro e estão à procura do amor.

Cartaz do filme Medianeras – de Gustavo Taretto
http://www.cinemosaico.com/2012/01/medianeras-buenos-aires-na-era-do-amor-virtual.html. Acesso em 01 de abril de 2012.
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=yVUQx99jzHQ. Acesso em 01 de abril de 2012.
Download: http://www.baixarfilmes.ws/baixar-filme-medianeras-buenos-aires-na-era-virtual-do-amor-2011-dvdrip-xvid-dublado-e-legendado/. Acesso em 01 de abril de 2012.
Um dos pretextos abordados na narrativa é o de que para se encontrar um amor num grande centro urbano é preciso procurar o par ideal na multidão. Pode ser sugerido que os alunos pesquisem informações sobre o filme e sobre o personagem Wally (citado no filme).

http://www.plantaonerd.com/blog/tag/onde-esta-wally/. Acesso em 01 de abril de 2012.
Perguntas para debate:
A) O uso do recurso virtual (redes sociais e chats) para se buscar um par amoroso oferece certa praticidade e adaptação ao uso das tecnologias a favor do encontro? Ou revela certo comodismo, imediatismo, resultado de uma cultura do fast food e do delivery? Por que muitas vezes esse meio difunde e engendra certo medo de socialização e certa necessidade de ficcionalização de si?
B) Como a metáfora “abrir janelas na cidade” pode ser articulada com a representação do amor na era virtual?
C) De que maneira a alusão ao personagem do desenho animado “Onde está Wally?” é abordada na trajetória da protagonista?
D) De que maneira o recurso narrativo da animação e a referência ao desenho “Onde está Wally?” resgatam o ideal de fabulação romântica?
E) Por que na sociedade contemporânea intensificou-se a busca de um par ideal?
F) O advento da internet aliado às novas tecnologias aproxima ou distancia ainda mais os sujeitos? De que maneira?
Atividade 6 – Construção da fotonovela
O objetivo desta atividade é construir uma fotonovela que aborde a temática do amor na era virtual.
Os alunos deverão resgatar e atualizar o gênero fotonovela a partir da relação entre a concepção de amor romântico, veiculado nos folhetins, e das intervenções da era virtual nas relações afetivas. Para isso, pode ser adaptada a narrativa de algum romance estudado na etapa 2 ou pode ser elaborada uma história de criação coletiva. A adaptação e a história independente devem ratificar a possibilidade de a trama narrada se passar no século XXI.

http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com.br/2009_08_23_archive.html. Acesso em 08 de junho de 2012.
Construção do gênero fotonovela:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=22342. Acesso em 09 de junho de 2012.
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=28428. Acesso em 09 de junho de 2012.

http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com.br/2009_08_23_archive.html. Acesso em 08 de junho de 2012.
Etapas estruturais da atividade
1- Definir grupos compostos por 5 a 6 alunos.
2- Escolher a forma de construção da fotonovela.
3- Elaborar a narrativa e o plano-conflito.
4- Escolher o corpus a ser fotografado: sujeitos ou bonecos.
5- Definir personagens e planos de locação.
6- Fotografar quadro a quadro, cena a cena e selecionar as imagens em sequência.
7- Escrever os diálogos.
8- Efetuar edição da fotonovela.
9- Enviar edição final para o professor.
10- Postar no Facebook, blog individual ou blog da turma.
ROTEIRO PARA A PRODUÇÃO DA FOTONOVELA
Adaptação do romance
1-Debater em grupo a atualização do tema proposto para os dias atuais sem perder a coerência com a proposta narrativa do livro.
2-Manter personagens e seus aspectos de caracterização.
3-Observar os pontos de conflito entre o par amoroso na trama do livro e adaptar esse “plano clímax” para a narrativa contemporânea.
4-Alguns integrantes ficarão responsáveis pela figuração, outros pela fotografia e o grupo todo pensará a narrativa e os respectivos diálogos para preencher os balões (a linguagem da obra precisa ser ressignificada para os diálogos).
5-Escolher os personagens que compõem a história e seus perfis psicológicos, locações e adereços que serão utilizados, o ponto introdutório da história, o plano central (problema ou desencontro reelaborado) que se quer reproduzir e o desfecho para a história.
6-Baixar as fotos no computador, selecionar as cenas e iniciar o processo de edição das imagens de acordo com a estrutura da fotonovela (quadrinhos).
7-Construir a narrativa escrita. Para isso, o grupo todo pensará os respectivos diálogos com linguagem adaptada para preencher os balões.
8-Editar a fotonovela com os balões de diálogo e narração.
9-Revisar o texto escrito, adequação da linguagem e analisar a coerência sequencial entre as cenas.
10-Enviar a versão final para o professor.
11-Aguardar retorno do professor com as marcações e sugestões feitas.
12-Postar fotonovela no Facebook, blog individual ou blog da turma.
Construção independente

Barbie e Ken
http://fun.mnogoo.mk/mk/articles/Razonoda/Smirete-gi-Barbi-i-Ken. Acesso em 08 de junho de 2012.
1-Escolher o recurso de apresentação: fotografia dos integrantes do grupo ou fotografia de bonecos (Playmobil, Barbie e Ken e outros).
3-Dividir o grupo: alguns integrantes ficarão responsáveis pela figuração e outros pela fotografia e edição das imagens e texto verbal.
4-Escolher os personagens que compõem a história e seus perfis psicológicos, as locações e adereços que serão utilizados, o ponto introdutório da história, o plano central (problema ou desencontro) que se quer reproduzir e o desfecho para a história.
5-Baixar as fotos no computador, selecionar as cenas e iniciar o processo de edição das imagens de acordo com a estrutura da fotonovela (quadrinhos).
6-Construir a narrativa escrita. Para isso, o grupo todo pensará os respectivos diálogos para preencher os balões e escolherá o título da fotonovela.
7-Editar a fotonovela com os balões de diálogo e narração.
8-Revisar o texto escrito e analisar a coerência sequencial entre as cenas.
8-Enviar a versão final para o professor.
9-Aguardar retorno do professor com as marcações e sugestões feitas.
10-Postar fotonovela no Facebook, blog individual ou blog da turma.
BOECHAT, Maria Cecília. Paraísos artificiais: o romantismo de José de Alencar e sua recepção crítica. Belo Horizonte: Editora UFMG: Pós-Lit-FALE/UFMG, 2003.
BRANDÃO, Ruth Silviano. Mulher ao pé da letra: a personagem feminina na literatura. 2. ed. rev. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.
HABERT, Angeluccia Bernardes. Fotonovela e indústria cultural: estudo de uma forma de literatura sentimental fabricada para milhões. Petrópolis: Vozes, 1974.
LEVY, Pierre. O que é o virtual? São Paulo: Ed. 34, 1996.
MEYER, Marlyse. Folhetim: uma historia. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
Disponível em: http://books.google.com.br/books?id=czSNhA11e4MC&printsec=frontcover&dq=folhetim&hl=pt-BR&sa=X&ei=_v9tT6abD8Lzggehv4Vr&ved=0CDQQ6AEwAA#v=onepage&q=folhetim&f=false. Acesso em 02 de abril de 2012.
SERRA, Tânia Rebelo Costa. Antologia do romance-folhetim: (1839 a 1870). Brasília: Editora da UNB, 1997.
Abertura da telenovela Sem lenço, sem documento (1977) que faz alusão ao gênero fotonovela: http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&NR=1&v=ZgPMd4LwEyg. Acesso em 01 de abril de 2012.
Oficina de criação feita a partir do gênero fotonovela: http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/emilio/autoria/artigos2007/3artigoautoria_oficinadefotonovela_ok.pdf. Acesso em 09 de junho de 2012.
Sobre a retextualização: http://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2010/08/ARTIGO-5.pdf. Acesso em 08 de junho de 2012.
Programa paródico em relação ao desenho animado “Onde está Wally”?: http://www.youtube.com/watch?v=NA7UsAasTh4. Acesso em 01 de abril de 2012.
As avaliações ocorrerão de forma processual e ao longo de todas as atividades ministradas, que contemplam o desenvolvimento das habilidades de leitura, debate, pesquisa, produção escrita e criação. No entanto, é necessário:
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