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Reportagem – Da leitura à escrita

 

14/05/2010

Autor e Coautor(es)
Tânia Guedes Magalhães
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JUIZ DE FORA - MG Universidade Federal de Juiz de Fora

Cristina Weitzel

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Inicial Língua Portuguesa Língua escrita: gêneros discursivos
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Esta aula tem o objetivo de fazer o aluno conhecer algumas características básicas do gênero textual “reportagem”.  

Duração das atividades
3 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Habilidades básicas de leitura e escrita, figuras de linguagem  (metonímia, metáfora, perífrase), conhecimento sobre linguagem formal, informal, pessoal e impessoal, gírias, texto literário e não literário e tempos verbais (presente e passado). 

Estratégias e recursos da aula

Etapa 1

A) Professor, passe no quadro o título da reportagem ( Dinossauros vão voltar. E para seu bem). Esclareça que esse é o título de uma reportagem publicada na revista Superinteressante, uma revista de circulação nacional e peça que elaborem hipóteses sobre o assunto tratado na reportagem (faça oralmente perguntas como: qual será o conteúdo dessa reportagem? Anote as respostas no quadro).

B) Após o levantamento de hipóteses, entregue uma cópia do texto. (não entregue as atividades agora). Peça que cada aluno leia um parágrafo, ou alterne a leitura entre dois ou três alunos. PROFESSOR: essa é uma sugestão. Caso queira fazer um círculo, ou outra dinâmica para a leitura,  adapte a atividade à sua turma.

TEXTO I

O texto que você vai ler foi retirado da Revista Superinteressante, ed. 275, de Fevereiro de 2010, na seção Polêmica.   

Dinossauros vão voltar. E para seu bem.

Eles foram extintos. Mas a ciência tem um jeito de recriá-los. Para quê? Pra encontrar remédios para as nossas piores doenças.

 por Jack Horner

Os dinossauros foram extintos há milhões de anos. Mas isso não significa que nunca mais teremos um deles na Terra. É possível que um ou mais deles voltem a viver no planeta um dia. E - acredite - isso vai ter uma importância incrível para você. Como assim? Do começo: para recriarmos um dinossauro, o jeito fácil seria usar DNA dos animais extintos. O problema é que, até agora, nunca se encontrou material genético de dinossauros. Isso significa que teríamos de achar uma alternativa. Pois nós descobrimos essa alternativa.

Na verdade, temos algum restinho de DNA de dinossauro. Ele não está nos ossos de animais mortos, e sim nos tecidos de seus descendentes, os pássaros. Pássaros são dinossauros vivos, apesar de não se parecerem com seus ancestrais. Não têm cauda ou dentes, por exemplo. E possuem asas, em vez de braços. Mas há características comuns entre eles, como o pé com 3 dedos e a fúrcula, aquele osso em forma de Y conhecido como osso da sorte. Se você pudesse olhar dentro de um ovo enquanto um pássaro se forma, veria que o bicho até chega a desenvolver cauda e braços. Essas estruturas, no entanto, acabam se desintegrando com a atuação de alguns genes, antes que o ovo seja chocado.

Ou seja: a chave para construirmos um dinossauro está no funcionamento desses genes. Tudo o que precisamos é impedir que eles sejam "ligados" e destruam a cauda e os braços antes que se formem por completo. Alguns pesquisadores estão fazendo isso, como Hans Larsson, professor da Universidade McGill, de Montreal. E pesquisadores da Universidade de Wisconsin já descobriram quais genes podem gerar pássaros que tenham dentes.

Esses experimentos têm um objetivo nobre: descobrir como encontrar determinados genes e aprender o jeito de ligá-los e desligá-los. Quando soubermos mais sobre o processo de transformar pássaros em dinossauros, poderemos usar as informações para o nosso próprio bem. Esperamos poder compreender melhor algumas doenças genéticas que afetam a nós, humanos. E talvez até controlá-las.

Por isso, estamos usando frangos como cobaias. Acreditamos que podemos criar um "frangossauro" (ou chickenosaurus, em inglês) - um pássaro que tenha características dos dinossauros. Criaturas assim seriam produzidas somente uma por vez, e apenas dentro de um ovo. Não seriam liberadas para correr pelo laboratório e perseguir pessoas.

Não pensem que estamos tentando criar um frangossauro por diversão ou para aparecer em manchetes. Será apenas uma forma de desenvolver métodos práticos de engenharia genética que nos livrem de doenças graves. E, de quebra, destrinchar o desenvolvimento da evolução.   

(Disponível em: http://super.abril.com.br/ciencia/dinossauros-vao-voltar-seu-bem-535986.shtm1

Após a leitura do texto, discuta se as hipóteses deles foram ou não confirmadas. Pergunte se gostaram desse tema, e se acharam a possibilidade interessante.

Em seguida, entregue os seguintes exercícios aos alunos para que realizem individualmente.

C) Professor, como essa é a primeira atividade, sugerimos que você faça em conjunto com os alunos. Vá lendo os enunciados, explicando sobre as alternativas e solicitando o apontamento da questão correta pelos alunos.)

Exercícios:

1.O principal objetivo comunicativo do texto é:

a) relatar as  recentes descobertas de pesquisadores da Universidade de McGill e da Universidade de Wisconsin.

b) apresentar os critérios de uma pesquisa científica que poderá trazer benefícios para a saúde humana

c) informar sobre descobertas científicas recentes que podem auxiliar na cura de doenças

d) demonstrar o avanço benéfico de pesquisas científicas.

 

2. Com respeito à linguagem utilizada no texto, pode-se afirmar que ela é:

a) pessoal, emprega palavras  mais elaboradas

b) coloquial, faz uso de gírias

c) impessoal, clara, direta, acessível

d) formal, sem o uso de gírias ou expressões coloquiais

e) impessoal, obscura e mais elaborada

 

3. O texto pode ser considerado:

a) literário, pois apresenta uma linguagem impessoal, objetiva, informativa.

b) não literário, pois apresenta uma linguagem pessoal, carregada pelas emoções do autor.

c) literário, pois apresenta uma linguagem subjetiva, contaminada pelas emoções do autor.

d) não literário, pois apresenta objetividade, dando ênfase à informação.

 

4. Releia o trecho abaixo:   

“...veria que o bicho até chega a desenvolver cauda e braços.”   

O termo negritado acima faz referência a qual palavra do texto?

 

5. Releia outro trecho da reportagem:   

“E, de quebra, destrinchar o desenvolvimento da evolução.”   

Tente descobrir o significado da palavra acima pelo contexto.    

(Professor, caso os alunos não consigam, consultem dicionários).

 

6. O texto acima pode ser considerado como:   

a) um texto instrucional

b) um texto informativo

c) um texto argumentativo

d) um texto narrativo

e) um relato

 

D) Após a resolução dos exercícios, questione os alunos, liste no quadro e peça que os alunos copiem o que descobriram, com os exercícios resolvidos sobre o gênero reportagem.

Reportagem:         

  • É um texto informativo (questão 6)          
  • Utiliza linguagem impessoal, clara, direta, acessível (questão 2)          
  • É um texto não literário, pois apresenta objetividade, dando ênfase à informação. (questão 3)

Etapa 2

A) Esclareça para os alunos que continuarão trabalhando com o gênero reportagem e entregue a eles uma cópia  com o texto e as atividades abaixo.

Proponha a mesma atividade de criar hipóteses sobre o título “Pais ausentes”.

Escolha uma dinâmica para a leitura (um aluno lê em voz alta, ou divida o texto entre os 3 ou 4 alunos, ou ainda, peça que cada um leia um parágrafo numa seqüência)

 

TEXTO II

Leia agora a reportagem abaixo retirada da Revista Veja, de 15 de outubro de 1997, para responder às questões propostas.

Pais ausentes

Elefantes jovens que cresceram longe da família matam rinocerontes na África

 Flávia Varella

A delinquência juvenil assumiu proporções gigantescas na África do Sul - seus rebeldes sem causa podem pesar mais de 5 toneladas e ter cerca de 3 metros de altura. Não, não se está falando de uma nova tribo de adolescentes humanos supervitaminados, mas de elefantes. De uns tempos para cá, grupos de jovens proboscídeos passaram a atacar rinocerontes brancos em vários parques nacionais. O método obedece a um padrão, por assim dizer, serial: depois de derrubar o cascudo de chifre no nariz, os elefantes ajoelham-se sobre a vítima e enterram as presas em seu corpo. O resultado é um banho de sangue nas savanas. Em sua sanha criminosa, os delinqüentes pesos pesados já mataram um homem que estava em seu caminho.

Por que esses jovens andam tão revoltados? A resposta mais provável poderia figurar num manual de psicologia: porque vêm de lares desfeitos e cresceram sem a orientação e o controle de adultos experientes. Os bandos que arrepiam as savanas são formados por animais retirados quando filhotes do maior parque da África do Sul, o Kruger. Seus pais foram mortos para evitar o desequilíbrio ecológico representado pelo excesso de elefantes e, em seguida, os órfãos viram-se transferidos para restabelecer a população de outras reservas. Como os elefantes vivem em bandos muito unidos nos quais os mais velhos ocupam o papel de educadores e existe hierarquia bem definida, a operação acabou provocando danos psicológicos - talvez irreparáveis - nos adolescentes rebeldes. "Ninguém os ensinou a ser bons cidadãos", disse a VEJA, mantendo a analogia com os humanos, David Barrit, do Fundo Internacional para o Bem-Estar dos Animais, Ifaw. "Agora são delinqüentes juvenis e não sabemos como contê-los."   

Falta de limites   

A rebeldia parece se agravar entre os machos durante o período da vida em que há explosão do hormônio testosterona. Os elefantes, em geral, ficam mais agressivos nessa fase. Normalmente, porém, os machos mais velhos conseguem colocar os jovens na linha, contendo seus ímpetos assassinos. Não bastasse a falta de limites, os órfãos sul-africanos estão tendo de encarar esse difícil momento mais cedo. Em Pilanesberg, um dos parques em que rinocerontes são trucidados, alguns elefantes entraram nesse período com dez anos de antecedência em relação ao habitual. Além disso, eles sofrem as conseqüências do gatilho hormonal durante até três meses, quando o comum é apenas alguns dias. "Tudo parece ter a ver com a desorganização social por que passaram", disse à revista americana Time a zoóloga Marian Garai.

Desde 1978, cerca de 1.500 filhotes foram retirados do Kruger e mandados a outros parques. "Já imaginávamos que a separação dos adultos pudesse ser traumática, mas não sabíamos quanto", avalia o veterinário Douw Dropler, do parque Kruger. Na época, não foram removidas famílias inteiras porque não havia equipamento capaz de transportar os adultos. Isso só começou a acontecer em 1993. Para tentar compensar o erro inicial, as autoridades estão enviando fêmeas adultas aos locais onde as gangues atuam, especialmente os parques Pilanesberg e Hluhluwe-Umfolozi. Imaginam que as elefantas possam pôr ordem no pedaço, já que as fêmeas têm grande poder disciplinador e costumam desempenhar função organizativa no interior das manadas. Os rinocerontes aguardam ansiosamente a chegada dessas titias.    

(disponível em : http://veja.abril.com.br/151097/p_091.html

 

Após a leitura, confira as hipóteses: elas se confirmam ou não? Pergunte o que os alunos acharam do texto, se gostaram do tema, se já leram algo sobre esse tema.   

B) Peça que se sentem em duplas.   

C) Solicite que solucionem as questões propostas em dupla, esclarecendo que elas serão corrigidas em sala.

 

Exercícios:   

1. Qual(is) das alternativas a seguir explicam adequadamente a relação entre o título da reportagem e o texto?   

a) Explora a ambiguidade da expressão pais ausentes, possibilitando referência a um problema contemporâneo.

b) Faz ironia com a expressão pais ausentes, sinalizando para um problema mas referindo-se a outro.

c) Desvia a compreensão do leitor do verdadeiro assunto da matéria.

d) Resume uma das causas do problema relatado: comportamento agressivo de elefantes jovens.

 

2. No texto, foi usado o recurso da analogia: comparação entre os animais (elefantes) e outra espécie. Explique e comprove a analogia com trechos do texto.       

 

3. Uma reportagem é um texto que apresenta algumas características fundamentais. Identifique-as no esquema abaixo:

PROFESSOR: organize os dados abaixo em uma tabela para mais fácil visualização dos alunos)   

Fato (O quê?)

Onde?

Como?

Por quê?

Solução?

4. Bons leitores precisam distinguir fato de opinião. Indique se os trechos a seguir expressam fatos ou opiniões:

a) “Os rinocerontes aguardam ansiosamente a chegada dessas titias.”

b)  “(...) grupos de jovens proboscídeos passaram a atacar rinocerontes (...)”

c) “Em sua sanha criminosa, os delinqüentes pesos pesados já mataram um homem que estava em seu caminho.”

d) "Agora são delinqüentes juvenis e não sabemos como contê-los."

e) “Seus pais foram mortos para evitar o desequilíbrio ecológico representado pelo excesso de elefantes (...)”

5. Releia a última atividade, observe os verbos e responda:

a) Que formas verbais foram usadas no presente e com que objetivo?

b) Que formas verbais foram usada no pretérito e com que objetivo?

6. Após a identificação dos fatos principais (exercício anterior), percebemos que há um aprofundamento do assunto. Como isso se dá?   

7. O texto cita “Douw Dropler”. Qual é sua profissão? Em que medida isso contribui para a construção da reportagem?

Etapa 3

A) Leve os alunos a uma sala de computadores e peçam que acessem os sites abaixo e assistam às reportagens:   

PROFESSOR: ESTA ATIVIDADE PODE SER PASSADA EM SALA DE DVD SE VOCÊ SALVÁ-LA ANTES.

 http://www.youtube.com/watch?v=tVAe9eSHBQQ  (Primeira reportagem sobre virus de computador)   

1. Após assistir ao vídeo, identifique as características principais vistas até agora: (caso necessário, assista novamente à reportagem para realizar a atividade)   

Tema:

linguagem utilizada:

profissão do especialista:

função da consulta ao especialista:

função comunicativa: (informar)

tratamento do tema de forma superficial ou mais aprofundada:

Assista ao segundo vídeo:   

http://www.youtube.com/watch?v=soU5ZGEHa3c   (ANABOLIZANTES)

Tema tratado:

linguagem utilizada: profissão dos especialistas:

função da consulta ao especialista: função comunicativa: (informar)

tratamento do tema de forma superficial ou mais aprofundada:

função da inclusão de entrevistas com pessoas que usam anabolizantes:

CONCLUINDO e SISTEMATIZANDO:   

- Após ler e assistir às reportagens, faça uma lista com os alunos enumerando TODAS as características das reportagens vistas até agora (da aula anterior e dessa).

Recursos Complementares

 

Avaliação

Peça que cada dupla de alunos traga uma reportagem de tema de interesse deles numa próxima aula. Em seguida, peça que os alunos identifiquem os elementos da reportagem no texto que trouxeram de casa.

Peça que cada dupla apresente aos seus colegas o tema da reportagem lida e uma das características levantadas, citando exemplos.

Opinião de quem acessou

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Opiniões

  • Ramona Xavier, Prof. Dóris Mendes Trindade , Mato Grosso do Sul - disse:
    ramona_gaeta@hotmail.com

    22/04/2013

    Cinco estrelas

    Trabalharei com muito gás e confiante, pois a turma é de alunos q já não aguentam mais o 7°, por isso acredito q esses textos deixaram a aula produtiva . Acredito até q escutarei risos sobre a primeira reportagem. Começarei em Maio. Mandem boas energias para mim! Parabéns pelo plano!


  • Caroline, Colégio Frei Pedro Tomás Margallo , Bahia - disse:
    caucaffe@r7.com

    20/03/2013

    Cinco estrelas

    Muito boa!!! Parabéns!


  • Soraya Castro, Escola Estadual Joao Mendes , Goiás - disse:
    sorayascastro@hotmail.com

    16/03/2013

    Cinco estrelas

    Gostei e vou adaptar para minhas turmas de 8º ano.


  • ana paula shintani, EMEF Ugo Arduini , São Paulo - disse:
    anashintani@hotmail.coom

    29/08/2012

    Cinco estrelas

    Gostei muito dessas aulas e acredito que possa durar mais tempo abrindo mais espaços para discussão, só que em grupos de 5 a 10 alunos em que eles vivenciem mais vezes o processo de uso da linguagem. Parabéns


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