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Tirinhas

 

16/08/2010

Autor e Coautor(es)
Daniela Amaral Silva Freitas
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BELO HORIZONTE - MG ESCOLA DE EDUCACAO BASICA E PROFISSIONAL DA UFMG - CENTRO PEDAGOGICO

Luiz Prazeres

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Educação Infantil Linguagem oral e escrita Práticas de escrita
Ensino Fundamental Inicial Língua Portuguesa Língua escrita: prática de produção de textos
Ensino Fundamental Inicial Língua Portuguesa Língua escrita: gêneros discursivos
Ensino Fundamental Inicial Língua Portuguesa Língua escrita: prática de leitura
Educação Infantil Linguagem oral e escrita Práticas de leitura
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

- Identificar os elementos organizacionais e estruturais de tirinhas e sua finalidade.

- Interpretar textos que conjugam duas linguagens – a verbal e a não-verbal.

- Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.

- Estabelecer relações de continuidade temática entre os quadrinhos.

Duração das atividades
3 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

O professor pode verificar se os alunos já leram histórias em quadrinhos, quais personagens conhecem. Caso a turma não conheça, o professor pode levar revistas de diferentes personagens e deixar que os alunos as manuseiem.

Estratégias e recursos da aula

A tira ou tirinha é um gênero textual assim definido por Sérgio Roberto Costa:   

Segmento ou fragmento de HQs, geralmente com três ou quatro quadrinhos, apresenta um texto sincrético que alia o verbal e o visual no mesmo enunciado e sob a mesma enunciação. Circula em jornais ou revistas, numa só faixa horizontal de mais ou menos 14 cm x 4 cm, em geral, na seção “Quadrinhos” do caderno de diversões, amenidades ou também conhecido como recreativo, onde se podem encontrar Cruzadas, Horóscopo, HQs, etc.

Fonte: COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de gêneros textuais. Belo Horizonte: Autêntica, 2008.     

Já o dicionário Houaiss (versão eletrônica) apresenta a seguinte definição para “tira”:   

Segmento ou fragmento de história em quadrinhos, ger. com três ou quatro quadros, e apresentado em jornais ou revistas numa só faixa horizontal.  

 

As tirinhas também são muito comuns na última página dos gibis. Entretanto, nesse espaço, aparecem na vertical. São principalmente reconhecidas por seu caráter humorístico e pelo número reduzido de quadrinhos.   

 

ATIVIDADE 1:

Apresente a seguinte tirinha para os alunos:

(Maurício de Sousa. Mônica, no. 63, p. 82.)   

Pergunte se eles conhecem todas as personagens retratadas. Caso não, apresente-as para eles (Mônica, Titi e Cebolinha). Em seguida verifique se eles compreenderam a história. Pergunte:

- Há como sabe quem, no 1º quadrinho, chama a Mônica de dentuça?

- Como ela reage a isso no 2º quadrinho?

- Por que você ela reagiu assim?

- O que ela provavelmente faria, se o autor da frase fosse o Cebolinha?

- Nos quadrinhos, embora os balões estejam separados, como sabemos que há comunicação entre Mônica e a personagem Titi?

- De que maneira se dá a produção de humor na tirinha?   

Mostre aos alunos que, no último quadrinho, Mônica surpreende o leitor com sua reação. Diga como comumente ela reage (batendo no Cebolinha) e porque não reagiu (Titi tem dentes iguais ao dela).   

Em seguida, discutir com os alunos como, por meio de três quadrinhos, são contadas diversas historinhas que, em sua maioria, nos fazem rir.   

ATIVIDADE 2:

Apresentar para os alunos as quatro tirinhas a seguir, de personagens diferentes (Cascão, Bidu, Magali, Chico Bento).

Explicar a eles que todas são de Mauricio de Sousa, um grande quadrinhista brasileiro. Para isso, passe os seguintes vídeos que mostram a trajetória na produção de HQs do autor:   

Caso o professor não tenha acesso ao recurso, pode apresentar uma pequena biografia sobre o autor.

Disponível em: <http://www.monica.com.br/mauricio-site/>. Acesso em 05 de abril de 2010.

Após comentar os vídeos com a turma e, consequentemente, a vida de Mauricio de Sousa, o professor pode pedir que os alunos anotem, ou pesquisem na internet caso não saibam, as principais informações sobre cada uma das personagens: Cascão, Bidu, Magali e Chico Bento.

Em uma outra aula, formar pequenos grupos para a análise das quatro tirinhas. Proponha que os alunos:   

- Identifiquem a personagem principal que dá nome às HQs (Cascão, Bidu, Magali e Chico Bento);

- Descrevam as características de cada personagem e aponte a característica que é salientada em cada tirinha, no caso: Cascão (não gostar de tomar banho), Bidu (estabelecer diálogos, por vezes marcados pelo nonsense), Magali (comilona) e Chico Bento (ingenuidade);

- Mostrem como o conhecimento das características das personagens é essencial para o entendimento das tirinhas e, consequentemente, para a produção de humor.

- Expliquem como se dá a construção de humor em cada uma das tirinhas (Cascão possui ainda o primeiro sabonete porque não gosta de tomar banho; Bidu, para “papear” com o peixe tenta reproduzir no ar, com bolhas de sabão, as bolhas de ar que o peixe produz na água; o sorveteiro desmaia ao saber que Magali (sua maior cliente) na poderá tomar sorvete durante 30 dias; Chico Bento não entende a expressão “cabeças de gado” usada pela outra personagem).   

ATIVIDADE 3:

Pedir que os alunos, a partir de piadas, criem tirinhas. Veja com eles um exemplo:   

Piada:

Dois caipiras estavam sentados, à beira – do rio pescando, quando um vira para o outro e fala:

– Cumpadre, credita que hoje acordei cuma vontade doida de trabaiá?

– Nossa!!! I aí?

– Aí qui eu virei proutro lado e isperei a vontade passá, sô!   

Tirinha:

Em um primeiro momento, relembre com eles algumas piadas, em seguida, peça que eles selecionem aquelas que permitem serem transpostas para tiras. Peça que eles planejem o que terá em cada quadrinho, onde ficarão as personagens, os balões etc. Após a produção da tirinhas, peça que os alunos as apresentem para os colegas.  

Recursos Complementares

No site da Turma da Mônica, o professor encontra diversas tirinhas das personagens de Mauricio de Sousa:

Disponível em: <http://www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm>. Acesso em 05 de abril de 2010. 

Avaliação

O professor deve avaliar os alunos durante todo o processo de ensino e de aprendizagem e, caso perceba que eles não estão compreendendo a atividade, deve adaptá-la. No decorrer das aulas, o professor deve perceber se os alunos estão conseguindo perceber a construção de humor nas tirinhas. Para uma avaliação mais pontual, o professor pode tomar a terceira aula. Essa aula funciona como atividade avaliativa à medida que permite que o professor perceba se os alunos conseguem reconhecer as características das tirinhas e criarem uma própria.   

É interessante que o professor, ao final da atividade, peça que os alunos avaliem a atividade como um todo e se auto-avaliem. O professor pode lançar mão de perguntas como: O que vocês conseguiram aprender com essa atividade? Onde podemos encontrar tirinhas?  A tirinha que os colegas inventaram ficou adequada? Eles relacionaram bem a linguagem verbal com a não verbal? O que você mudaria? Qual tirinha você achou mais engraçada? Por quê? 

Tais processos permitem que o professor reflita sobre sua prática e que os alunos reflitam sobre o próprio desempenho e aprendam a identificar e a corrigir erros e equívocos.

Opinião de quem acessou

Duas estrelas 2 classificações

  • Cinco estrelas 0/2 - 0%
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Opiniões

  • Fátima, Escola Estadual Daniel Ribeiro Moggi , Minas Gerais - disse:
    fatimanhola@yahoo.com.br

    08/11/2013

    Quatro estrelas

    As aulas trabalha com clareza o gênero Tirinhas: as linguagens verbal e não verbal , temática e pontuação.


  • Vanessa Yamaguti, UNIFESP , São Paulo - disse:
    vaneyamaguti@gmail.com

    19/01/2013

    Uma estrela

    Primeiro, as questões que deveriam instigar as crianças para que se possa explicar o efeito de humor deveria ser porque a criança acha graça, o que ela entende e debater em sala. São perguntas óbvias. Segundo, o último exemplo é uma piada ilustrada em que foi inserido balão de fala, elemento característico dos quadrinhos, entretanto consideram-se quadrinhos quando há uma narrativa construída entre imagem e texto, o que não ocorre no exemplo em questão, pois a imagem não foi alterada.


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