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Sobre o gênero discursivo – crônica argumentativa

 

19/10/2010

Autor e Coautor(es)
Lazuita Goretti de Oliveira
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UBERLANDIA - MG ESC DE EDUCACAO BASICA

Eliana Dias

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo Língua Portuguesa Linguagem escrita: leitura e produção de textos
Ensino Fundamental Final Língua Portuguesa Análise linguística: modos de organização dos discursos
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • identificar a crônica como um gênero;
  • analisar a estrutura composicional da crônica argumentativa, bem como suas características básicas;
  • produzir uma crônica argumentativa.
Duração das atividades
04 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
  • Estrutura da narrativa;
  • Estrutura do texto argumentativo.
Estratégias e recursos da aula
  • utilização do laboratório de informática e sala de vídeo;
  • atividades realizadas em grupo ou duplas de alunos;
  • utilização de imagens, crônicas e vídeos veiculados na internet.

Aula 01 (50 minutos)

O professor deve iniciar a aula explicando que a crônica tem sua origem  no latim Chronica e do grego Khrónos (tempo), a isso se deve seu  caráter narrativo, abordando fatos cotidianos  da vida real das pessoas, registrados em ordem cronológica. Geralmente é escrita em linguagem coloquial, evidenciando  o falar popular.

A partir do século XIX, a crônica passou a apresentar também uma natureza crítica, apresentando as opiniões do autor sobre determinado assunto, sendo divulgada, principalmente, nas páginas literárias de jornais e revistas. Portanto, pode-se identificar duas maneiras de se produzir uma crônica: a primeira apresenta estrutura narrativa:  personagens, enredo, espaço, tempo, etc. A outra maneira é a crônica argumentativa, presente principalmente em textos jornalísticos. Trata-se de  uma forma mais moderna do gênero, em que o cronista assume e defende  um determinado ponto de vista.

Nessa aula, vamos abordar a crônica argumentativa.   

Atividade

O professor deverá levar os alunos ao laboratório de informática para, em dupla, pesquisarem sobre crônica argumentativa, seguindo o roteiro apresentado abaixo.

Sobre crônica argumentativa, pesquisar em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cr%C3%B4nica_argumentativa 

http://www.brasilescola.com/redacao/a-cronica-argumentativa.htm 

http://recantodasletras.uol.com.br/teorialiteraria/2226899 

2. Roteiro para a realização da pesquisa:

a. Crônica: um breve histórico.

b. Características da crônica.

c. Tipos de crônica.

d. Características da crônica argumentativa.

e. Exemplos de crônicas argumentativas.

Aula 02  (50 minutos)

Atividade 

1. Em sala de aula, o professor deverá solicitar aos alunos – em dupla – que exponham  sobre os itens pesquisados nos sites sobre crônica argumentativa. A exposição deverá ser conduzida e mediada  pelo professor para esclarecimentos de dúvidas.

2. Após a discussão, os alunos – em grupo de  quatro pessoas – deverão montar um painel  sobre crônica argumentativa. Cada grupo deverá se encarregar  de um tópico da pesquisa.

Observação:

O professor deverá providenciar antecipadamente o material necessário para a montagem do painel: cartolina, pincel, cola, tesoura, revistas para recortar, canetas hidrocores, etc. O painel deverá ser exposto na sala de aula ou em um corredor da escola.

Aula 03 (50 minutos)

Atividade 

I - O professor deverá reproduzir para os alunos a cópia da crônica “A mentirosa liberdade” de Lya Luft.

Disponível em:

http://cronicaspensamentosafins.blogspot.com/2010/07/mentirosa-liberdade-lya-luft.html 

A mentirosa liberdade

 "Liberdade não vem de correr atrás de 'deveres' impostos de fora, mas de construir a nossa existência"

Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do "ter de". Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos, podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?

Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?

Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de "deveres" impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para  aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.

Disponível em:

http://cronicaspensamentosafins.blogspot.com/2010/07/mentirosa-liberdade-lya-luft.html 

Disponível em:

http://www.acontecendoaqui.com.br/index.asp?dep=4&pg=27314  

IMPORTANTE: Professor, ofereça informações sobre a autora aos alunos.

Lya Luft nasceu no dia 15 de setembro de 1938, em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul. Por se tratar de cidade de colonização alemã, as crianças, em quase sua totalidade, falavam alemão, e os livros utilizados nas escolas vinham da Alemanha. Com onze anos, Lya decorava poemas de Goethe e Schiller.Posteriormente, estudou em Porto Alegre (RS), onde se formou em Pedagogia e Letras anglo-germânicas. [...]

Disponível em:

http://www.releituras.com/lyaluft_bio.asp 

II - Após a leitura do texto, os alunos – em grupo de quatro pessoas - deverão responder às seguintes questões (que serão entregues aos alunos xerocopiadas).

1.  A crônica é um texto curto, que apresenta a visão pessoal do cronista sobre fatos publicados em jornais ou fatos do cotidiano. De onde a cronista Lya Luft extraiu material para escrever sua crônica “A mentirosa liberdade”?  Explique.

2. A  crônica “A mentirosa liberdade” é diferente das crônicas narrativas ficcionais, pois não se limita a contar fatos. Trata-se de uma crônica argumentativa.

a. De acordo com a pesquisa realizada, responda: quais são as características da crônica argumentativa?

b. Qual é o ponto de vista sobre liberdade defendido pela cronista? Que frase, no início do texto, resume a idéia principal que será desenvolvida em todo o texto?

3.  A partir do segundo parágrafo, a cronista apresenta várias situações que comprovam a idéia principal. Identifique as situações observadas: a. em relação ao consumo; b. em relação à saúde; c. em relação à vaidade; d. em relação à competição.

4. A crônica em estudo pode ser dividida em três partes: idéia principal, desenvolvimento e conclusão. Observe o último parágrafo do texto.

a. Transcreva o trecho que resume a conclusão da crônica.

b. O que a cronista sugere para comprovar essa conclusão?

5. Você concorda com o ponto de vista da cronista na crônica lida? Justifique sua resposta.

6.  Observe a linguagem empregada na crônica:

a. Os argumentos são apresentados de forma pessoal, subjetiva, numa linguagem artística ou de forma impessoal, objetiva, numa linguagem científica ou jornalística?

b. Qual a variante linguística utilizada pela cronista? 8. Discuta com seus colegas e concluam: quais são as características da crônica argumentativa?

Aula 04 (50minutos) 

Atividade 

1. O professor deverá levar os alunos ao laboratório de informática/ sala de vídeo para assistirem o vídeo com a crônica “Quem vai acabar é a raça humana” de Arnaldo

Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=xRX6NguImAE 

Disponível em:

http://www.buscadordefotografias.com/ys0xFhkWb6got/Terra-um-planeta-em-extin%C3%A7%C3%A3o/

IMPORTANTE: Professor, ofereça informações aos alunos sobre Arnaldo Jabor.

Carioca, nascido em 1940, o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor já foi técnico de som, crítico de teatro, roteirista e diretor de curtas e longas metragens. Na década de 90, por força das circunstâncias ditadas pelo governo Fernando Collor de Mello, que sucateou a produção cinematográfica nacional, Jabor foi obrigado a procurar novos rumos e encontrou no jornalismo o seu ganha-pão. Estreou como colunista de O Globo no final de 1995 e mais tarde levou para a TV Globo, no Jornal Nacional e no Bom Dia Brasil, o estilo irônico com que comenta os fatos da atualidade brasileira.

Disponível em:

http://www.paralerepensar.com.br/a_jabor.htm 

2. Após a exibição do vídeo para os alunos, o professor deverá reproduzir para os alunos a cópia do fragmento do artigo “Petróleo e seus efeitos no meio ambiente”.

Petróleo e seus efeitos no meio ambiente

Disponível em:

http://www.diarioliberdade.org/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=95&Itemid=109&limitstart=20 

[...]

Em 1968, a Petrobras começou a exploração de petróleo em águas marinhas. Hoje, essa modalidade representa 84% da produção nacional. Engana-se, porém, quem acredita que os derramamentos são a única fonte de riscos e impactos negativos advindos da exploração e produção de petróleo no mar. Após 45 dias, um poço perfurado já representa uma fase de impactos agudos sobre a fauna e flora. "São descartados fluidos de perfuração, cascalhos saturados de diferentes substâncias e compostos tóxicos, incluindo metais pesados como mercúrio, cádmio, zinco e cobre", explica Guilherme Dutra, da ONG Conservation International Brasil. Na fase do refino, existe o problema do descarte de efluentes líquidos, a emissão de gases e vapores tóxicos para a atmosfera, além dos resíduos sólidos, normalmente armazenados em aterros industriais.

Já os impactos produzidos pelo derramamento de óleo na água são mais visíveis. Especialistas em poluição enfatizam que os acidentes deixam marcas por vinte anos ou mais e que a recuperação é sempre muito longa e difícil, mesmo com ajuda humana. O contato com o petróleo cru causa efeitos gravíssimos principalmente em plantas e animais. O óleo recobre as penas e o pelo dos animais, sufoca os peixes, mata o plâncton e os pequenos crustáceos, algas e plantas na orla marítima. Nos mangues, o petróleo mata as plantas ao recobrir suas raízes, impedindo sua nutrição. Além disso, a baixa velocidade das águas e o emaranhado vegetal nesses locais dificulta a limpeza. O petróleo, embora seja um produto natural, originário da transformação de materiais orgânicos, existe apenas em grandes profundidades, entrando muito pouco em contato com o ambiente terrestre, fluvial ou marítimo. É insolúvel em água e tem uma mistura corrosiva venenosa com efeitos difíceis de combater.

[...]

Disponível em:

http://www.biodieselbr.com/noticias/meio-ambiente/petroleo-e-seus-efeitos-no-meio-ambiente-11-11-05.htm 

3.  Após a exibição do vídeo -“Quem vai acabar é a raça humana”  - e da leitura do fragmento do artigo “ Petróleo e seus efeitos no meio ambiente”, o professor deverá apresentar aos alunos a seguinte proposta de produção de texto:

Escreva uma crônica argumentativa a partir das informações contidas no vídeo assistido  e no texto lido sobre  poluição do meio ambiente.

Siga as instruções:

a. Com base nas informações colhidas a respeito do aquecimento global, formule uma frase que possa servir de ideia principal para sua crônica.

b.   Pense no leitor: sua crônica será lida na sala de aula para apreciação do colegas e professor e, posteriormente poderá ser publicada no jornal da escola.

c. Esquematize seu texto: planeje a apresentação de seu ponto de vista sobre o assunto; liste argumentos para desenvolver o seu ponto de vista.

d. Apresente uma conclusão.

e. Dê um título sugestivo  à crônica.  

Recursos Complementares

1. Para rever com os alunos a estrutura da narrativa, o professor poderá exibir para os alunos o vídeo - Redação - elementos da narrativa.

Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=2czWvybvTAk&feature=related 

2. Para ampliar o conecimento dos alunos sobre o texto disertativo/argumentativo, o professor poderá exibir para os alunos os vídeos:

a. Redação - Dissertação - Parte 1-2

http://www.youtube.com/watch?v=Luwpi2IZ-q4&feature=related

b. Argumentação e linguagem argumentativa.

http://www.youtube.com/watch?v=8kLnFmg1RjA&feature=related 

Avaliação

O alunos serão avaliados, coletivamente, por meio das atividades de  análise da crônica  "Mentirosa liberdade" de Lya Luft. O professor deverá observar a participação e o interesse dos estudantes. Serão avaliados, individualmente, por meio da produção de uma crônica argumentativa  sobre a poluição do meio ambiente.

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