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Debatendo temas polêmicos

 

19/10/2010

Autor e Coautor(es)
Ana Paula Campos Cavalcanti Soares
imagem do usuário

BELO HORIZONTE - MG Universidade Federal de Minas Gerais

Sulamita Nagem Dias Lima

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Educação de Jovens e Adultos - 1º ciclo Língua Portuguesa Linguagem oral
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

•      Posicionar-se em relação a diferentes temas tratados.

•      Defender posições fundamentando argumentos com exemplos e informações.

•      Reconhecer os argumentos apresentados na defesa de uma posição, avaliando a pertinência dos exemplos e informações que o fundamentam.

•      Reconhecer e usar as fases ou etapas da argumentação em um texto ou seqüência argumentativa.

•      Reconhecer e usar estratégias de organização da argumentação em um texto ou seqüência argumentativa.

Duração das atividades
04 horas/aula
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

- Compreender a natureza do sistema de escrita alfabético.

Estratégias e recursos da aula

As estratégias a serem utilizadas são:

- aula interativa;   

- trabalho em grupos;   

- texto impresso;   

- debate;   

- produção de textos.     

Desenvolvimento  

 1ª atividade:

1)      O professor iniciará a aula apresentando em cartazes as imagens abaixo. Estas imagens representarão as temáticas polêmicas dos debates desta aula. Sendo assim, antes de iniciar o debate com os temas selecionados para essa aula, o professor deverá explorar as figuras e assim solicitar que os alunos antecipem, a partir da leitura das imagens, a que temas referem-se.

Fonte: http://www.gospelprime.com.br/vem-ai-a-cpi-do-aborto/    

Questões a serem levantadas:

O que você vê na foto?

O que representa esse feto acolhido em uma mão?

O que quer dizer a frase: “A vida está em suas mãos.”

Esta imagem representa que tema?  

Fonte: http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/2812/google_e_microsoft_sao_processadas_por_facilitarem_pirataria    

Questões a serem levantadas:

Que elementos você vê nesta figura?

O que significa o símbolo na caixa do CD?

O Mapa do Brasil, na figura, está composto pelo quê?

A imagem refere-se a que temática?

Fonte: http://moabiobeid.blogspot.com/2009/11/questao-da-pena-de-morte.html   

Questões a serem levantadas:

Que elementos você vê nesta figura?

Você reconhece este objeto?

O que representa as cordas na imagem da balança?

Que temática é representada nesta imagem?     

2ª atividade:

 1)      Na segunda atividade desta aula, o professor iniciará os debates com o primeiro tema polêmico: o aborto. Para isso, sugerimos o trabalho com dois textos: um contra e outro a favor.   Sugerimos que o professor divida a turma em dois grandes grupos. O primeiro grupo receberá o texto 1 e o segundo grupo receberá o texto 2. Os alunos deverão ler os textos (podendo contar com a mediação do professor durante a leitura do texto).   

Temas polêmicos: O aborto 

TEXTO 1: A FAVOR

“Quem tem mais direito à vida: um chimpanzé na floresta ou um feto humano no útero da mãe?” Defensor do aborto, da eutanásia e dos direitos dos animais, Singer é um dos bioeticistas mais polêmicos do planeta Herton Escobar escreve para “O Estado de SP”: "O chimpanzé", responde, sem medo, o professor de bioética Peter Singer, da Universidade de Princeton, nos EUA. "Só o fato de ser membro da espécie Homo sapiens não é garantia de direito à vida", diz ele. Defensor do aborto, da eutanásia e dos direitos dos animais, Singer é um dos bioeticistas mais renomados e polêmicos do planeta. Fala o que muitos se atreveriam a pensar, mas jamais teriam a coragem de dizer. "Não acho que o feto tem direito à vida porque ele não é um ser autoconsciente." Os chimpanzés, gorilas e outros primatas superiores, por outro lado, são animais plenamente conscientes de sua existência, diz o professor. Singer, inclusive, é um dos fundadores do Great Ape Project, iniciativa internacional que busca garantir aos primatas os mesmos direitos básicos dos seres humanos: vida, liberdade e proibição da tortura. Australiano, vegetariano e com quase 60 anos, Singer é fundador da Associação Internacional de Bioética e autor de Libertação Animal, de 1975, um dos livros mais influentes sobre o movimento de defesa dos direitos dos animais. Na semana passada, esteve em SP para participar do Congresso Pitágoras 2006 e falou a “O Estado de SP” sobre algumas de suas posições mais polêmicas. Eis a entrevista com Peter Singer: - Há um projeto de lei no Congresso brasileiro que visa a descriminalizar o aborto, hoje permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe. Qual a posição do senhor sobre isso? - Eu sou a favor de que as mulheres possam fazer abortos quando desejarem. Especialmente se o aborto for feito quando o feto ainda é incapaz de sentir dor. Minha preocupação maior é com a dor e o sofrimento. Até 20 semanas de gestação, quando ocorre a maioria dos abortos, o feto não está nem mesmo consciente, por isso não acredito que tenha direito à vida. Por essa razão, eu permitiria às mulheres escolher se querem fazer um aborto até esse período. Após 20 semanas, eu ainda não seria completamente contrário, mas seria mais flexível à adoção de restrições. - O que o senhor está dizendo certamente vai deixar muita gente indignada. Imagino que deva receber muitas críticas por isso. - O conceito geral é o de que se você é um ser humano, você automaticamente tem direito à vida. Esse é um dos problemas com o debate do aborto: as pessoas que são contra dizem que o feto é um ser humano e, portanto, tem direito à vida. Eu acho que a primeira parte está correta: o feto é um ser humano. Mas não necessariamente a segunda. Não acho que o simples fato de pertencer a uma espécie seja garantia de direitos morais; acho que você adquire direitos morais pelo indivíduo que você é. Se você não é um ser autoconsciente, não acho que tenha direito à vida. A idéia geral é, muitas vezes, religiosa: as pessoas acreditam que o ser humano possui uma alma e que o homem é feito à imagem de Deus ou coisa desse tipo. Acho que muitas das pessoas que criticam minhas opiniões são contra o aborto por questões religiosas, mesmo que não usem esse argumento explicitamente. - Considerando sua posição com relação aos primatas, então, seria correto dizer que o senhor dá mais valor à vida de um chimpanzé do que à de um feto humano? - É verdade; não nego isso. O chimpanzé é um ser autoconsciente. Os chimpanzés são capazes de se reconhecer no espelho, eles demonstram pensamento e planejam o que fazem. Eu diria até que têm um certo senso de moralidade na maneira como lidam uns com os outros. Eles sofrem quando alguém próximo a eles morre. Portanto, é preciso reconhecer que os chimpanzés têm um estado de vida mental e emocional que um feto não tem, porque seu cérebro não está suficientemente desenvolvido. Então é verdade: eu diria que os chimpanzés têm direitos que superam os de um feto humano. É claro que, normalmente, o feto é algo que a mulher ama e deseja, e por isso ele merece nossa proteção. Mas se a mulher não quer a gravidez, e você considera apenas os direitos do feto isoladamente, acho que ele não tem direito à vida, enquanto o chimpanzé tem.

Fonte: http://www.medio.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=889&Itemid=39 (Adaptação)        

TEXTO 2: CONTRA

E o direito do filho? Prof. Humberto Leal Vieira Presidente da PROVIDAFAMÍLIA Os grupos feministas alegam que ter ou não ter filho, é um direito da mulher, por isso o aborto deve ser legalizado. Ao aceitar o argumento de que a mãe tem o direito de matar seu próprio filho, porque resultante de uma gravidez "indesejada" teremos que aceitar que o filho também tem o direito de matar sua mãe quando indesejada por este. Afinal o filho não escolheu a mãe que tem e os direitos são iguais para todos. Vejam onde iríamos com esse argumento! A afirmativa segundo a qual está se defendendo um direito da mulher ao legalizar o aborto, é uma farsa, é mentirosa e esconde o verdadeiro objetivo da campanha das ONGs que são pagas por fundações e organismos internacionais para promover, entre nós, o controle de população. Em verdade, são grupos assalariados que prestam serviços a seus patrões interessados em uma nova modalidade de imperialismo em que a vida humana está em jogo. Tiramos essa conclusão ao ler o Relatório Kissinger (NSSM 200) "Implicações do crescimento da população mundial para a segurança e os interesses externos dos Estados Unidos". Nesse relatório está demonstrado o pavor dos países ricos com o crescimento da população nos países do Terceiro Mundo. Os investimentos para o controle populacional somam bilhões de dólares em todo o mundo. Os projetos e recursos para distribuição de contraceptivos, para esterilização e promoção do aborto são publicados pelo Fundo de População da ONU. Para o Brasil, nesses últimos cinco anos foram investidos 837 milhões de dólares naqueles projetos. Para a legalização da contracepção, da esterilização e do aborto, entre nós, foi criado o Grupo Parlamentar de Estudos de População e Desenvolvimento (GPEPD) e, no âmbito da América Latina, o Grupo Parlamentar Interamericano (GPI). Esse grupo tem entre seus objetivos, segundo publicação do GPI: "Revisar as legislações nacionais a fim de considerar a possibilidade de despenalizar o aborto, tendo em conta o grande número que se realiza à margem da lei e a alta taxa de mortalidade que deles resulta". Para esses grupos parlamentares foram destinados, nestes últimos dois anos: 582.300 dólares e para o "lobby" do aborto no Brasil 634.000 dólares entre outros recursos. Na grande discussão sobre o aborto, que se deu no dia 25 do corrente mês, no Plenário da Câmara dos Deputados, tive oportunidade de expor, aos presentes, esse dados. Nessa ocasião se apresentaram dirigentes de ONGs como as Católicas pelo Direito de Decidir e outras que defenderam a legalização do aborto e para isso são financiadas por organizações internacionais e fundações estrangeiras. Agora, o vergonhoso é que brasileiros, e até mesmo certos parlamentares defendam os interesses daqueles países em detrimento de nossa soberania e de nosso crescimento como Nação! Acredito que o Congresso Nacional deveria apurar o destino de tanto recurso investido no Parlamento e nas ONGs para o controle populacional. Essa é uma questão de soberania nacional. Felizmente, sabemos, que é apenas uma minoria de parlamentares que está engajado nesses programas e que a grande maioria desconhece aqueles projetos de controle populacional que representam um neo-colonialismo. Estes grupos já conseguiram legalizar a contracepção e a esterilização e agora tentam legalizar o aborto. Concluindo podemos dizer que a questão do direito ao aborto é um eufemismo que esconde o verdadeiro objetivo de países estrangeiros e organizações internacionais interessados no controle da população brasileira e o enfraquecimento do Brasil, como Nação Soberana.

Fonte: Artigo publicado no jornal Correio Brasiliense em 30/11/1997.

2)      Após a leitura dos textos, o professor orienta-os para o trabalho a  partir das instruções:  

a)       O grupo 1 deverá defender a opinião do bioeticista Singer e o grupo 2 deverá se opor,  utilizando as ideias do Professor Humberto Leal Vieira.   

b)      Sugerimos que o professor peça para que um dos grupos saia da sala e outro permaneça para que possam discutir argumentos que serão utilizados no debate.  

c)      Após a organização dos grupos, o professor poderá dividir a sala em duas, colocando um grupo em frente ao outro.   

d)     Assim, será iniciado o debate. Cada grupo terá a oportunidade de argumentar e contra argumentar dentro de um tempo estabelecido pelo professor. É importante que o alfabetizador desempenhe o papel de mediador do debate, controlando o tempo das falas e adequando a variação linguística para o gênero oral debate.        

3- Após o debate, o professor faz os comentários necessários.         

3ª atividade:

1)      A atividade a seguir terá como temática a pirataria. Neste caso, para iniciar o debate deverá utilizar um texto a favor e uma propaganda contra a pirataria. O professor deverá ler para a turma o texto a seguir.     

Temas polêmicos: A pirataria

TEXTO 1: A FAVOR   

Hoje eu "tô" afim de falar do tema da pirataria! Por que será que temos que ser contra à pirataria? Ora bolas, vivemos atualmente num mundo tão difícil, onde tudo é tão caro! A pirataria tem sido a salvação para muitos que acham a vida tão cara! Se a gente parar para pensar, os maiores culpados por essa situação são os políticos que desviam verba publica para benefício próprio e de outros particulares em detrimento do interesse público, das obras públicas. Essa verba desviada gera a necessidade de aumento de impostos! Os impostos altos tornam os preços dos produtos igualmente altos e a maioria da população brasileira acaba sem usufruir de muitos produtos de consumo postos nas prateleiras, tudo isso no contexto desse sistema econômico ineficaz no qual estamos inseridos que é o tal do capitalismo! A gente tem que se matar de ralar para conquistar melhores empregos, melhores salários, melhores condições de vida, temos de competir uns com os outros de maneira altamente feroz para podermos ter um padrão de vida adequado para as nossas necessidades e para a nossa felicidad... aí depois as gravadoras reclamam dos cd's piratas? Ora bolas! Vocês, gravadoras, mesmo com a pirataria, obtêm altos lucros com a venda de cds, garanto que não ganham menos do que um Ministro do Supremo Tribunal Federal, cujo salário está atualmente na ordem de 25 mil reais! Isso para os empresários das grandes gravadoras é uma esmola, mas eles, assim como a grande maioria dos capitalistas gananciosos, sempre acham isso pouco e querem sempre cada vez mais! Isso tá certo? Com menos de 20 mil reais esses empresários já deviam estar muito felizes. Com esse dinheiro já dá pra ter um padrão de vida muito bom! Mas eles acham pouco e querem é mais!   

Fonte: http://discutindotemaspolemicos.blogspot.com/ (Adaptação)    

2)      Após a leitura do texto o professor fará uma enquete com os alunos, verificando a opinião de todos em relação ao assunto em questão. Para isso, pergunta: Quem é a favor da pirataria e quem é contra?   

3)      O professor contabiliza os votos a favor e contra a pirataria.  

VOTOS A FAVOR DA PIRATARIA:

VOTOS CONTRA A PIRATARIA:   

4)      Em seguida, o professor organiza a turma para a apresentação  do vídeo  que se encontra no endereço:   

http://www.youtube.com/watch?v=7czWeQ61v7o&NR=1       

VÍDEO 1: CONTRA VIDEO PIRATARIA É CRIME

http://www.youtube.com/watch?v=7czWeQ61v7o&NR=1    

5)      Após o vídeo sugerimos que o professor repita a mesma enquete com o objetivo de verificar se os argumentos apresentados no vídeo foram capazes de convencer alguns dos alunos.     

4ª atividade:  

 1)      Nesta atividade, o professor deverá dividir a turma em duplas. As duplas receberão o texto contra a pena de morte.

a)      O texto deverá ser lido pelas duplas com a mediação do professor.

b)      As duplas deverão ler os argumentos da autora do texto, Caroline Figueiredo.

c)      Os alunos deverão ler o texto pensando em argumentos favoráveis e contra o texto de Caroline Figueiredo.   

Temas polêmicos: A Pena de Morte no Brasil

TEXTO 1: CONTRA A PENA DE MORTE  

A Pena de Morte Carolina Figueiredo Guilherme 12ºH A questão da pena de morte, tem sido insistentemente tema de discussão nos órgãos de Comunicação Social, e há bem pouco tempo foi motivo de debate num dos canais de televisão. Aqui gostaria de expressar a minha opinião sobre este tema tão polêmico e sempre atual. Do meu ponto de vista, a pena de morte é negativa, e por isso não deve ser legalizada. Afinal, que direito temos nós (sociedade) de tirar a vida a alguém, mesmo que essa pessoa tenha cometido os maiores crimes e até tenha morto alguém? Talvez até, que a culpa última do seu comportamento seja a própria sociedade, uma vez que cada pessoa é sempre o produto da educação que teve e foi moldado pelo ambiente sociocultural em que cresceu. Penso que todos temos que concordar com este aspecto: aceitar a pena de morte, é aceitar que se faça o mesmo crime (ou ainda pior), a um ser humano, mesmo sendo este criminoso. Se aquele que é condenado à pena de morte, é condenado precisamente porque cometeu um crime, então, aceitarmos que essa pessoa seja condenada, é também aceitar a prática de um outro crime. Mas há também que ver o outro lado das coisas e, de uma maneira geral, as pessoas que estão de acordo com a prática da pena de morte, alegam que os criminosos devem ser condenados com esta prática, uma vez que é impossível uma pessoa assistir ao assassinato de uma família ou de um amigo e ficar de braços cruzados, vendo muitas vezes a justiça ser tardia e mal aplicada. É claro que não há maior dor do que aquela que é provocada pela morte, ainda mais quando se trata de alguém que nos é muito querido; mas será que a pena de morte é a melhor justiça para acabar com esses crimes? Será que o criminoso, deve morrer logo ali, no momento em que se senta numa cadeira, ou em que respira o gás mortífero, ou ainda quando a corda lhe ata o pescoço? Na minha opinião, esta não é de fato a melhor forma de justiça, até porque assim o criminoso não terá o sofrimento, que os defensores da pena de morte pretendem que ele tenha nos últimos minutos de vida. Não será mais justo ver o criminoso sofrer durante todo o resto da sua vida atrás de umas grades em vez de sofrer apenas algumas horas? De fato, eu defendo, não a pena de morte, mas sim a pena de prisão perpétua. Deste modo o condenado é privado da sua liberdade, mas a sociedade fica livre de um elemento nefasto. Além disso, o criminoso poderá trabalhar para o bem estar da sociedade ajudando na recolha de lixo das ruas, ou construindo estradas, etc. Afinal, a quem se devem os imensos quilômetros de estradas nos Estados Unidos da América, por exemplo? É claro que a pena de prisão perpétua, levará à degradação das condições logísticas prisionais e poderá verificar-se um aumento de suicídios dos reclusos, mas é um risco que a sociedade terá que se conscientizar para não correr outros riscos. Esta foi a minha opinião sobre a pena de morte. É claro que há pessoas que são a favor e outras que são contra, mas para chegar a um acordo acho que é essencial debater-se este assunto, que de uma maneira ou de outra diz respeito a todos nós.

Fonte: http://www.esec-emidio-navarro-alm.rcts.pt/emimp_19.htm   

2)      Sugere-se que o professor proponha um debate entre as duplas em duas rodadas. Em uma primeira rodada um integrante da dupla defenderá a pena de morte enquanto o outro levantará argumentos contra. Depois disso, os papeis são invertidos. Sugerimos que o professor realize o debate com todas as duplas da turma. Durante as rodadas entre as duplas, o restante da turma poderá intervir, realizando perguntas.  

5ª atividade:   

1-      O professor organiza a turma em grupos e orienta-os para a realização das atividades abaixo:   

1º e 2º grupos:   Deverão criar um painel utilizando as linguagens verbais e não verbais para retratar a favor ou contra  à pirataria.   

3º e 4º grupos:   Deverão criar um painel utilizando as linguagens verbais  e não verbais para retratar a favor ou contra  o aborto.   

5º e 6º grupos:   Deverão criar um painel utilizando as linguagens verbais e não verbais para retratar a favor ou contra  a pena de morte no Brasil.

2-      O professor socializa os painéis, faz os comentários necessários e organiza a distribuição dos mesmos nos espaços da escola. 

Recursos Complementares

Como ensinar o debate em sala de aula: um modelo didático

Como o debate é um gênero oral, é mais difícil se construir um modelo que leve em consideração todas as etapas que devam ser cumpridas no ensino desse gênero textual. Mesmo assim, vamos tentar didatizar este gênero a fim de facilitar a depreensão de suas estruturas para que elas possam servir de modelo para os alunos no momento em que necessitarem construir uma situação real ou simulada de debate.

1º passo: Atividades prévias (para depreensão do modelo)

• Levar os aprendentes a participarem como ouvintes a uma série de debates para que eles possam perceber as características em comum de diversos eventos dessa natureza (dar referências de debates televisivos e/ou levar um modelo gravado para a sala de aula);

• Evidenciar para os aprendentes que a variante linguística utilizada em um debate é a variante mais aproximada da linguagem formal. Embora tenha características próprias da oralidade, o discurso deve ser claro e sem atropelos, evitando-se idéias repetidas;

• Diferenciar o gênero debate de outros gêneros orais públicos como as mesas redondas ou painéis, por exemplo;

• É importante também evidenciar que o debate só é possível quando há oposições de pontos de vista sobre um determinado assunto;

• Deixar claro que uma das regras principais dentro de um debate é o respeito ao outro debatedor. Deve-se escutar com respeito seus pontos de vista e apresentar os seus também de modo respeitoso para não ofender o outro. A oposição é de ideias, não de pessoas. Essa e as outras regras definidas no momento de preparação do debate devem ser rigorosamente seguidas;

• Enfatizar que no decurso do debate, um dos interlocutores pode ser convencido pelo outro, ou ainda, é possível que ambas as partes aceitem os argumentos do outro lado (mesmo que parcialmente) e repensem suas opiniões. Mesmo que isso não aconteça, o importante é que um debate serve para se conhecer os diferentes pontos de vista sobre determinado assunto para todos os participantes (para quem debate e também para quem assiste).

2º passo: Atividades de preparação (para o planejamento de um debate em sala de aula) Nesta etapa, as decisões devem ser tomadas na sala de aula por todos os envolvidos (alunos e professores)

• Definição de:  Tema;  Participantes (2 ou mais pessoas que tenham pontosü de vista diferentes sobre determinado assunto);  Mediador e  Público interessado (estabelecer o papel de um público interessado para o auditório);

• Delimitação das regras (que podem variar de acordo com cada situação):  Antes da discussão cada debatedor exporá sua opinião (3 min.);  Cada debatedor faz a apreciação da fala inicial de 1 dos seus interlocutores, iniciando assim a discussão (3 min.);  O interlocutor citado pode pedir a réplica (2 min.);  Cada participante só poderá falar na sua vez e não deve exceder o tempo estipulado e deve sempre atender ao mediador;  Após o debate, o público poderá fazer perguntas diretas, de forma oral, a qualquer dos debatedores. O tempo para essa etapa será de 10 minutos;  Cada debatedor inquirido terá 1 minuto para dar sua resposta.

• Determinar tempo para a preparação dos debatedores = 1 semana  Esse tempo servirá para osü alunos, que irão debater, estudar para se aprofundar no assunto e selecionar bons argumentos para o debate. O debatedor deve se preparar para possíveis perguntas e contestações que possam vir dos seus oponentes e/ou da platéia.

3º passo: O debate (interação em sala de aula) - Um modelo de roteiro a ser seguido

• Abertura: (etapa cumprida pelo mediador), Cumprimento ao público,  Exposição do tema (motivo do debate), Explicitação das normas previamente estipuladas,  Apresentação dos debatedores

• 1ª Fase:  Mediador passa a palavra a um dos debatedores;  Retoma a palavra e a passa ao outro debatedor; (ambos devem  cumprimento e exposição cada um (nesse 1ºàfalar somente o tempo estipulado) momento, os debatedores somente devem expressar seus pontos de vista sem mencionar seus interlocutores)

• 2ª Fase:  Mediador retoma a palavraü e a repassa novamente para o primeiro debatedor para que ele comente a exposição do oponente;  Nesse momento pode ocorrer a réplica;  Mediador inverte as posições entre os debatedores: o 2º faz comentário e o 1º a réplica.

• Participação da Platéia:  Momento da interferência da platéia aosü debatedores (10min). Estes terão 1 minuto para responder a cada questionamento.

• Recapitulação:  Breve comentário de cada debatedorü (2min);  Síntese do debate pelo mediador.

 • Conclusão:  Mensagem final (pelo mediador)

• Agradecimentos:  Do mediador para os participantes (debatedores e platéia).

Obs.: Se possível, o trabalho pode ser gravado para que se faça a avaliação dele. Essa avaliação não deve necessariamente ser feita somente pelo professor, toda a turma pode participar desse processo ao analisar o comportamento de todos no momento da interação.   

Fonte: http://rosalia0605.blogspot.com/2010/03/como-ensinar-o-debate-em-sala-de-aula.html 

Avaliação

A avaliação é processual e contínua, devendo ser realizada oral e coletivamente, enfocando a dinâmica do grupo, identificando avanços e dificuldades. O desempenho dos alunos durante a aula, a realização das tarefas propostas, as observações e intervenções do professor, a auto-avaliação do professor e do aluno serão elementos essenciais para verificar se as competências previstas para a aula foram ou não desenvolvidas pelos alunos. Nesta aula, o professor deverá avaliar a capacidade dos alunos em expor suas idéias e argumentos de maneira objetiva e clara, adequando-se a variedade lingüística do gênero debate. Deverá ser avaliada também, a capacidade dos alunos em ouvir a fala do outro e respeitar a opinião dos colegas.

Opinião de quem acessou

Quatro estrelas 14 classificações

  • Cinco estrelas 10/14 - 71.43%
  • Quatro estrelas 3/14 - 21.43%
  • Três estrelas 1/14 - 7.14%
  • Duas estrelas 0/14 - 0%
  • Uma estrela 0/14 - 0%

Denuncie opiniões ou materiais indevidos!

Opiniões

  • ana , fapa , Rio Grande do Sul - disse:
    nanquey@yahoo.com.br

    28/05/2014

    Cinco estrelas

    muito interessante. parabéns!


  • Madalena Gomes, Escola Família Agrícola de Goiás , Goiás - disse:
    mgmagdale@gmail.com

    21/05/2014

    Cinco estrelas

    Ótima aula, muito bem planejada e muito interessante para o trabalho em sala de aula! Parabéns!


  • Giselda Pereira, Ciee , São Paulo - disse:
    pereira.giselda@gmail.com

    20/02/2014

    Quatro estrelas

    Muito eficiente.


  • Sônia Noélia Andrade Melo , Escola Municipal , Bahia - disse:
    slf39_5@hotmail.com

    20/01/2014

    Quatro estrelas

    Excelente aula, com sequência didática bem planejada. Parabéns!


  • marisa batista, E.E.Prof. Ruth Cabral Troncarelli , São Paulo - disse:
    mbphta@yahoo.com.br

    10/08/2013

    Cinco estrelas

    Ótimas informações. Sou-lhes grata pela postagem.


  • Monique, Colégio Sesi Pr , Paraná - disse:
    moniqueesline@live.com

    05/04/2013

    Cinco estrelas

    Preciso ser a mediadora de um debate sobre aborto na minha sala de aula e este tema esclareceu muitas das minha duvidas OBRIGADO


  • Eva Advíncula, Escola Estadual Leonisio Lemos Melo , Mato Grosso - disse:
    advincula10@hotmail.com

    05/03/2013

    Cinco estrelas

    Aulas muito boa, ajudam muitíssimo. Amo trabalhar com esses temas, os quais provocam os alunos falarem, refletirem, exporem suas opiniões e revelarem suas visões de mundo. Nos dias atuais, esses temas se fazem necessário, pois a maioria dos nossos alunos não gostam de ler e muito menos escrever, e através dos debates, são provocados à leitura. Sabemos que quem lê muito escreve melhor. E se tratando de debate, eles leem para se expressarem melhor. Acredito que essa estragégia é muito valios


  • juliana, E. E. Bolivar , Minas Gerais - disse:
    julianafersan@hotmail.com

    28/11/2012

    Cinco estrelas

    Adorei , os temas são bem polêmicos e geram muita discussões e ideias contrarias.... Muito bom..... o resultado foi excelente!!!!!


  • kaoany brisola koshi, oscar kurtz camargo , São Paulo - disse:
    kaoanykoshi@gmail.com

    22/05/2012

    Três estrelas

    bom


  • Rosane Bedim, E.E.Bairro Sr. do Bonfim , Rio de Janeiro - disse:
    nanabedim@ig.com.br

    10/05/2012

    Cinco estrelas

    Aula dinâmica e criativa. Excelente para trabalhar o tema do currículo mínimo do 2º bimeste de 2012 nas turmas do 8ºano.


  • Vanessa Cristina Baptista, E. E. "João Ribeiro da Silva" , Minas Gerais - disse:
    vainessa30@yahoo.com.br

    16/04/2012

    Cinco estrelas

    Bem elaborado ! Era tudo que eu precisava para uma aula dinâmica e uma forma bem concreta de estimular nossa clientela a escrever, entender e apreciar textos


  • Alessandra I R Reginaldo, UFRN , Rio Grande do Norte - disse:
    alessandraitaliano@bol.com.br

    29/11/2011

    Quatro estrelas

    Gostei muito!


  • Sheila Monteiro De sousa, E.E Profª. Maria Célia Falcão Rodrigues , São Paulo - disse:
    sheilamontgf@bol.com.br

    09/04/2011

    Cinco estrelas

    Adoreiiiiii..... Muito bom, os temas são bem pertinentes e a elaboração da aula é simplesmente maravilhosa.


  • fabio, jc , Piauí - disse:
    fabio15black@hotmail.com

    09/11/2010

    Cinco estrelas

    esse site foi muito util pra mim esclareci varia duvidas..


Sem classificação.
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