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Sobre o gênero discursivo – relato de experiência vivida

 

19/10/2010

Autor e Coautor(es)
Lazuita Goretti de Oliveira
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UBERLANDIA - MG ESC DE EDUCACAO BASICA

Eliana Dias

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Final Língua Portuguesa Análise linguística: modos de organização dos discursos
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo Língua Portuguesa Linguagem escrita: leitura e produção de textos
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • conhecer o relato de experiência vivida como gênero da ordem do relatar, pertencente ao domínio social da memorização e documentação das experiências humanas, situando-as no tempo.
  • analisar textos biográficos e autobiográficos;
  • reconhecer e identificar as características  do  gênero relato de experiência vivida  
Duração das atividades
04 aulas de 50 minutos cada
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
  • Estrutura básica da narrativa.
Estratégias e recursos da aula
  • utilização do laboratório de informática e sala de vídeo;
  • atividades realizadas em grupo ou duplas de alunos;
  • utilização de tiras, imagens, textos  e vídeos veiculados na internet.

Aula 01 (50 minutos)

Relato de experiência vivida – é a apresentação oral ou escrita, de experiências humanas vivenciadas que podem ser do tempo presente ou do tempo da memória (passado): diários, testemunhos, autobiografia, etc.

Atividade

I -Para apresentar o tema  a ser estudado nessa aula – relato de experiência vivida -, o professor deverá reproduzir  para os alunos cópia da tirinha da Mafalda, apresentada abaixo.

Disponível em:

http://www.portalibahia.com.br/blogs/brincantes/?m=200911&paged=2 

II- O professor deverá solicitar que os alunos respondam as questões abaixo sobre a tirinha:

1.Observe a pergunta de Mafalda a Suzanita, no primeiro quadrinho.

a. Esse tipo de pergunta relaciona-se a experiências vividas? Justifiqu

b. A resposta de Suzanita mostra que ela entendeu o teor da pergunta da Mafalda? Por quê?

c. O que sugerem as supostas lembranças de Suzanita?

d. Por que Mafalda  apresenta uma expressão de desapontamento? Explique.

2. Compare a natureza da pergunta de Mafalda  e a resposta de Suzanita.

O que elas sugerem em relação a visão de vida  de cada uma delas?

3.  Você se lembra de como foi o início de sua vida escolar?

a. Tente se lembrar dos professores, dos colegas, dos primeiros livros, de algum acontecimento marcante dessa época

b. Há muita diferença em relação ao seu jeito de ser hoje em relação ao seu jeito de ser naquela época?

c. Junte-se a um colega e conte a ele como foi esse período de sua vida.

  • Professor, faça a correção das questões, instigando os alunos a falar sobre suas vidas.

Aula 02 (50 minutos)

Atividade

I-  o professor deverá levar os alunos ao laboratório de informática para assistirem aos vídeos sobre a vida de  Monteiro Lobato.

II – O professor deverá pedir aos alunos para ficarem atentos aos fatos da vida do autor, porque esses dados contribuirão para a compreensão da leitura do texto autobiográfico do autor.

Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=95cKeHNUtyI&feature=related 

http://www.youtube.com/watch?v=udpwPqlY_BQ&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=FpyRWuIAon8&feature=related 

Entrevista com Monteiro Lobato:

http://www.youtube.com/watch?v=KD9LdEbvp1I&feature=related 

Aula 03 (50 minutos)

Atividade

O professor deverá reproduzir para os alunos a cópia do texto da autobiografia de Monteiro Lobato. Eles deverão fazer a leitura  silenciosa do texto com muita atenção.

Disponível em:

http://historianovest.blogspot.com/2009_09_01_archive.html 

Texto autobiográfico de Monteiro Lobato

Nasci José Renato Monteiro Lobato, em Taubaté-SP, aos 18 de abril de 1882. Falei tarde e aos 5 anos de idade ouvi,  pela primeira vez, um célebre ditado... Concordei. Aos 9 anos resolvi  mudar meu nome para José Bento Monteiro Lobato desejando  usar  uma bengala de meu pai, gravada com as iniciais J.B.M.L.

Fui Juca, com as minhas irmãs Judite e Esther, fazendo bichos de chuchu com palitos nas pernas. Por isso, cada um de meus personagens; Pedrinho, Narizinho, Emília e Visconde representa um  pouco do que fui e um pouco do que não pude ser.

Aos 14 anos escrevi, para o jornal "O Guarani", minha primeira crônica.

Sempre amei a leitura. Li Carlos Magno e os 12 pares de França, o Robinson Crusoé e todo o Júlio Verne. Formei-me  em  Direito em 1904, pela Universidade de São Paulo. Queria ter cursado Belas Artes ou até Engenharia, mas meu avô, Visconde de Tremembé, amigo de Dom Pedro II, queria ter na família um bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.

Em maio de 1907 fui nomeado promotor em Areias - SP, casando-me no ano seguinte com Maria Pureza da Natividade,  com quem tive o Edgar, o Guilherme, a Marta e a Rute.    

Vivi no interior, nas pequenas cidades, sempre escrevendo para jornais e revistas.

Em 1911 morreu o meu avô, Visconde de Tremembé, e dele herdei a fazenda Buquira, passando de promotor a fazendeiro.  Na fazenda escrevi o Jeca Tatu, símbolo nacional.

Comprei a "Revista do Brasil" e comecei, então, a editar meus livros para adultos.  "Urupês"  iniciou a fila em 1918. Surgia a primeira editora nacional "Monteiro Lobato & Cia", neste mesmo ano. Antes de mim, os livros do Brasil eram impressos em Portugal.  

Quiseram me levar para a Academia Brasileira de Letras. Recusei. Não quis transigir com a praxe de lá - implorar votos.

Tive muitos convites para cargos oficiais de grande importância. Recusei a todos. Getúlio Vargas (presidente do Brasil na ocasião) convocou-me para ser o Ministro da Propaganda.  Respondi que a melhor propaganda para o Brasil, no exterior, era a "Liberdade do Povo", a constitucionalização do país.

Minha fama de propagandista decorria da minha absoluta convicção pessoal. O caso do petróleo, por exemplo, e do ferro.  Éramos ricos em energia hidráulica e minérios e não  somente café e açúcar. Durante 10 anos, gritei essas verdades. Fui sabotado e incompreendido.

Dediquei-me à Literatura Infantil já em 1921. E, retomei a ela, anos depois, desgostoso dos adultos. Com "Narizinho Arrebitado", lancei o "Sítio do Picapau Amarelo". O sítio é um reino de liberdade e encantamento.  Muitos já o classificaram de República.

Eu mesmo, por intermédio de um personagem,  o Rei Carol,  da Romênia, no livro A Reforma da Natureza, disse ser o Sítio  uma  República. Não; República não é, e sim um reino.  Um reino cuja rainha é a D. Benta. Uma rainha democrática, que reina pouco. Uma rainha que permite liberdade absoluta aos seus súditos. Súditos que também governam. Um deles, Emília, é voluntariosa, teimosa, renitente e não renuncia os seus desejos  e  projetos. Narizinho e Pedrinho são as crianças de ontem, de hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem, mas sempre acreditando no futuro.

Disponível em:

Disponível em:

http://www.webquestbrasil.org/criador/webquest/soporte_tabbed_w.php?id_actividad=171&id_pagina=1 

Mas eu precisava de instrumentos idôneos para que o trânsito do mundo real para o fantástico fosse possível, pois, como ir à Grécia? Como ir à Lua? Como alcançar os anéis de Saturno?  Bem, a lógica das coisas impunha a existência desse instrumento. Primeiro surgiu o "O Pó de Pirlimpimpim" que transportaria para todo e sempre, os personagens de um lugar para outro, vencendo o "ESPAÇO". O "FAZ-DE-CONTA", pó número 2, venceria a barreira do   "TEMPO",  suprindo as impossibilidades de acontecimentos. Finalmente pensei no "SUPER-PÓ",  inventado pelo Visconde de Sabugosa, em o Minotauro, que transportaria,  num átimo,  para qualquer lugar indeterminado, desde que desejado.

Como disse a Emília: "é um absurdo   terminar  a  vida  assim, analfabeto!". Eu poderia ter escrito muito mais, perdi muito tempo escrevendo para gente grande.  Precisava ter aprendido mais...    

Hoje aos 4 de julho de 1948, vítima de um colapso, na cidade de São Paulo parto para outra dimensão.

Mas o que tinha de essencial, meu espírito jovem, minha coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá para sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de "Emília".

Monteiro Lobato

Disponível em:

http://www.cocfranca.com.br/biografia.htm 

II-  na sequência, o professor deverá fazer a leitura oral do texto e os alunos em grupo deverão responder às questões propostas abaixo.

1. Em seu caderno, anote as informações mais importante que o texto apresenta sobre cada um dos assuntos citados abaixo.

a. Nascimento (local e ano)

b. Obras lidas na infância

c. Antepassados (avô)

d. Obras literárias

2. Porque o autor decide mudar de nome, aos nove anos de idade?

3.a. O texto autobiográfico de Monteiro Lobato é marcada por objetividade e a convicção de quem sempre soube o que queria da vida.

b. O relato dos fatos no texto autobiográfico aparece frequentemente pontuado de lembranças, de um colorido emocional, que não é mostrado em outros tipos de textos. Predomina a subjetividade.

c. Um texto autobiográfico é uma história/relato de vida em que autor — aquele que diz eu — é simultaneamente produtor textual e personagem. Predominam as marcas lingüísticas de primeira pessoa e verbos nos tempos do pretérito.

Transcreva passagens do texto que comprovem as afirmações acima essa afirmação.

4. Interprete a seguinte passagem do texto:

“ Fui Juca, com as minhas irmãs Judite e Esther, fazendo bichos de chuchu com palitos nas pernas. Por isso, cada um de meus personagens; Pedrinho, Narizinho, Emília e Visconde representa um  pouco do que fui e um pouco do que não pude ser.”

  • Professor, corrija as questões oralmente, sempre solicitando aos alunos participação nas discussões.

Aula 04 ( 50 minutos)

Atividade

Produção de texto

O professor deverá apresentar aos alunos a seguinte proposta de produção textual:

Assim como Monteiro Lobato, todos nós temos experiências vividas para contar.

Escreva um texto autobiográfico (narrador de primeira pessoa) para contar como foi a sua experiência de aprender  a ler  e a escrever:

a. Quais  dificuldades e alegrias você viveu? Quem foram as pessoas  que o marcaram positiva ou negativamente nessa fase?

b. O que você pensa, hoje, em relação à leitura e à escrita?

O texto do aluno deverá ser lido em sala de aula para ser apreciado  pelos colegas e professor  e, depois exposto no mural da sala de aula, se o aluno autorizar.  

Recursos Complementares

Para enriquecer o estudo do gênero discursivo - relato de experiências vividas - o professor poderá exibir para os alunos os vídeos seguintes:

a. Memória e experiência de vida 001

Disponível em:

http://www.youtube.com/watch?v=5FHO02XInN8 

b. Monteiro lobato: influência a outras gerações de escritores

http://www.youtube.com/watch?v=irnAK-cXev8 

Avaliação

Os alunos serão avaliados coletivamente durante a realização das atividades de interpretação e análise do texto autobiográfico de Monteiro Lobato  e, individualmente, por meio da produção de um texto autobiográfico.

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