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Natureza-morta: desenho de observação

 

24/11/2010

Autor e Coautor(es)
Andréa Senra Coutinho
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JUIZ DE FORA - MG COL DE APLICACAO JOAO XXIII

Nelson V. F. Faria

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Inicial Artes Arte Visual: Produção do aluno em arte visual
Ensino Fundamental Inicial Artes Arte Visual: Arte visual como produção cultural e histórica
Ensino Fundamental Inicial Artes Arte Visual: Apreciação significativa em arte visual
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
  • Introduzir o gênero pictórico “natureza-morta” através da apresentação de pinturas de artistas diversos
  • Compor e desenhar a partir de frutas e objetos domésticos
  • Exercitar o desenho a partir da observação
Duração das atividades
02 de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Não há

Estratégias e recursos da aula
  • Inicie a aula perguntando se as crianças “já ouviram falar de natureza-morta...”, “se alguém sabe o que é uma natureza-morta...”.
  • Em seguida, comente que os artistas do passado quando não saiam de seus ateliês para pintar a paisagem e as coisas da natureza, utilizavam elementos e objetos da cozinha e da casa, colocavam estes objetos em cima de uma mesa e compunham uma cena. Logo, desenhavam e pintavam um tema composto por garrafas, copos, frutas, alimentos, tigelas, jarras e outros. Ressalte que ainda hoje artistas, mulheres e homens, ainda se utilizam dessa ideia para compor seus trabalhos artísticos. A natureza-morta tornou-se um gênero da pintura, assim como o retrato, a marinha e outros.
  • Forme grupos de trabalho e entregue uma reprodução de natureza-morta para cada um. Veja os exemplos abaixo:

Cezánne:

http://doidivana.files.wordpress.com/2008/08/paul-cezanne-natureza-morta.jpg 

Braque

http://www.colby.edu/chemistry/PChem/art/braqueLeJour388x300.jpg 

Magritte

http://www.abcgallery.com/M/magritte/magritte55.JPG 

  • Peça aos grupos que façam uma descrição da imagem no caderno, anotando tudo que o grupo vê na composição. Em seguida, cada grupo irá apresentar em voz alta para a turma o que viu na imagem. Dessa forma, ao final, toda a sala perceberá quais elementos comumente aparecem nesse gênero pictórico.
  • Para a aula seguinte, peça que cada criança traga uma fruta para a aula (maça, banana, pêssego, mamão, limão ou outras). De antemão, leve para a sala potes, garrafas, tigelas, toalhas, xícaras, bules e outros utensílios de cozinha que possam enriquecer a composição junto das frutas pedidas para as crianças.
  • Peça para as crianças formarem grupos de trabalho novamente e cada grupo irá criar sua própria natureza-morta utilizando os utensílios e as frutas trazidas de casa. Após a montagem e organização dos modelos (frutas e utensílios) sobre a carteira ou mesa, é bom que a professora/professor analise com as crianças se a composição está equilibrada ou precisando retirar ou acrescentar mais algum elemento.
  • Ao chegar a conclusão que a composição está adequada, as crianças em seus cadernos ou outro suporte, irão desenhar observando direto da composição criada.
  • Nesse trabalho, motive as crianças a olharem para o modelo e tentarem desenhar a partir do que estão vendo. Mas lembre-se que as crianças nessa idade são bastante soltas e a imaginação flui com grande facilidade. Não cabem repreensões caso o desenho não esteja correspondendo exatamente ao modelo, mas pontue que o tema é natureza-morta. Essa é uma forma de garantir a apreensão do termo.
  • Veja o resultado abaixo, desenhos de natureza-morta realizados por alunos e alunas do 2º ano:

Vale a pena comentar que não havia nenhum vidro de veneno no modelo ao vivo e sim, uma garrafa de vinho vazia. Perceba que a imaginação do aluno e suas fantasias estavam em ação no momento em que ele olhava o modelo e desenhava. Ou seja, a criança estava livre para extrapolar o que via, mas cumpriu corretamente a proposta da aula realizando um desenho de natureza-morta a partir da observação direta do modelo.

Esse aluno já foi fiel ao que via, entretanto é possível notar os efeitos de transparências no desenho das frutas criados por ele.

Essa aluna compôs de maneira equilibrada, aproveitando o espaço do papel e deu um colorido texturado que valorizou o desenho.

  • O acabamento poderá ser com lápis de cor, canetinha hidrocor, lápis de cera ou ainda utilizando tintas. No caso, dos exemplos acima, todos esboçaram com lápis e depois, coloriram com lápis de cor.
  • Enquanto os alunos e alunas estiverem esboçando vale a pena ir analisar, junto de cada um/a, como está a composição e a observação do modelo. Durante o colorido, estimule que todo espaço seja trabalhado, as formas e o fundo.
  • Ao terminarem, sugira que cada um/a olhe o desenho dos/as colegas que formaram o grupo de trabalho. Se der tempo, todos podem olhar o resultado de todos. Pergunte o que acharam dos desenhos; se todo mundo compreendeu o que é natureza-morta; e assim por diante. Se os desenhos tiverem sido feitos em papel avulso, pode-se montar uma exposição na sala ou no corredor da escola. 
Recursos Complementares

            http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142006000300021 

Avaliação
  • A avaliação será realizada em duas etapas: 1. a descrição da imagem dos artistas realizada pelas crianças em seus cadernos e 2. a realização do desenho de observação a partir da composição dos elementos levados para a aula.
  • É possível verificar se as crianças compreenderam corretamente o termo “natureza-morta” ou não, se as mesmas conseguiram aplicar esse conhecimento no exercício prático do desenho. A verificação se a criança aplicou o termo apresentado ou não se faz durante a realização do próprio desenho, quando a professora ou o professor pode dar orientações, caso perceba que ainda pairam dúvidas. Por isso é importante que a professora/professor acompanhe continuamente a realização da proposta, até mesmo para indagar a criança caso ela apresente algum desvio ou dúvida. Lembrando que o que se espera é que as crianças se apropriem adequadamente do termo “natureza-morta” e saibam distinguir esse gênero de outro.
  • O resultado gráfico do trabalho também precisa ser avaliado junto a cada criança, onde desenhos realizados com rapidez "só para acabar" precisam ser retrabalhados. Isso também serve ao colorido, quando é importante estimular que as crianças trabalhem as figuras e o fundo.
  • Uma exposição pode ser outro instrumento de avaliação, onde professor/a junto com as crianças pode organizar as imagens criadas no espaço da sala ou no corredor da escola. Nesse momento, da montagem dos trabalhos, é oportuno para continuar a discussão com as crianças sobre natureza-morta, desenho de observação, composição, acabamentos, etc. 
Opinião de quem acessou

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