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Diferentes interpretações sobre a Independência do Brasil

 

19/11/2010

Autor e Coautor(es)
LEIDE DIVINA ALVARENGA TURINI
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UBERLANDIA - MG Universidade Federal de Uberlândia

Aléxia Pádua Franco

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Final História Nações, povos, lutas, guerras e revoluções
Educação de Jovens e Adultos - 1º ciclo Estudo da Sociedade e da Natureza Cidadania e participação
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo História Relações de poder e conflitos sociais
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Confrontar diferentes interpretações sobre a independência do Brasil.

Analisar os aspectos centrais que fundamentam diferentes interpretações sobre o processo de emancipação do Brasil.

Identificar diferentes sujeitos sociais envolvidos no processo de independência do Brasil.

Interpretar fontes iconográficas e escritas relacionadas a diferentes interpretações sobre o processo de independência do Brasil.

Duração das atividades
04 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

As mudanças ocorridas na sociedade colonial brasileira, a partir de 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil.

Os impactos das transformações ocorridas, a partir de 1808, no processo que levou à independência do Brasil.

Estratégias e recursos da aula

I- Representações da independência do Brasil como fato heróico e patriótico liderado por D. Pedro I

Professor, o objetivo desta primeira atividade é colocar o aluno em contato com diferentes fontes, as quais reforçam uma determinada visão sobre a independência do Brasil, de acordo com a qual o processo teria origem na bravura e determinação do príncipe português D. Pedro I, passando pela integração e unidade entre diferentes grupos sociais em prol da independência.

Diferentes interpretações

Professor, inicie as atividades da aula propondo aos alunos a leitura, interpretação e debate dos seguintes excertos relativos ao tema:

‘‘Erguendo a espada, Dom Pedro bradou solene: ‘Independência ou morte’ Era uma tarde linda, azul e fresca. A Natureza de certo a tinha feito assim tão bela para servir de cenário à proclamação de nossa Independência. Chegando a São Paulo, foi o príncipe aclamado pelo povo, que viera ao seu encontro e erguendo vivas à Independência. O Brasil estava, enfim, livre de Portugal”. (Manuais de Joaquim Silva e Vicente Tapajós).  

“Subitamente, com a volta de Dom João VI à Portugal, as cortes de Lisboa  ameaçaram  restaurar o sistema monopolista exclusivista di comércio colonial. Os brasileiros, por seu lado, acharam impossível abandonar os lucros obtidos desde que a Carta Régia de 1808 dera o primeiro passo para a libertação da colônia de sua sujeição econômica à metrópole. Esperavam que Dom Pedro liderasse sua resistência, se necessário proclamando a Independência. Ao fundo,a Inglaterra observava, aguardando o desfecho.” (MANCHESTER ALAN.Proeminência Inglesa no Brasil,Brasiliense, 1973.Extraído da revista  ISTO É – 01/03/1978)

Orientações para a atividade:

1- Ler atentamente os dois excertos, observando como cada um faz referência à independência do Brasil.

2- Analisar as duas abordagens e apontar possíveis semelhanças e/ou diferenças entre elas.

A representação da "unidade brasileira", à época da independência,  na pintura de Debret

Fonte: http://people.ufpr.br/~lgeraldo/brasil2programa.html 

Segundo Lília Moritz Schwarcz (1998), Debret assim sintetiza a sua obra:   

[...] O governo imperial é representado, nesse trono, por uma mulher sentada e coroada, vestindo uma túnica branca e o manto imperial brasileiro de fundo verde ricamente bordado a ouro; traz no braço esquerdo um escudo com as armas do Imperador e com a espada na mão direita sustentando as tábuas da Constituição brasileira. Um grupo de fardos colocados no envasamento é em parte escondido por uma dobra de manto, e uma cornucópia derramando frutas do país ocupa um grande espaço no centro dos degraus do trono. No primeiro plano, à esquerda vê-se uma barca amarrada e carregada de sacos de café e de maços de cana-de-açúcar. Ao lado, na praia, manifesta-se a fidelidade de uma família negra em que o negrinho armado de um instrumento agrícola acompanha a sua mãe, a qual, com a mão direita, segura vigorosamente o machado destinado a derrubar as árvores das florestas virgens e a defendê-las contra a usurpação, enquanto com a mão esquerda, ao contrário, segura ao ombro o fuzil do marido arregimentado e pronto para partir [...] Não longe uma indígena branca, ajoelhada ao pé do trono e carregando à moda do país o mais velho de seus filhos, apresenta dois gêmeos recém-nascidos para os quais implora a assistência do governo [...] Do lado oposto, um oficial da marinha [...] No segundo plano um ancião paulista, apoiado a um de seus jovens filhos que carrega o fuzil a tiracolo, protesta fidelidade; atrás dele outros paulistas e mineiros, igualmente dedicados e entusiasmados, exprimem seus sentimentos de sabre na mão. Logo após esse grupo,caboclos ajoelhados mostram com sua atitude respeitosa o primeiro grau de civilização que os aproxima do soberano. As vagas do mar, quebrando-se ao pé do trono, indicam a posição geográfica do Império.

(Schwarcz, Lilia Moritz. As barbas do Imperador. D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p.41.

Orientações para a atividade:

1- Observar atentamente a pintura, em seus detalhes.

2- Ler atentamente o texto referente à explicação do artista Jean Baptiste Debret para cada representação feita na pintura.

3- Refletir, a partir de um debate com os colegas, a respeito dos significados das representações para a consolidação de uma determinada visão sobre a independência do Brasil e a formação do Estado Brasileiro.

4-Orientar os alunos a reunirem dados sobre a vida e a obra de Jean Baptiste Debret (1768-1848). Os alunos podem iniciar esta atividade consultando o seguinte endereço: http://www.klickeducacao.com.br/2006/conteudo/pagina/0,6313,POR-694-7213-,00.html

 

"Independência ou morte!": o filme

Para concluir as atividades relativas ao item I, a proposta  é a projeção do filme "Independência ou morte!".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2008/familiareal/para_assistir_ler.shtml 

Diretor: Carlos Coimbra. Ano: 1972. Duração: 108 minutos. Gênero: Drama. Resumo: Filme conta a história de D. Pedro 1º -personagem interpretado por Tarcísio Meira - da infância até abdicar ao trono. Destaque para o grito da independência.

II- A independência como um processo que envolveu diferentes sujeitos e interesses

Trabalhando com texto - A independência do Brasil e os seus significados. Conferir em: http://gephiseseba.blogspot.com    

Atividades propostas:

1- Fazer uma leitura atenta do texto.

2- Fazer o vocabulário das palavras desconhecidas.

3- Responder, por escrito, as seguintes questões:

a) Após a revolta ocorrida na cidade do Porto em Portugal, em 1820, as pressões contra e a favor da independência do Brasil tornaram-se mais fortes. Explique de onde vinham estas pressões e as razões das mesmas.

b) Explique o que você entendeu a respeito da seguinte afirmativa: “A concepção de liberdade das elites não era a mesma dos escravos, ex-escravos e homens e mulheres pobres e livres do Brasil”.   

c) Com a independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822, venceu o projeto das elites brasileiras (agrária e comercial), proprietárias de terras e de escravos e não o projeto social de escravos, ex-escravos e homens/mulheres pobres e livres do Brasil. Explique a afirmativa.   

d) Após o trabalho de interpretação do texto, propor aos alunos um debate em torno das principais questões.

Trabalhando com livro paradidático: "Da Colônia ao Império, um Brasil para inglês ver..."

Fonte da imagem:

Referência bibliográfica: SCHWARCZ, Lilia Moritz, PAIVA, Miguel. Da colônia ao império, um Brasil para inglês ver. 10.ed. São Paulo: Brasiliense, 1995.

Atividade proposta:

1- Observe atentamente os quadrinhos das páginas 80  e 81.

Fonte: http://historia-e-quadrinhos.blogspot.com/2010/10/grito-da-independencia-diversas-obras.html 

Atividade: produção de texto a partir da interpretação de quadrinhos

1) Observe os quadrinhos das páginas 80 e 81 e faça uma leitura atenta das falas dos personagens representados.

2) Nos quadrinhos, os autores confrontam duas representações sobre o 7 de setembro de 1822. A primeira é a representação oficial consagrada pelo quadro do pintor Pedro Américo. A segunda é a representação construída pelos autores dos quadrinhos para ser interpretada por cada um de nós, leitores. Pois bem! Analise com atenção a representação não oficial e, em seguida, elabore um texto obedecendo a seguinte organização:

A) Dê um título ao texto.

B) Introdução: em um parágrafo, explicite a idéia principal a ser desenvolvida no texto (Você pode começar o seu texto apresentando - sem ainda explicar - os elementos que compõem a interpretação não oficial produzida por Miguel Paiva e Lília M. Schwarcz).

C) Desenvolvimento: exponha, com argumentos claros e bem fundamentados, os interesses e/ou significados da independência do Brasil para cada um dos sujeitos sociais que aparecem na representação não oficial. (Como são seis sujeitos sociais, construa um parágrafo para cada um deles).

D) Conclusão: em um parágrafo, faça o fechamento do texto com as suas considerações finais a respeito do assunto desenvolvido.  

Recursos Complementares
Avaliação

A ação avaliativa deve permear toda a prática pedagógica do professor dando-lhe constantemente elementos que lhe possibilitem auxiliar o estudante no seu desenvolvimento. Deve permitir que o aluno organize o seu pensamento - seja através da expressão oral ou escrita - buscando, ao refletir sobre um determinado assunto, fazer uma leitura crítica das fontes analisadas, estabelecendo relações, levantando questões, buscando respostas e expondo conclusões. A avaliação deve ser utilizada primordialmente como um canal de comunicação entre o aluno e o professor. Fundamental para o primeiro uma vez que pode ajudá-lo a reorganizar o seu pensamento e superar dificuldades. Fundamental também para o professor que poderá sempre repensar a sua atuação, revendo conteúdos, metodologias de ensino, procedimentos avaliativos.

Desta maneira, no desenvolvimento do tema proposto, o professor poderá avaliar a aprendizagem dos alunos a cada etapa do trabalho por meio das atividades incluídas no processo: leitura e interpretação de textos, de fontes iconográficas, de filme e livro paradidático; produção de texto; debates; apresentação oral e escrita de conclusões acerca da temática trabalhada.

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