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O Brasil (in)dependente: dívida externa e domínio inglês após o “grito do Ipiranga”

 

16/02/2011

Autor e Coautor(es)
LEIDE DIVINA ALVARENGA TURINI
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UBERLANDIA - MG Universidade Federal de Uberlândia

Aléxia Pádua Franco

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Educação de Jovens e Adultos - 1º ciclo Estudo da Sociedade e da Natureza Atividades produtivas e as relações sociais
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo História Relações de poder e conflitos sociais
Ensino Fundamental Final História Nações, povos, lutas, guerras e revoluções
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Caracterizar a dependência econômica do Brasil em relação à Inglaterra, durante o Império.

Refletir sobre as origens da dívida externa brasileira.

Duração das atividades
04 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Mudanças ocorridas na sociedade colonial brasileira, a partir de 1808, com a chegada da família real portuguesa ao Brasil.

Sujeitos sociais e interesses envolvidos no processo de independência do Brasil.

Estratégias e recursos da aula

I- A relação do Brasil com a Inglaterra no período entre 1808 e 1822

 

Professor, embora o foco central desta aula seja a relação do Brasil com a Inglaterra após a independência (1822), para a introdução do tema da aula é preciso evidenciar que, desde a vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, já se delineava uma situação de dependência do Brasil. Desta maneira, a proposta inicial é o trabalho com o texto "Da Abertura dos Portos ao Tratado de 1810". Abaixo, um trecho do mesmo:

"O primeiro ato econômico significativo do príncipe recém-chegado ao Brasil ocorrera semanas antes na Bahia, quando atendendo a demanda direta dos comerciantes locais (...) e cumprindo com os favores devidos aos britânicos, abrira os portos no dia 28 de janeiro de 1808 às "nações amigas" (basicamente à Grã-Bretanha). (...) o Tratado de 1810 marcou uma retumbante vitória das forças do Liberalismo econômico sobre o Mercantilismo declinante ao tempo em que assinalava a magnitude do poder da Coroa Britânica, senhora de boa parte do mundo, frente a um trono português, fragilíssimo, que praticamente passou a viver de favores."

Texto disponível na íntegra em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/brasil/2008/02/12/000.htm

Questões para leitura,  interpretação e debate do texto:

a- Explique a relação entre a abertura dos portos decretada por D. João VI assim que chegou ao Brasil, em 1808, e o fim do pacto colonial.

b- Quais as características dos Tratados de 1810? Quais foram as principais medidas adotadas a partir de então?

c- Explique por que podemos afirmar que os Tratados de 1810 favoreceram principalmente a burguesia inglesa e marcaram a dependência econômica do Brasil em relação à Inglaterra.

d- Discuta com os colegas e a professora as idéias centrais do trecho do texto destacado na aula e as questões a, b e c, as quais devem ser respondidas no caderno.

 

II- O empréstimo português e o empréstimo ruinoso:origens da dívida externa brasileira

 Fichamento

Para esta aula, proponha aos alunos que façam o fichamento de textos relativos aos primeiros empréstimos contraídos pelo Brasil, logo após a independência, e à relação que o nosso país criou, a partir daí, com a Inglaterra.

Caro professor, antes que os alunos façam a atividade proposta, é importante que discutam e que anotem as características principais de um fichamento no caderno. Para tanto, sugere-se uma consulta ao link: http://www.educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/fichamento.htm

Fichamento dos textos:

1- Histórico da dívida externa no Brasil. Fonte: http://raphaelalves.blogspot.com/2009/10/historico-da-divida-externa-no-brasil.html

 2- Um pouco de História sobre o início da dívida externa. Fonte: http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2705309

3-   Para mais informações e reflexões a respeito destes dois empréstimos, confira também o link: http://www.expo500anos.com.br/painel_18.html

Orientação:

A partir da leitura dos textos indicados, os alunos devem fazer um fichamento apontando as principais idéias dos textos, ressaltando as características de cada um dos empréstimos: o português e o ruinoso. 

 

 III- Dependência brasileira e dominação inglesa no período Imperial

 

Charge

 

Charge Dependencia

 Charge da Revista Vida Fluminense de 1875. Fonte: http://documentoshistoricosnasaladeaula.blogspot.com/2010/07/brasil-imperio-charge-de-1875.html

A charge é um recurso importante para o ensino/estudo da História não apenas por ser uma representação que reúne humor e crítica – o que de início já se define como uma provocação para os alunos – mas também por ter como princípio a possibilidade de reflexão sobre uma determinada situação, fato, idéia. Ao fazer a opção pelo trabalho com a charge é importante reconhecer nesta linguagem um potencial para a reflexão histórica, não a encarando como mera ilustração, como muitas vezes acontece em manuais didáticos, por exemplo. É importante levar o aluno a perceber a historicidade presente em outras fontes e linguagens que não apenas o texto escrito. Isso pode contribuir para aguçar a sua capacidade de interpretação e espírito crítico, permitindo-lhe estabelecer relações entre fontes e/ou linguagens utilizadas no estudo de temas históricos.

Desta maneira, a proposta para esta aula é a interpretação da charge acima. Para tanto, o professor deve oferecer aos alunos as seguintes orientações:

1- Observar atentamente a charge em cada detalhe da cena.

2- Antes de ler o que está escrito acima da imagem, procurar relacionar o tema da aula (dependência do Brasil em relação à Inglaterra no período imperial) à situação representada na charge.

3- Depois do levantamento de hipóteses pelos alunos, o professor deve orientá-los para a socialização das mesmas.

Na parte de cima da charge está escrito: "A transfusão de sangue, charge alusiva aos empréstimos feitos pela Inglaterra ao Brasil (Revista Vida Fluminense, 1875)". Depois de levantadas as hipóteses a respeito da idéia central da charge, os alunos podem relacioná-las à informação fornecida, com a orientação do professor.

 

Dívida externa brasileira entre 1858 e 1889

tabela

(Clique na figura para ampliar - Fonte: http://www.expo500anos.com.br/album/painel-18-3.html )

Interpretação de texto relacionado ao quadro acima:

"O Governo Imperial - desde a independência até o final da Monarquia - contraiu 17 empréstimos externos (todos em bancos ingleses) totalizando a elevada quantia, a pagar, de 152 milhões de libras esterlinas. Parte considerável desse capital (cerca de 60 milhões de libras) destinou-se, a partir de 1858 (conforme mostra o quadro acima), ao pagamento de dívidas antigas e vencidas, e à construção de ferrovias. Afora a questão das ferrovias (em geral, construídas para atender aos interesses dos barões exportadores de café, e hoje vendidas a preço de titica de galinha), merecem reflexão: 1) A ilegitimidade do primeiro empréstimo brasileiro, contraído sob pressão da Inglaterra, em 1824, para formalizar o reconhecimento da Independência brasileira. 2) O extorsivo empréstimo de 1829 (contratado a juros de 5%, e no final elevados a quase 10%) destinado ao pagamento de juros atrasados da dívida da Independência. 3) A negociata de 1859 (oitavo empréstimo brasileiro, feito também sob pressão da Inglaterra) para saldar restos duvidosos da dívida de 1824. 4) A incidência de juros sobre juros e comissões ilegais praticadas em todos os empréstimos da Monarquia. 5) A declaração do economista brasileiro Caio Prado Júnior (História Econômica do Brasil, pág. 169) “esta questão das dívidas externas do Brasil sempre foi uma das mais confusas, e ainda em nossos dias não está bem esclarecida”.

 Fonte do texto: http://www.expo500anos.com.br/painel_18.html

Importante:leia também, na fonte citada, as notas de número 1 a 9. São informações muito relevantes a respeito da dívida externa brasileira durante o período Imperial, revelando a grande dependência da economia brasileira em relação à Inglaterra. 

Orientações para os alunos:

1- Faça uma análise atenta do quadro sobre a dívida externa e, em seguida, leia o texto com muita atenção.

2- O autor do texto classifica a dívida externa brasileira, no período entre a independência e o fim da monarquia, de ilegítima, extorsiva, duvidosa, confusa, feita sob pressão. Explique as razões de tais referências utilizadas por ele.

3- Sistematize e registre as suas conclusões no caderno.

Recursos Complementares

Professor, confira também:

1- A família real no Brasil e a preponderância inglesa. Acesse: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=3

2- Projeção e debate do vídeo: "200 Anos da Abertura dos Portos". Disponível em: http://vimeo.com/1143480

3- Site da Auditoria cidadã da dívida, com dados atualizados da dívida externa brasileira. Acesse: http://www.divida-auditoriacidada.org.br/

Avaliação

A ação avaliativa deve permear toda a prática pedagógica do professor dando-lhe constantemente elementos que lhe possibilitem auxiliar o estudante no seu desenvolvimento. Desta maneira, o professor poderá avaliar os alunos a cada etapa do trabalho, por meio das atividades desenvolvidas a partir dos recursos utilizados: atividades de interpretação e debate, sistematização de informações e de conclusões no caderno, elaboração de fichamento, interpretação de charge, entre outras. A avaliação deve permitir ao professor observar se os objetivos propostos para a aula foram efetivamente alcançados pelos alunos.

Opinião de quem acessou

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Opiniões

  • kaue batista pimentel, n/d , São Paulo - disse:
    kauekaue99@hotmail.com

    09/04/2012

    Cinco estrelas

    excelente! mt bem explicado. Mas se pudesse, me contar melhor a historia da independi=encia da américa espanhola, por e-mail, se pudesse eu agradeceria. obg


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