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O trabalho no campo: a importância da agricultura familiar para o Brasil

 

22/02/2011

Autor e Coautor(es)
Rosângela Nasser Ganimi
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JUIZ DE FORA - MG COL DE APLICACAO JOAO XXIII

Nelson V. F. Faria

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Médio Geografia Espaços agrários, globalização e modernização
Ensino Médio Geografia Questões ambientais, sociais e econômicas
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Deverá ser retomado o conceito de agricultura familiar. O aluno deverá ser capaz de reconhecer e compreender a importância do pequeno produtor para o abastecimento do mercado interno brasileiro. O aluno deverá ainda refletir sobre as possibilidades de manuntenção do pequeno produtor no campo.

Duração das atividades
Duas aulas de cinquenta minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Configuração espacial das atividades agrícolas ao longo da história do Brasil;

As condições socioeconômicas, os aspectos físicos e ambientais, além dos diferentes hábitos de consumo que interferem nessa configuração espacial;

A estrutura fundiária e as relações de trabalho no campo brasileiro;

Os principais sistemas agrícolas do Brasil;

Leitura e interpretação de gráficos.

Estratégias e recursos da aula

Aula 1

O professor deverá iniciar a aula com a charge e a frase abaixo. Orientar os alunos para que eles possam refletir e produzir um pequeno texto, sobre como a partir da imagem eles conseguem perceber a estrutura fundiária e as relações de trabalho no Brasil.

ESTRUTURA FUNDIÁRIA

Disponível em: http://professoradegeografia.blogspot.com/2009/08/agricultura-e-estrutura-fundiaria-do.html, acessado em 20/10/2010. 

A estrutura fundiária é a forma como estão organizadas as propriedades agrárias de um país ou região, isto é, a classificação dos imóveis rurais segundo o número, tamanho e distribuição social.

Para um maior conhecimento do tema, deve-se pedir que os alunos leiam o texto a seguir.

Agricultura familiar

Na agricultura familiar, o trabalho, administração, as decisões sobre o que e como produzir e os investimentos são realizados pelos membros de uma família, sendo ou não eles os proprietários da terra - algumas famílias produzem em terras arrendadas, muitas vezes empregando mão-de-obra contratada.

Um tipo de agricultura familiar que prevalece nas regiões muito pobres é a agricultura de subsistência, voltada às necessidades imediatas de consumo alimentar dos próprios agricultores, os quais se alimentam praticamente daquilo que plantam. A produção é obtida em pequenas e médias propriedades ou em parcelas de grandes propriedades (nesse caso, parte da produção é entregue ao proprietário como pagamento do aluguel da terra), com a utilização de mão-de-obra familiar e de técnicas tradicionais e rudimentares. Por falta de assistência técnica e de recursos, não há preocupação com a conservação do solo, as sementes utilizadas são de qualidade inferior, não se investe em fertilizantes e, portanto, a rentabilidade, a produção e a produtividade são baixas. Após alguns anos de cultivo, há uma diminuição da fertilidade natural do solo, quase sempre exposto a processos erosivos. Em alguns casos, ao perceber que o rendimento da terra está diminuindo, a família desmata uma área próxima e pratica a queimada para acelerar o plantio, dando início à degradação acelerada de uma nova área, a qual será brevemente abandonada (depois de algumas colheitas, dependendo do plantio).

Nesse sistema, predominam as pequenas propriedades, cultivadas em parceria, quando o agricultor aluga a terra e paga o aluguel com parte da produção, ou em regime de posse, quando os agricultores simplesmente ocupam terras devolutas - terras desocupadas, vagas, que não possuem dono ou que pertencem ao Estado. Tal realidade existe em boa parte dos países africanos, no Sul e no Sudeste Asiático e na América Latina, mas o que prevalece hoje é uma agricultura de subsistência voltada ao comércio urbano: o agricultor e sua família cultivam algum produto que será vendido na cidade mais próxima, mas o dinheiro que recebem é suficiente apenas para garantir-lhes a subsistência. Não há excedente de capital que lhes permita buscar uma melhoria nas técnicas de cultivo e no aumento da produtividade. Esse tipo de agricultura é comum em áreas distantes dos grandes centro urbanos, onde a terra é mais barata, em função das grandes dificuldades de comercialização da produção.

(...)

Outro tipo de agricultura com predomínio de mão-de-obra familiar é encontrado nos cinturões verdes e nas bacias leiteiras. Ambos localizam-se ao redor dos grandes centros urbanos, onde a terra é valorizada. Neles se pratica agricultura e pecuária intensivas para atender às necessidades de consumo da população local. Em tais áreas, produzem-se hortifrutigranjeiros e cria-se gado para produção de leite e laticínios em pequenas e médias propriedades. Após a comercialização da produção, o excedente obtido é aplicado na modernização das técnicas.

(...)

Texto adaptado de: MOREIRA. João Carlos & SENE, Eustáquio. Geografia. (Volume único). São Paulo: Scipione, 2008. p. 524-5.

A partir da leitura devem ser levantadas algumas questões importantes para discussão com os alunos (peça que realizem anotações que julgarem pertinentes para o prosseguimento dos trabalhos).

Poderá ser feito um esclarecimento sobre o Estatuto da Terra (conjunto de leis criado no Brasil em 1964 com o objetivo de possibilitar a realização de um censo agropecuário), que define o conceito de módulo rural (área explorável de uma propriedade que deve proporcionar condições dignas de vida a uma família de quatro pessoas em média; possui tamanho variável, levando em consideração basicamente três fatores: localização da propriedade, fertilidade do solo e clima da região e tipo de produto cultivado).

Neste momento, podem ser anotadas no quadro as categorias dos imóveis rurais a partir da definição do tamanho do módulo para a região: minifúndio, latifúndio por dimensão, latifúndio por exploração e empresa rural.

O que é um sistema de arrendamento de terras e quem são os arrendatários?

Como funcionam as terras culitivadas em parceria ou em regime de posse (terras devolutas)?

Retomar o conceito, a função, o emprego e a importância da técnica.

De que maneira, a ausência de investimentos prejudica a continuidade da produção e a qualidade de vida do pequeno produtor?

O que são e quais são as finalidades dos cinturões verdes e das bacias leiteiras ao redor dos centros urbanos?

De que forma a agricultura familiar pode beneficiar os brasileiros? O que poderia ser feito para que esse beneficiamento pudesse ser aumentado?

 

Aula 2

A partir das discussões realizadas na aula anterior, o professor deverá iniciar esta aula com a apresentação dos seguintes gráficos:

http://professoradegeografia.blogspot.com/2009/08/agricultura-e-estrutura-fundiaria-do.html

Peça também que os alunos observem o mapa de Concentração da Terra do Atlas Geográfico Escolar (IBGE, 2002), onde pode ser analisada a concentração de terras por região no Brasil, além de outros gráficos - nesse caso, de barras - que também mostram o número e a área dos estabelecimentos rurais no Brasil (1995-1996).

Dica: Os alunos poderão, com o auxílio do professor de matemática e as observações e análises realizadas nos gráficos sugeridos, construírem um outro tipo de gráfico (de barras, por exemplo) que demonstre a relação entre o número de estabelecimentos rurais, o tamanho deles e o número de próprietarios relativo ao volume de terras possuído.

Com as observações realizadas, o professor deve pedir que os alunos construam um texto, relacionando os vários aspectos apreendidos:

- estrutura fundiária do Brasil;

- o número e a área dos estabelecimentos rurais do Brasil;

- as relações de trabalho familiar no campo brasileiro;

- a utilização da terra pelo pequeno produtor;

- a contribuição do pequeno produtor.

O texto produzido pode ser trabalhado e avaliado em parceria com o professor de português, que auxiliará na construção das relações entre os aspectos citados; na elaboração de um texto acadêmico, além de apoio gramatical ao trabalho realizado.

Dica: O material produzido, depois de trabalhado com o professor de português, poderá ser apresentado em sala, em um outro momento, utilizando o data show, incluindo imagens e gráficos que demonstrem a realidade da agricultura familiar no Brasil.

Para um aprofundamento e enriquecimento do assunto trabalhado, poderá ser solicitada uma pesquisa com o que diz o Estatuto da Terra sobre: módulo rural, categorias dos imóveis rurais e as principais políticas de atendimento ao produtor rural no Brasil.

Recursos Complementares

Recursos

- Charge;

- Texto;

- Gráficos e mapas sugeridos para análises.

 

Referências bibliográficas

IBGE. Atlas geográfico escolar. Rio de Janeiro: IBGE, 2002.

MOREIRA, João Carlos & SENE, Eustáquio. Geografia. (Vol. único). São Paulo: Scipione, 2008.

 

Sites

http://www.ibge.gov.br/home/

http://professoradegeografia.blogspot.com/2009/08/agricultura-e-estrutura-fundiaria-do.html

http://www.chacaradeorganicos.com.br/tag/agricultura-familiar/page/2/

http://www.sintrascoopa.com.br/?p=20311

Avaliação

Ao final da primeira aula: os alunos serão avaliados a partir da participação, comprometimento e anotações relevantes para o aprofundamento da compreensão e do conhecimento.

Ao final da segunda aula: a avaliação deverá ser feita a partir dos textos produzidos. Quando possível, os textos poderão ser expostos ou editados em publicações internas da escola.

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