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Princesa Isabel e o 13 de maio: desconstruindo a interpretação oficial da abolição da escravidão

 

22/09/2009

Autor(es) e Coautor(es)
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Aléxia Pádua Franco

UBERLANDIA - MG

ESC DE EDUCACAO BASICA

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Getúlio Ribeiro

UBERLANDIA - MG

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Leila Floresta

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LEIDE DIVINA ALVARENGA TURINI

UBERLANDIA - MG

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Hudson Rodrigues Lima

UBERLANDIA - MG

ESC DE EDUCACAO BASICA

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Final História Nações, povos, lutas, guerras e revoluções
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo História Trabalho e relações sociais
Ensino Médio História Sujeito histórico
Educação de Jovens e Adultos - 1º ciclo Estudo da Sociedade e da Natureza Atividades produtivas e as relações sociais
Ensino Fundamental Final História Relações de trabalho
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

1- Compreender que um mesmo acontecimento histórico pode ter diferentes interpretações.
2- Conhecer e confrontar interpretações históricas distintas sobre a abolição da escravidão no Brasil.

Duração das atividades
6 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Conhecimentos relativos à escravidão no Brasil e ao processo de abolição consolidado, sobretudo, a partir de meados do século XIX, o qual culminou com a assinatura da Lei Áurea em 1888.

Estratégias e recursos da aula

Aula 1
Debatendo o tema: Diferentes interpretações sobre a assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel 

Propor aos alunos a leitura e a interpretação dos seguintes textos:

Texto 1

E é com bela caneta de ouro que ela assina a lei que a Nação enternecida cognominou de “áurea”. Na rua, a multidão em altos brados exige a presença de Isabel. E a princesa aparece à janela, tendo ainda na mão a pena que acabou de dar a liberdade à raça negra do Brasil. Na praça inteira, o povo agita os braços festivamente, em pleno delírio:
Redentora! Redentora! Redentora!
E, quando o estridor da rua se vai apagando, no salão uma voz se alteia, num brado que a todos surpreende:
Meu Deus! Meu Deus!Já não há mais escravos em nossa terra (...)
O que se segue depois que Isabel, com sua assinatura, sanciona a lei, são festas, mais festas na cidade inteira, em todas as cidades, em todo o país. Festas durante dias seguidos, durante meses. Festas nas ruas, festas nos corações.
Festa no coração dos negros, que ficaram livres do cativeiro que os atormentava. Festa também no coração dos brancos, que livres ficaram da nódoa que lhes desonrava a Pátria.

CORRÊA, Viriatto. História da liberdade no Brasil. 2ª ed., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1974, p. 203-204. In: VICENTINO, Cláudio. Viver a História. São Paulo:Scipione, 2005, p. 297.

Texto 2

O título de "Redentora", consagrado pelos áulicos da História oficialista à Princesa Isabel, não passa de mais uma falácia com que se costuma enganar nossos estudantes de História. A Abolição não proveio do bondoso coração da regente. Foi produto de uma luta violenta, sangrenta, cheia de heróis anônimos. Foi produto também do desespero de uma monarquia decrépita, já desprovida de bases de apoio social, condenada, e que agiu como o afogado: agarrou-se a uma palha. Só que já era tarde demais. 

 MENDES, Jr., Antônio e MARANHÃO, Ricardo. Brasil história: texto e consulta. República Velha. São Paulo: Brasiliense, 1983, p.127-8. In: VICENTINO, Cláudio. Viver a História. São Paulo:Scipione, 2005, p. 297.

Para a leitura e interpretação dos textos:

1- Solicitar que os alunos façam o vocabulário e, em seguida, uma leitura atenta dos textos.
2- Orientar os alunos para que relacionem os dois textos procurando compreender: sobre o que falam; principais sujeitos históricos focalizados; concordâncias e/ou divergências entre eles.

Para o debate do tema, apresentar as seguintes questões:

A- Os dois textos apresentam uma mesma interpretação a respeito da abolição da escravidão e do papel da Princesa Isabel no processo? Utilize argumentos claros e consistentes, apoiados nos textos, para apresentar as suas conclusões.
B- Como você se posiciona em relação a essas duas interpretações históricas?

Sistematização das conclusões sobre o tema

Pedir que os alunos registrem, no caderno, suas conclusões sobre o tema, obtidas a partir das atividades realizadas.

Aula 2

Aula Musical: desconstruindo a interpretação oficial sobre a abolição da escravidão

A música, como recurso metodológico no ensino fundamental, traz importantes contribuições para o desenvolvimento sensorial, emocional e cultural dos alunos. No ensino de História , a música, al ém de recurso lúdico, pode contribuir para a melhor sistematização e elaboração de idéias e conceitos pelos alunos. Na perspectiva de aprofundar a reflexão e o debate iniciados na aula 1, propor aos alunos a audição e a interpretação de dois sambas-enredo.

O primeiro, com o título de Kizomba, Festa da Raça foi composto para o carnaval carioca de 1988, ano em que se comemorou o centenário da Abolição da Escravidão no Brasil. Com ele, a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel foi campeã do carnaval naquele ano.

Disponível em: http://www.sambariocarnaval.com/download.htm

Disco oficial "Sambas de Enredo 1988 - Grupo 1A"

Kizomba, festa da raça

Composição de: Rodolpho, Jonas e Luis Carlos da Vila
Interpretação de: Gera
Sambas-Enredo das Escolas de samba do Grupo 1 - Rio de Janeiro (disco). São Paulo:RCA, 1987

Valeu Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Sarcedote ergue a taça
Convocando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Reza ageum e Orixá
Tem a força da Cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Valeu
Valeu Zumbi

O segundo samba-enredo, com o título de “Liberdade, liberdade! Abra as asas sobre nós!” foi composto para o Carnaval carioca de 1989, ano em que se comemorou o Centenário da Proclamação da República no Brasil. Com este samba-enredo, a Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense foi campeã do carnaval em 1989.

Disponível em: http://www.sambariocarnaval.com/download3.htm 

Disco oficial "Sambas de Enredo Grupo Especial 1989"

Liberdade, Liberdade! Abra as Asas sobre Nós!

Compositores: Niltinho Tristeza, Preto Jóia, Jurandir, Vicentinho
Intérprete: Dominguinhos da Estácio
Sambas-Enredo das Escolas de samba do Grupo 1 - Rio de Janeiro (disco). São Paulo:RCA, 1988

(Olha a Imperatriz chegando...)
Liberdade, Liberdade
abra as asas sobre nós
e que a voz da igualdade
seja sempre a nossa voz

Vem ver, vem reviver comigo amor
o centenário em poesia
nesta pátria, mãe querida
O império decadente, muito rico incoerente
era fidalguia
É por isso que surgem
Surgem os tamborins
Vem emoção
a bateria vem
no pique da canção
e a nobreza enfeita o luxo do salão, vem viver
Vem viver o sonho que sonhei
ao longe faz-se ouvir
em verde e branco por aí
brilhando na Sapucaí!
E da guerra
Da guerra nunca mais
esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu
de cultura o Brasil
A música encanta
E o povo canta assim
E a princesa
Pra Isabel, a heroína
que assinou a lei divina (Graças a Deus!)
negro dançou, comemorou
o fim da sina.
Na noite quinze reluzente
Com a bravura finalmente
O Marechal que proclamou
foi Presidente.

Atividades para esta aula:
1- Estimular os alunos a cantarem as duas músicas, percebendo sons, ritmos, instrumentos musicais.
2 - Fazer esclarecimentos sobre cada uma das músicas quanto aos seus autores e personagens retratados nas letras.

Aula 3 e 4

Interpretação e debate dos sambas-enredo

Propor aos alunos as seguintes atividades:

1- Grifar as palavras desconhecidas das letras de ambas as músicas, procurando o significado no dicionário e anotando-o de acordo com o sentido da palavra na frase.
2- Fazer uma leitura atenta das letras, procurando entender o significado de cada uma das estrofes.
3- Discutir cada uma das estrofes com os colegas e o professor.
4- Responder, por escrito, as questões relativas à interpretação de cada um dos sambas-enredo e, em seguida, socializar e debater as respostas com os colegas, sob a orientação do professor:
A- De acordo com o samba-enredo Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós! quem foi o responsável pela abolição da escravatura no Brasil? Justifique sua resposta citando uma estrofe da música.
B- De acordo com o samba-enredo Kizomba, festa da raça, quem foi o responsável pela abolição da escravatura no Brasil? Justifique sua resposta citando uma estrofe da música.
C- Estes dois sambas-enredo fazem a mesma interpretação histórica sobre a abolição da escravidão? Justifique sua resposta.
D- Qual dos dois sambas-enredo se assemelha à História Oficial sobre a abolição? Fundamente sua resposta.


Possibilidades interpretativas a serem exploradas por alunos e professor no debate dos dois sambas-enredo

Na leitura e compreensão das letras é possível perceber que os dois sambas-enredo fazem interpretações diferentes sobre a Abolição da Escravidão. A interpretação oficial sobre a abolição aparece no samba-enredo Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós! De acordo com essa interpretação, em 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel acabou com a escravidão no Brasil, concedendo a liberdade aos escravos por meio da assinatura de uma lei, a Lei Áurea, entrando para a História como uma heroína, a redentora. Observe que a estrofe que menciona o fato traz a leitura de que o sujeito da ação é a princesa, ao escravo coube dançar e comemorar o grande feito, o fim da sina. A letra, além de reforçar um dos mitos mais tradicionais sobre a abolição, também faz alusão a outros mitos igualmente cristalizados na história oficial do Brasil. Por exemplo, quando cita o Duque imortal, numa referência a Duque de Caxias, consagrado como herói, sobretudo por sua participação na guerra à qual a letra do samba se refere: a Guerra do Paraguai, ocorrida de 1865 a 1870, envolvendo o Brasil, a Argentina e Uruguai contra o Paraguai. Nesta guerra, Caxias foi nomeado comandante das forças aliadas (exércitos do Brasil, Argentina e Uruguai). Ao contrário de Caxias, os escravos negros que lutaram e morreram na Guerra do Paraguai, muitos deles buscando a conquista da sua liberdade, não são mencionados pela História Oficial. Mas Caxias garantiu a sua imagem na galeria dos heróis e a partir dela foi instituída uma outra data comemorativa: o 25 de agosto, data do seu nascimento, institucionalizado como o dia do soldado. Outr a referência sintomática na letra da música, na última estrofe, diz respeito à bravura realizad a por um certo Marechal (Marechal Deodoro da Fonseca), numa certa noite quinze reluzente (15 de novemb ro de 1889) quando o Marechal que proclamou (proclamou a República no Brasil) foi presidente (Marechal Deodoro da Fonseca foi o primeiro presidente da República do Brasil governando de 1889 a 1891). Observa-se que na letra da música há um desfile de heróis e fatos relacionados à História do Brasil.

O samba-enredo Kizomba, festa da Raça traz outra interpretação. A letra do samba foi composta no ano em que se comemorou o centenário da Abolição da Escravidão no Brasil: 1988. E nela não há nenhuma referência à Princesa Isabel ou à Lei Áurea. Há sim, uma valorização da figura de Zumbi, Anastácia e Clementina. Zumbi, reconhecido como um dos líderes do Quilombo dos Palmares tornou-se uma referência para o movimento negro. A escrava Anastácia, considerada um símbolo da resistência negra à escravidão. E Clementina de Jesus, sambista negra que pertencia à comunidade de Vila Isabel. A letra do samba enfatiza aspectos da cultura afro-brasileira e figuras importantes para o movimento negro dentro de uma perspectiva de valorização da luta e resistência dos escravos no processo de Abolição da Escravidão. Há uma clara defesa em favor da recuperação de uma interpretação dos escravos como sujeitos contra aquela visão que reverencia a princesa e caracteriza os escravos como seres passivos e alienados.

Aula 5

O 13 de maio e o 20 de novembro: datas comemorativas em disputa

O 13 de maio e o 20 de novembro são datas representativas de duas interpretações históricas sobre a abolição da escravidão: a interpretação oficial, de acordo com a qual a Princesa Isabel concedeu a liberdade aos escravos por meio da assinatura de uma lei, entrando para a História como uma heroína; e a interpretação não oficial, a qual valoriza primordialmente o papel dos escravos na abolição.

Dinâmica: Seminário de Textos

1- Para aprofundar a discussão do tema, propor aos alunos um Seminário de Textos. O Seminário é uma dinâmica muito rica porque tem como finalidade a identificação de problemas e a socialização de informações e conclusões em torno de um tema de estudo.

2- Dividir os alunos em dois grupos. Cada grupo deve apresentar as idéias centrais do texto que preparou para o Seminário e, em seguida, problematizá-lo, levantando questões (previamente elaboradas) a serem debatidas por toda a turma.

Textos referenciais para o Seminário:

Dia da Consciência Negra retrata disputa pela memória histórica, de Susana Dias.

  http://www.comciencia.br/reportagens/negros/03.shtml

Para que serviu a lei Áurea?

  http://www.klickeducacao.com.br/2006/materia/54/display/0,5912,POR-54-65-1679-,00.html 

Possibilidades interpretativas a serem exploradas por alunos e professor no Seminário

Situar o contexto dos debates que levaram à valorização da figura de Zumbi e do 20 de novembro em oposição à figura da Princesa Isabel e do 13 de maio. Esta valorização veio em oposição tanto à exaltação do papel da Princesa Isabel na abol ição, quanto à exaltação do papel dos abolicionistas no processo. Dessa maneira, o movimento negro, que hoje luta contra a discriminação e pela valorizaç ão dos negros no Brasil, desconsidera o 13 de maio e comemora o 20 de novembro, data referendada pela morte de Zumbi e transformada em dia nacional da consciência negra.

Mesmo reconhecendo a importância histórica deste novo marco (Zumbi e 20 de novembro) contra o mito da democracia racial no Brasil e pela valorização da participação dos escravos na abolição, é preciso levantar também os problemas desta interpretação que, tal como a interpretação do 13 de maio, pode acabar reforçando uma concepção de história que se assenta na figura do herói e na exclusão dos sujeitos históricos que não tiveram seus nomes lembrados pela História. Os trabalhadores escravos foram sujeitos de sua história não apenas quando participaram de revoltas de caráter mais contundente. Não se trata de desconsiderar a importância da formação de quilombos e das grandes revoltas para o movimento de luta e resistência à escravidão. Trata-se, ao contrário, de considerar que outras formas menos abertas de luta e resistência cotidianas existiram e foram igualmente importantes.

Aula 6

Propor aos alunos a interpretação e a produção de charges sobre a temática trabalhada. Para tanto:

1- Acessar, no portal, a aula: A CHARGE como recurso metodológico na sala de aula: uma perspectiva para o ensino e a aprendizagem de História, onde são discutidas noções básicas para a produção e a interpretação de charges nas aulas de História.

2- Estimular a produção de charges pelos alunos, a partir do contato com trabalhos desenvolvidos por outros alunos do ensino fundamental, como por exemplo, as charges abaixo produzidas por alunos do 8º Ano do ensino fundamental, relativas à temática abordada nesta aula:

           

(Qual é coroa, presente? Se liga na história!) Projeto Charge & Paródia nas aulas de História. Área de História, ESEBA/UFU.

A charge produzida pelos alunos Jonnathan e Marcelo critica a interpretação oficial da abolição da escravidão, segundo a qual a Princesa Isabel “presenteou” os escravos com a Lei Áurea. O escravo, representado no primeiro plano, questiona e aponta para as diferentes formas de luta e resistência dos escravos no cativeiro.

     

Projeto Charge & Paródia nas aulas de História. Área de História, ESEBA/UFU.

A charge do aluno Pedro B. Alcântara satiriza a interpretação oficial da abolição da escravidão ao representar a Princesa Isabel dando um “tiro de misericórdia” na escravidão, sob o olhar espantado do médico que diz: __Mas ela estava tendo uma parada cardíaca !?

Recursos Complementares

Sugerimos que essa aula seja trabalhada em conjunto com as disciplinas de Língua Portuguesa, na conceituação e caracterização de diferentes gêneros textuais, entre os quais a charge e a música; e Artes, no processo de produção de charges pelos alunos.

Professor, para um aprofundamento das questões trabalhadas nesta aula, consulte:

TURINI, Leide D. A. Pontas de icebergs nas experiências dos trabalhadores escravos no Brasil. Revista Olhares e Trilhas. Uberlândia: EDUFU, 2003. Disponível em:
http://www.seer.ufu.br/index.php/olharesetrilhas/article/viewFile/164/162

O texto de Silvia Hunold Lara, Novas dimensões da experiência escrava no Brasil. Disponível em http://www.comciencia.br/reportagens/negros/13.shtml

Confira, no portal, a aula Trabalhando as noções de sujeito histórico e verdade na História, a qual pode trazer contribuições significativas para o desenvolvimento das atividades propostas nesta aula. A aula sugerida pode, a critério do professor, ser desenvolvida com os alunos antes desta.

Avaliação

A ação avaliativa deve permear toda a prática pedagógica do professor dando-lhe constantemente elementos que lhe possibilitem auxiliar o estudante no seu desenvolvimento. Deve permitir que o aluno organize o seu pensamento - seja através da expressão oral ou escrita - buscando, ao refletir sobre um determinado assunto, fazer uma leitura crítica das fontes analisadas, estabelecendo relações, levantando questões, buscando respostas e expondo conclusões. A avaliação deve ser utilizada primordialmente como um canal de comunicação entre o aluno e o professor. Fundamental para o primeiro uma vez que pode ajudá-lo a reorganizar o seu pensamento e superar dificuldades. Fundamental também para o professor que poderá sempre repensar a sua atuação, revendo conteúdos, metodologias de ensino, procedimentos avaliativos.

No desenvolvimento do tema proposto, o professor poderá avaliar a aprendizagem dos alunos a cada etapa do trabalho por meio das atividades incluídas no processo, como interpretação oral e escrita de músicas, textos e charges; debates; seminário; produção e apresentação de charges.

Opinião de quem acessou

Quatro estrelas 9 classificações

  • Cinco estrelas 8/9 - 88.89%
  • Quatro estrelas 1/9 - 11.11%
  • Três estrelas 0/9 - 0%
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  • Uma estrela 0/9 - 0%

Denuncie opiniões ou materiais indevidos!

Opiniões

  • shirley, EMES Escola Municipal de Educação de Surdos , Rio de Janeiro - disse:
    shirley.sil@hotmail.com

    10/10/2011

    Cinco estrelas

    Excelente! Vou aproveitar algumas idéias para usar com meus alunos surdos.


  • Elma Gomes de Sousa, Poeta Patativa do Assaré , Ceará - disse:
    elmasousatavora@hotmail.com

    01/06/2011

    Cinco estrelas

    Aula muito interessante, pois trabalha o mesmo tema por diversos ângulos, possibilitando o professor interagir com seus alunos de forma dinâmica através da musica.


  • Glauce Manso de Melo , Escola 10 de Agosto , Pernambuco - disse:
    glaucemanso@hotmail.com

    08/05/2011

    Cinco estrelas

    Amei essa aula! Amanhã irei utilizar os textos 1 e 2 na aula de história. Sou prof. polivalente e amanhã darei aulas de Língua Portuguesa e História. Gostaria de dar a sugestão de um texto que irei utilizar em Língua Portuguesa cujo título me foi enviado como ESCRITO POR UMA CRIANÇA AFRICANA... PENSAMENTO SURPREENDENTE! É um texto que descreve como uma criança negra se vê e como os brancos são na verdade. Obg amigos!


  • Geniza Carvalho, ETFG , Minas Gerais - disse:
    genizamel@hotmail.com

    23/03/2011

    Cinco estrelas

    Adorei o encaminhamento das atividades. Muito rico e criativo.


  • Simone , EMAV , Rio de Janeiro - disse:
    simoneheredia@hotmail.com

    05/09/2010

    Quatro estrelas

    Gostei muito, acho que as aulas de história precisam sair das mesmices e que precisamos sim utilizar todos os recursos didáticos e fontes históricas disponíveis, e com certeza essas letras de samba-enredo são ótimas para tal. Gostei tanto que vou utillizá-la, é uma boa sugestão de aula, bem organizada e levando o aluno a fazer suas próprias interpretações. Chega de dar aos nossos alunos o conteúdo prontinho,devemos torná-los capazes de construir por si mesmos o seu conhecimento, interpretando.


  • Luiz Cesar de França, LIANE MARTA DA COSTA C E E FUND MEDIO , Paraná - disse:
    macana7015@yahoo.com.br

    19/04/2010

    Cinco estrelas

    Otimo. Bela sugestão de aula


  • MARIA MARNISIAFERREIRA DA SILVA, SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA , Acre - disse:
    MARNISIA.FERREIRA@HOTMAIL.COM

    24/03/2010

    Cinco estrelas

    AULA BEM ELABORADA, SEGUINDO UMA SEQUENCIA BEM COERENTE, OBSERVEI QUE ESSE TIPO DE AULA ENVOLVE MUITO OS ALUNOS.


  • Márcia Michelle Ribeiro Soares, INST DE APLIC FERNANDO R DA SILVEIRA CAP/UERJ , Rio de Janeiro - disse:
    marcia_michelle@yahoo.com.br

    24/03/2010

    Cinco estrelas

    Legal


  • Esther, E.M.de 1º e 2º graus de Itabatam , Bahia - disse:
    sther_acb@yahoo.com.br

    24/03/2010

    Cinco estrelas

    Achei ótimo,estava mesmo procurando textos para trabalhar com meus alunos e encontrei essas pérolas.Parabéns,muito bem elaborada as atividaes


Sem classificação.
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