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Música - Batidinhas 2: música que anda pelas paredes

 

03/05/2010

Autor(es) e Coautor(es)
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Leonardo Stefano Masquio

RIO DE JANEIRO - RJ

COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO

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Daniel Fils Puig

RIO DE JANEIRO - RJ

COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO

Claudia Helena Azevedo Alvarenga

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Educação Escolar Indígena Artes Arte e pluralidade cultural
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo Artes Música: desenvolvimento da linguagem musical
Ensino Fundamental Final Artes Música: Compreensão da música como produto cultural e histórico
Ensino Fundamental Final Artes Música: Apreciação significativa em música: escuta, envolvimento e compreensão da linguagem musical
Educação Escolar Indígena Artes Arte, expressão e conhecimento
Ensino Fundamental Final Artes Música: Expressão e comunicação em música: improvisação, composição e interpretação
Ensino Médio Artes Música: Estruturas sintáticas
Ensino Médio Artes Música: Estruturas morfológicas
Ensino Médio Artes Música: Canal
Ensino Médio Artes Música: Contextualização
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

- Desenvolver a prática da música em conjunto e da improvisação.

- Desenvolver a escuta através da pesquisa sonora com sons obtidos nas paredes.

- Desenvolver a execução de diferentes intensidades na música em conjunto, a leitura e a precisão rítmicas, bem como a precisão de timbre na execução.

- Compreender que qualquer anteparo que produza som ou qualquer som pode ser utilizado para fazer música desde que haja intencionalidade musical.

Nesta aula os alunos pesquisarão sons obtidos de anteparos arquitetônicos (paredes, muros, portas, janelas, etc.) para realizar uma improvisação guiada, inspirada na composição “In C” de Terry Riley, que inaugurou o Minimalismo na música. Desta forma poderão vivenciar profundamente uma situação de performance ao vivo em espaço não-tradicional de apresentação, a música de conjunto, bem como nuances de intensidade na execução e na forma musical como um todo.

Duração das atividades
2 aulas de 50 minutos (1h40min).
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Noções de leitura rítmica, de leitura de notas no pentagrama, de timbre, de intensidade, de altura, de duração e de forma musical. Alguma prática anterior de música em conjunto.

Estratégias e recursos da aula

Conceitos

A ideia da composição entitulada de “Batidinhas” foi inspirada tanto na música eletrônica popular e em seu uso de pequenos motivos e variações deles sobre uma base rítmica, quanto na composição “In C” (“Em Dó”) de Terry Riley, onde uma pulsação constante soa no conjunto e sobre ela são executadas diferentes células melódicas, em um arco de improvisação que pede grande atenção auditiva, precisão e criatividade na execução. Essa composição inaugurou o minimalismo e mais detalhes acerca da peça, desse movimento e da aleatoriedade na música podem ser encontrados nos “Recursos Complementares” abaixo.

Em “Batidinhas”, a improvisação do conjunto sobre as células rítmicas aumenta e diminui a densidade — entendida aqui como quantidade de ataques no decorrer do tempo — do discurso musical ao longo da forma.

A partitura pode ser obtida na aula anterior desta coleção de aulas:

Música - Batidinhas: música com objetos cotidianos 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=13733 

Preparação a ser feita pelo Professor, anterior à aula

Tenha à mão alguns lápis, canetas e/ou varetas de madeira (sem ponta) para que seus alunos possam usar como baquetas. Se sua escola possuir baquetas de diferentes tipos e/ou suficientes do mesmo tipo para toda a turma, deixa-as também à disposição. Tenha cópias da partitura de "Batidinhas" à mão, para consulta. Se quiser, faça cópias também da partitura de “In C”.

Observações importantes

Tome precauções contra qualquer acidente, orientando os alunos quanto à forma de utilizar as baquetas e quanto a não direcionar sua utilização a qualquer objeto que possa quebrar ou ser danificado, nem em direção aos colegas. É importante orientar os alunos quanto à natureza da atividade, ou seja, que se trata de uma atividade musical na qual os anteparos arquitetônicos da escola se tornarão o instrumento principal e não devem ser danificados de forma alguma.

Desenvolvimento da aula

Professor(a), esta aula está dividida em três momentos: um de pesquisa de sonoridades e treinamento da execução, outro de apreciação musical e discussão teórica, e um — que deve ficar para o final — de execução da improvisação. Você pode decidir em que ordem estes momentos terão lugar na aula e pode até mesmo incluir seus alunos nesta decisão.

Momento de pesquisa de sonoridades e treinamento da execução

Coloque seus alunos sentados em roda no chão, cada qual com suas baquetas ou objeto que as substitua (lápis, canetas, varetas sem ponta, etc). Peça que percutam o chão, fazendo um ritmo qualquer e pedindo para que imitem. Peça agora para que executem novamente o ritmo que você executou, mas vá indicando alunos individualmente, grupos de dois, três e mais. Faça observações e perguntas acerca das diferenças de altura, timbre e intensidade dos sons obtidos, procurando instigar a escuta consciente da turma. Depois que todos tenham testado percutir o chão e discutido os resultados, peça para que se levantem e dirijam-se a um ponto próximo à parede. Faça a mesma experiência feita no chão, mas agora na parede. Guie a mesma discussão, sempre visando a "abrir" a escuta do grupo. Procure observar se a atividade não danifica o material do piso ou da parede. Observe com seus alunos que não é necessário percutir com força para obter uma boa sonoridade e que quando todo o grupo percute levemente, o volume já é suficiente. Procure outros anteparos arquitetônicos dentro ou fora da sala de aula nos quais possa ser feita a mesma pesquisa sonora. Ao sair com os alunos de sala de aula, tenha o cuidado necessário para manter a turma concentrada e unida, evitando a dispersão. Esclareça que em um próximo momento da aula haverá uma atividade dinâmica em que eles se movimentarão pelo espaço da escola. Observe que é necessário ter uma certa precisão na execução a fim de obter sempre o mesmo resultado e dê um exemplo em algum dos anteparos utilizados até agora, executando-o de forma ligeiramente diferente, mas que provoque uma significativa mudança qualitativa na sonoridade. Muito importante: deixe claro para eles que nenhum material deverá ser danificado de forma alguma nesse processo!

Faça experiências com diferentes intensidades durante o processo todo. Chame atenção para o efeito musicalmente interessante que o fluxo de diferentes intensidades causa. Procure fazer com que o grupo "fuja da tentação" de tocar tudo muito forte o tempo todo. Se possível, crie sinais para mudanças de intensidade (regência com as mãos ou corporal) ou convenções de intensidade com eles (a cada tantas repetições, uma mais fraca, por exemplo).

Professor(a), monitore todo esse processo para que ninguém se machuque, nem danifique qualquer material.

Momento de apreciação musical e discussão teórica

Caso não tenha feito isso na aula anterior desta coleção, ouça com seus alunos um trecho da composição “In C” de Terry Riley. Mostre a partitura da composição e explique sua forma de execução (ver link para download da partitura em “Recursos Complementares” abaixo), frisando o aspecto aleatório da execução, que será diferente a cada vez, e maleável da forma, que embora guarde um direcionamento claro, sempre se concretizará diferente. Fale sobre o Minimalismo e sua importância para a história da música contemporânea. Toque novamente o trecho ouvido anteriormente e abra a discussão sobre a composição com uma pergunta como: - Vocês acham que esse tipo de expressão musical é válido? Por quê?

Momento de execução da improvisação

Escolha três células rítmicas com seus alunos que possam ser executadas simultaneamente, a três vozes. Nada impede que seus alunos escolham uma batida de algum gênero que conheçam bem (como funk, maracatu, samba, etc). Tenha apenas a certeza de dividí-los claramente em três grupos, com três células diferentes, que possam ser ouvidas claramente como distintas na polifonia. Dê mais um tempo para que os alunos treinem as diferentes células rítmicas, principalmente aquelas nas quais apresentarem maior dificuldade. Agora, inicie uma execução dessas três células simultaneamente, em diferentes anteparos arquitetônicos da sala de aula (chão, parede e quadro, por exemplo) e peça que, a seu comando, os grupos comecem a se mover, andar pela sala, mudando de lugar e consequentemente de anteparo no qual percutam. Observe que é necessário manter a concentração para não perder a precisão rítmica e para conseguir obter a melhor sonoridade possível para o conjunto. Um comando verbal seu (como, por exemplo, um grito longo que cessa de repente) irá dar fim à execução com uma batida simultanea (um ponto final). Explique aos alunos que o mesmo processo será realizado, agora, fora da sala de aula, como uma performance, andando pela escola. A improvisação consistirá em procurar mover-se conscientemente, obtendo um resultado musical, com o melhor som possível, dos anteparos encontrados pelo caminho, sem danificá-los e sem perder a coesão com o grupo. Para isso é necessário que ninguém se afaste muito, que seja mantida uma formação em "massa", mais do que em fila única, e que todos estejam com a escuta muito atenta e aberta, para não perder a precisão rítmica e obter a melhor sonoridade possível para o conjunto. Esclareça que você será o(a) guia e que todos devem segui-lo(a). Leve o grupo para fora e inicie a improvisação. Procure manter o grupo coeso e guiá-lo por espaços onde a resposta sonora possa ser interessante. Termine a improvisação quando achar conveniente com o mesmo comando verbal usado em sala de aula.

Essa improvisação torna-se uma performance musical que se utiliza dos anteparos arquitetônicos do prédio da escola para fins musicais. Ela tem o caráter de se tornar uma intervenção na rotina da escola e pode causar reações adversas. Prepare-se para isso e para responder possíveis questões a respeito. Quanto mais vezes a improvisação for executada, melhor será o equilíbrio e o resultado do conjunto.

Professor(a), monitore todo esse processo para que ninguém se machuque, nem danifique qualquer material.

Recursos Complementares

Links sobre Terry Riley:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Terry_Riley 

http://es.wikipedia.org/wiki/Terry_Riley 

http://en.wikipedia.org/wiki/Terry_Riley 

Link sobre Minimalismo:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo 

Links sobre a composição "In C" de Terry Riley:

http://www.otherminds.org/shtml/Scores.shtml - ESPECIAL ATENÇÃO para este link onde é disponibilizada a partitura da composição para download com as orientações para execução (em inglês) e um trecho de uma gravação. 

- página sobre a composição

http://en.wikipedia.org/wiki/In_C 

- vídeos no YouTube

http://www.youtube.com/watch?v=OjR4QYsa9nE 

http://www.youtube.com/watch?v=vJSEcoeCgus 

http://www.youtube.com/watch?v=P7xL46igMdw 

Avaliação

Os alunos serão capazes de:

- ouvir atentamente a um trecho de uma execução da composição “In C” de Terry Riley acompanhando seu desenvolvimento, se possível com a partitura em mãos;

- discutir acerca do Minimalismo, da aleatoriedade e de suas influências na música atual, tanto de concerto, quanto popular;

- pesquisar sonoridades nos anteparos arquitetônicos da sala de aula e da escola como um todo e treinar sua execução, atingindo a destreza e a precisão necessárias para a execução da improvisação do grupo;

- improvisar em conjunto.

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