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Texto descritivo: descrições técnicas e literárias

 

30/11/2010

Autor e Coautor(es)
Priscila Brasil Gonçalves Lacerda
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BELO HORIZONTE - MG ESCOLA DE EDUCACAO BASICA E PROFISSIONAL DA UFMG - CENTRO PEDAGOGICO

Prof. Luiz Antônio dos Prazeres

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Final Língua Portuguesa Língua oral e escrita: prática de produção de textos orais e escritos
Ensino Fundamental Final Língua Portuguesa Análise linguística: modos de organização dos discursos
Ensino Fundamental Final Língua Portuguesa Análise linguística: processos de construção de significação
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo Língua Portuguesa Linguagem escrita: leitura e produção de textos
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Nesta aula, pretendemos levar os alunos à compreensão das funções e características de fragmentos descritivos, aprimorando a sua habilidade de leitura e de produção de textos desse tipo.

Duração das atividades
Aproximadamente 2 aulas de 50 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Julgamos interessante que, antes desta aula, o professor aproveite as atividades de interpretação de texto para chamar a atenção dos alunos para os trechos descritivos. Além disso, são necessários apenas conhecimentos básicos de leitura e escrita.

Estratégias e recursos da aula

Atividade 1

Para iniciar a aula, sugerimos que o professor apresente aos alunos os dois fragmentos a seguir. Após a leitura de tais fragmentos, eles devem responder às questões de “a” a “h”.

Fragmento I

“[...] Rigorosamente eram quatro os que falavam; mas, além deles, havia na sala um quinto personagem, calado, pensando, cochilando, cuja espórtula no debate não passava de um ou outro resmungo de aprovação. Esse homem tinha a mesma idade dos companheiros, entre quarenta e cinquenta anos, era provinciano, capitalista, inteligente, não sem instrução, e, ao que parece, astuto e cáustico. Não discutia nunca; e defendia-se da abstenção com um paradoxo, dizendo que a discussão é a forma polida do instinto batalhador, que jaz no homem, como uma herança bestial; e acrescentava que os serafins e os querubins não controvertiam nada, e, aliás, eram a perfeição espiritual e eterna. [...]” (In: O espelho, de Machado de Assis).

Fragmento II

“[...] o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, obra rica e magnífica, que destoava do resto da casa, cuja mobília era modesta e simples... Era um espelho que lhe dera a madrinha, e que esta herdara da mãe, que o comprara a uma das fidalgas vindas em 1808 com a corte de D. João VI. Não sei o que havia nisso de verdade; era a tradição. O espelho estava naturalmente muito velho; mas via-se-lhe ainda o ouro, comido em parte pelo tempo, uns delfins esculpidos nos ângulos superiores da moldura, uns enfeites de madrepérola e outros caprichos do artista. Tudo velho, mas bom...” (In: O espelho, de Machado de Assis).

Texto completo disponível em: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/espelho.html, acessado em 07 de abril de 2010. 

Questões:

a)    Procure no dicionário o significado das palavras que você desconhece.

b)    Diferencie, no primeiro fragmento, descrições comportamentais, psicológicas e físicas.

c)    Agora é a sua vez. Dê ao personagem uma descrição física, psicológica e comportamental, utilizando para cada tipo de descrição apenas um adjetivo, que você julgue ser o melhor resumo para a descrição encontrada no primeiro fragmento.

d)    Ainda de acordo com o primeiro fragmento, o que pensava o personagem sobre o ato de discutir? E você, concorda com a perspectiva do personagem? Por quê?

e)    De acordo com a descrição feita no fragmento II, por que o espelho deveria destoar do resto da casa?

f)     Qual é a possível origem do espelho descrito no fragmento II?

g)    Que características do espelho o narrador classifica como caprichos do artista?

h)    Qual seria o propósito das descrições apresentadas nos fragmentos I e II?

Depois que os alunos tiverem respondido às questões propostas, o professor deve promover uma discussão, solicitando que alguns deles socializem as suas respostas.

 

Atividade 2

No segundo momento da aula, o professor deve apresentar aos alunos um quadro comparativo de descrições técnicas, como a que colocamos a seguir. Trata-se de uma planilha com descrições técnicas de modelos de computador portátil.

O professor pode visualizar um quadro comparativo como esse diretamente no sítio <http://www1.la.dell.com/br/pt/domesticos/desktop_deal/fs.aspx?refid=desktop_deal&s=dhs&cs=brdhs1&~ck=mn>, acessado em 29 de novembro de 2010.  

Deve-se, então, solicitar que os alunos se reúnam em grupos de três e respondam as questões de “a” a “d”.

Questões:

a) Especifique, segundo a descrição, o que cada um destes computadores tem de diferente em relação aos outros.

b) Qual destes computadores você escolheria para comprar? Justifique a sua resposta.

c) Qual seria o objetivo deste quadro descritivo?

d) Em sua opinião, é necessário ter conhecimentos aprofundados de informática para fazer uma comparação entre esses computadores? Justifique a sua resposta.

Depois que os alunos tiverem analisado as descrições dos computadores seguindo as questões propostas, os grupos devem socializar as suas respostas.

Posteriormente, sugerimos que o professor estimule os alunos a estabelecerem um contraste entre as descrições estudadas na Atividade 1 e estas descrições de computadores, quanto a:

  • Linguagem: objetiva ou subjetiva?
  • Construção do objeto ou pessoa descrita: objetiva ou subjetiva?

Observação: O professor deve chamar a atenção dos alunos para os traços de subjetividade na descrição de Machado de Assis, como a descrição do caráter “astuto” do personagem e a constatação de que o espelho destoava do resto da casa ou de que os detalhes eram caprichos do artista. Deve-se mostrar aos alunos que essas características são perfeitamente contestáveis por outro observador.

  • Uso de comparações?
  • Classificação: técnica ou literária?  

Ao final desta atividade, o professor deve solicitar aos alunos que façam os seguintes exercícios em casa:

1) Você deve escolher uma pessoa, um objeto ou um lugar e fazer um parágrafo descritivo. Faça uma descrição subjetiva, a exemplo das descrições de Machado de Assis, apresentando as características tal como elas aparecem a você, que sentimentos a pessoa, o objeto ou o lugar desperta em você, que papel exerce em sua vida, que memória você tem em relação ao elemento descrito.

Ao fazer a sua descrição, escolha bem as palavras, use a sua criatividade e não fale diretamente o que é o elemento descrito, os seus colegas de sala devem descobri-lo a partir da leitura de seu texto.

2) Procure a descrição técnica de um automóvel e leve-a para a sala de aula.  

Atividade 3

O professor deve solicitar que alguns alunos leiam em voz alta as descrições literárias que fizeram. Os colegas devem tentar descobrir qual pessoa, objeto ou lugar foi descrito.

Observação: Sugerimos que neste momento da aula o professor proponha que as descobertas sejam feitas em jogo de adivinhações, meninos versus meninas, sendo o grupo vencedor aquele que conseguir desvendar o maior número de descrições do seu próprio grupo ou do grupo adversário.

 

Atividade 4

Os alunos devem se reunir em grupos de quatro e analisar as descrições técnicas de automóveis que cada um deles trouxe. Eles devem escolher um dos automóveis como preferido, levando em consideração a descrição técnica de cada um deles, e explicar a motivação dessa escolha para a turma.

Recursos Complementares

 O professor pode obter explicações e exercícios sobre textos descritivos visitando, respectivamente, os sítios em 1 e 2, consultados em 24 de maio de 2010.

1. http://lportuguesa.malha.net/content/view/30/1/ 

2. http://www.coladaweb.com/questoes/portugues/analtexdecr.htm 

Avaliação

A compreensão das propostas pelos alunos será avaliada a partir do esclarecimento (correção) em sala de aula de cada uma das atividades.

Como avaliação final, o professor pode selecionar alguns trechos descritivos dentro de textos narrativos, ou pedir aos alunos que o façam como dever de casa, e solicitar que eles interpretem qual é a função do trecho descritivo selecionado, caracterizando-o como uma descrição positiva ou negativa, objetiva ou subjetiva.

Sugerimos ainda o texto ”Onde estou?” (Disponível em: http://www.hette.com.br/cc/cron_06.html, acessado em 10 de abril de 2010), que pode ser trabalhado com os alunos a partir de questões como:

a) Qual parece ser a descrição da morte?

b) Do que o narrador parece sentir falta?

c) Que sentimento o narrador revela a partir da descrição que faz do lugar onde se encontra? 

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