Portal do Governo Brasileiro
Início do Conteúdo
VISUALIZAR AULA
 


Preconceito à brasileira

 

05/11/2009

Autor e Coautor(es)
LEIDE DIVINA ALVARENGA TURINI
imagem do usuário

UBERLANDIA - MG Universidade Federal de Uberlândia

Aléxia Pádua Franco

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Educação de Jovens e Adultos - 2º ciclo História Cidadania e cultura contemporânea
Ensino Fundamental Final História Cidadania e cultura no mundo contemporâneo
Ensino Fundamental Inicial História Organizações e lutas de grupos sociais e étnicos
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Reconhecer a existência do preconceito e da discriminação em relação aos negros na sociedade brasileira, conscientizando-se da necessidade de transformar esta realidade.
Propor ações para a denúncia e o impedimento de práticas de discriminação geradas pelo preconceito em relação aos negros na sociedade brasileira.

Duração das atividades
05 aulas de 50 minutos
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

O sistema escravista no Brasil entre os séculos XVI e XIX.

Estratégias e recursos da aula

Aula 1 e 2

Trabalhando com música: denunciando o preconceito e a discriminação

O trabalho com música no ensino de História tem o objetivo de estimular a reflexão histórica, pois além de ser um recurso lúdico, que traz importantes contribuições para o desenvolvimento sensorial, emocional e cultural dos alunos, pode contribuir também para a melhor sistematização e elaboração de idéias e conceitos históricos pelos estudantes.

Nesta perspectiva, a orientação para esta aula é iniciar a reflexão sobre o tema proposto, a partir da audição e da interpretação de duas músicas: a primeira, “A mão da limpeza”, interpretada por Gilberto Gil, com participação especial de Chico Buarque, e a segunda, “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, interpretada pela banda O Rappa.

Música 1: A mão da limpeza

Compositor e intérprete: Gilberto Gil - LP Raça Humana, 1984.
Participação especial: Chico Buarque de Hollanda

O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão

A letra da música e o vídeo, com a interpretação de Gilberto Gil acompanhado por Chico Buarque, estão disponíveis em: http://vagalume.uol.com.br/gilberto-gil/a-mao-da-limpeza.html Acesso em 20/09/09.

Atividades de audição, interpretação e debate da música:

1- Fazer a leitura e a audição da música. A opção de assistir ao vídeo com a interpretação de Gilberto Gil e Chico Buarque é interessante porque o vídeo motiva a discussão do tema, uma vez que, nele, Gilberto Gil aparece vestido de branco, com o rosto pintado de branco, e Chico Buarque aparece vestido de preto, com o rosto pintado de preto. Explorar com os alunos esta apresentação.

2- Gilberto Gil inicia a música mencionando uma expressão infeliz que aparece muitas vezes em situações de preconceito e discriminação aos negros: “O branco inventou que o negro quando não suja na entrada vai sujar na saída”. Identifique na música elementos que permitem explicar porque o compositor refere-se à expressão acima mencionada como mentirosa.

(Professor, aqui é importante explorar com os alunos que o compositor faz referências ao escravismo existente no Brasil, entre os séculos XVI e XIX, para mostrar que, ao contrário do que foi dito, a história de exploração do trabalho a que os negros  foram submetidos revela que sempre foram eles que limparam a “sujeira” dos brancos. Aqui é possível trabalhar com a noção de “limpar a sujeira” tanto no sentido literal, quanto no sentido figurado.)

3- Na música, Gilberto Gil faz uma comparação entre o passado e o presente mostrando que a abolição da escravidão não trouxe grandes alterações nas condições de trabalho dos negros, uma vez que continuaram “limpando a sujeira” dos brancos.
Reflita sobre os trechos da música destacados a seguir e exponha a sua compreensão sobre eles, relacionando-os à afirmação acima:

Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza

4- Leia com atenção o que disse Gilberto Gil a respeito da composição da música “A mão da limpeza”:

“Eu fiz A Mão da Limpeza para repor certas coisas no lugar e remendar um preconceito histórico contra os negros; para responder, no mesmo tom, um desaforo - o velho ditado: 'Negro, quando não suja na entrada, suja na saída.
Ocorriam-me imagens de lavadeiras lavando roupa nas beiras de rios, inúmeros, por que eu passei no interior da Bahia e outros lugares; de cozinheiras negras, jovens e velhas, espalhadas pelas cozinhas do Brasil; de várias faxineiras limpando as casas. Ocorria-me com muita nitidez o quão acionados e quão importantes são os negros para o trabalho de limpeza em geral que é feito na vida, e também com tamanha nitidez o quão sujadores são exatamente os que têm mais recursos, os mais ricos, os mais beneficiados da sociedade que, em sua grande maioria, correspondem à classe mais clara, a faixa mais branca.
Quer dizer, os negros são tão maciçamente empenhados na função da limpeza da comunidade e acabam sendo acusados de ser os sujões. No fundo, o provérbio tem uma conotação nitidamente moral, além de física; o que se tenta considerar como sujo no negro é sua existência, sua pessoa, sua condição humana. Nesse sentido é muito mais terrível, e a música nem alcança a dimensão da crítica disso; ela apenas toca nisso.
Mas jogando a sujeira como algo produzido preferencialmente pelos brancos, ela faz a limpeza da nódoa que quiseram impor aos negros. E deixa implícita também uma condenação moral aos brancos. Ou seja: 'Sujos na verdade são vocês, de corpo e alma; pelo menos, mais sujos que os negros vocês são. Há muito mais sujeira a apurar ao longo do processo da civilização de vocês do que da nossa.' É o que a música diz. E ela diz o que tem a dizer, com contundência e eficácia."

Fonte: Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul). http://gege.refazenda.com/popup_letra.php?id=310 

Discuta com os colegas e com o professor as idéias centrais da entrevista de Gilberto Gil, expondo as suas conclusões sobre o assunto e, em seguida, registrando-as no caderno.

 Música 2: Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Composição: Marcelo Yuka
Intérprete: O RAPPA

Tudo começou quando a gente conversava
naquela esquina ali
de frente àquela praça
veio os homens
e nos pararam
documento por favor
então a gente apresentou
mas não paravam
qual é negão? Qual é negão?
o que que tá pegando?
qual é negão? Qual é negão?

é mole de ver
que em qualquer dura
o tempo passa mais lento pro negão
quem segurava com força a chibata
agora usa farda
engatilha a macaca
escolhe sempre o primeiro
negro pra passar na revi sta
pra pas sar na revista

todo camburão tem um pouco de navio negreiro
todo camburão tem um pouco de navio negreiro

é mole de ver
que para o negro
mesmo a AIDS possui hierarquia
na África a doença corre solta
e a imprensa mundial
dispensa poucas linhas
comparado, comparado
ao que faz com qualquer
comparado, comparado
figurinha do cinema
comparado, comparado
ao que faz com qualquer
figurinha do cinema
ou das colunas sociais

todo camburão tem um pouco de navio negreiro
todo camburão tem um pouco de navio negreiro

A letra da música e o vídeo, com a interpretação da banda “O RAPPA”, estão disponíveis em: http://vagalume.uol.com.br/o-rappa/todo -camburao-tem-um-pouco-de-navio-negreiro.html.  Acesso em 20/09/09.

Atividades de audição, interpretação e debate da música:

1- Fazer a leitura e a audição da música.

2- O compositor, na primeira parte da música, refere-se a uma situação do cotidiano que é reveladora de preconceito e discriminação em relação aos negros na sociedade brasileira. Identifique-a e comente-a.

3- Explique o que você entendeu do seguinte trecho da letra da música:
é mole de ver
que em qualquer dura
o tempo passa mais lento pro negão
quem segurava com força a chibata
agora usa farda
engatilha a macaca
escolhe sempre o primeiro
negro pra passar na revista
pra passar na revista

(Professor, discuta com o aluno a referência ao passado de exploração e maus tratos em relação aos negros escravizados no Brasil, feita pelo compositor na letra, estabelecendo relação com as discussões realizadas na interpretação da música de Gilberto Gil.)

4- Para aprofundar a reflexão do trecho destacado na questão 3, observe atentamente, e em seguida discuta com os colegas e com o professor, os quadrinhos abaixo:

undefined

Autor: Diego Novaes. Fonte: http://www.africaeafricanidades.com/charges.html

5- Na sua opinião, ao afirmar que “todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, qual é a intenção do compositor?
(Aqui é importante retomar com os alunos uma reflexão sobre o tráfico de escravos ocorrido entre os séculos XVI e XIX e a travessia do Atlântico, da África em direção ao continente americano, realizada pelos africanos escravizados nos navios negreiros.)

Questão para a síntese do trabalho com as músicas:
Reflita sobre a relação entre as idéias centrais das duas músicas trabalhadas na aula e, em seguida, elabore um texto dissertativo com as suas conclusões sobre o assunto.

Aula 3
Aprofundando o debate

Projeção do vídeo:Preconceito Racial. Produzido pelo Grupo de Pesquisa Monitor de Mídia, da UNIVALI (Universidade do Vale do Itajaí).

Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=uhT1_JiS9pM Acesso em 18/09/09.

Orientações:

1- O professor deve providenciar para que todos os alunos assistam ao vídeo juntos.
2- Após a projeção, voltar o vídeo e pausar em cada imagem que permita o debate em torno d as seguintes questões:

A- Dados do Datafolha, a respeito de pesquisa realizada no Brasil nos anos 90, são apresentados no vídeo. Discuta cada um deles com os colegas e com o professor, colocando as suas conclusões a partir de situações vivenciadas no seu cotidiano.

B- Segundo a pesquisa do Datafolha, os dados indicam que: “Os brasileiros sabem haver, negam ter, mas demonstram, em sua imensa maioria, preconceito contra negros”. O que você pensa a este respeito?

C- No vídeo, foi inserida a seguinte frase atribuída ao físico Albert Einstein (1879/1955): “Tempo difícil esse em que estamos, onde é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito”. Discuta a frase relacionando-a ao tema tratado nesta aula.

D- De acordo com o vídeo, “a discriminação por cor aparece na fala das pessoas. São piadinhas, frases infelizes, vícios de linguagem”. Você já ouviu alguma coisa no sentido colocado no vídeo? O que você pensa a respeito?

(Sobre esta questão, aparecem no vídeo as seguintes expressões: “negro de alma branca”, “serviço de branco”, “denegrir a imagem”. É importante que o professor trabalhe com os alunos na perspectiva de mostrar que expressões e “piadinhas”, aparentemente inofensivas, denunciam sempre alguma forma de preconceito e que não é nenhuma “brincadeira” para aquele que sofre a agressão, além de ser contrário a qualquer conceito de igualdade e respeito humano.)


Aula 4:
A mudança pode começar na escola

Incentivar os alunos a buscarem formas de romper com o preconceito e a discriminação a partir das próprias relações que estabelecem uns com os outros na sua escola, no seu bairro, na sua cidade. Para motivar esta reflexão, ouvir com muita atenção o episódio do Programa Escola Brasil “Diversidade e Preconceito”.

Link do Recurso no site do Portal do Professor: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=359

Diversidade e Preconceito

O recurso traz uma entrevista com uma das professoras que desenvolveram, em 2005, o Projeto Negro que te quero SER Negro na escola onde atuavam, com o objetivo de melhorar a autoestima dos alunos negros e resgatar os valores e a história da cultura afro-brasileira.

Para debater:
1- Comente com os colegas e com o professor as ações implementadas por professoras do ensino fundamental no Projeto Negro que te quero Ser Negro, cujo objetivo foi destacado acima.

2- No áudio, ao responder sobre o que é preciso fazer para acabar com o preconceito racial, a professora Valmária Martins da Silva disse que “precisamos assumir o preconceito e lutar contra ele, porque enquanto houver a negação de preconceito racial a gente vai continuar deixando pra depois (...)”. Você concorda com a professora? Argumente.

Aula 5
Agora é com você

A partir das leituras, reflexões e debates realizados nas aulas anteriores, propor aos alunos que façam um levantamento de ações que possam ser efetivamente encaminhadas na sua classe, na sua escola, no seu bairro, na sua cidade, para denunciar e impedir práticas de discriminação geradas pelo preconceito em relação aos negros na sociedade brasileira.

É importante deixar que os próprios alunos proponham ações, mas depois desta etapa, o professor também poderá apresentar as suas sugestões. Neste sentido, são possibilidades relevantes:

1- Realização de entrevistas na escola e/ou no bairro para conhecer e reunir dados relacionados ao preconceito e a práticas de discriminação. Divulgar os resultados na escola e propor ações em relação a eles, se for o caso.
2- Produção de um programa de rádio na escola com denúncias, informações, debates e outras ações para a reflexão e a tomada de posição sobre a questão, envolvendo toda a escola.
3- Produção de paródias (de músicas) e apresentação para todos na escola. A paródia é uma nova versão ou a recriação de uma obra já existente. Tem um caráter lúdico e conteúdo crítico. A paródia pode ser realizada com poesias, músicas, filmes, etc. Apresenta, na maioria dos casos, um caráter contestador e satírico. A paródia feita com música geralmente mantém a melodia e recria a letra.

Professor: ao sugerir a produção de paródias, enfatizar que a idéia é denunciar e impedir práticas associadas a preconceito e discriminação, e que, portanto, este é o principio básico para a composição das novas letras.

Recursos Educacionais
Nome Tipo
Diversidade e Preconceito Áudio
Recursos Complementares

Para saber mais sobre o projeto Negro que te quero Ser negro, acesse: http://www.palmares.gov.br/_temp/sites/000/2/Mailings/2/14/Mailing14.htm e http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Educinf/zdf_negro.pdf.

Visite o site da "Revista África e Africanidades” e confira outras charges sobre o tema da aula produzidas por Diego Novaes. Além das charges, você poderá acessar diferentes áreas temáticas voltadas, segundo os editores da revista, para “temas africanos, afro-brasileiros e afro-latinos que agregam conteúdos acadêmicos, de informação, entretenimento e subsídios para a prática pedagógica e pesquisas escolares da educação básica”. http://www.africaeafricanidades.com

Leia as reportagens da coletânea O Brasil Negro.Disponível em: http://www.comciencia.br/reportagens/negros/creditos.shtml

Avaliação

Partindo do princípio de que a ação avaliativa deve permear toda a prática pedagógica do professor, dando-lhe constantemente elementos que lhe possibilitem auxiliar o estudante no seu desenvolvimento, nesta aula o aluno poderá ser avaliado a partir das atividades desenvolvidas: interpretação e debate de músicas, vídeo e áudio; registro de conclusões no caderno; produção de texto; produção de paródias; entrevistas e encaminhamentos de ações resultantes destas atividades.

Opinião de quem acessou

Quatro estrelas 8 classificações

  • Cinco estrelas 7/8 - 87.5%
  • Quatro estrelas 1/8 - 12.5%
  • Três estrelas 0/8 - 0%
  • Duas estrelas 0/8 - 0%
  • Uma estrela 0/8 - 0%

Denuncie opiniões ou materiais indevidos!

Opiniões

  • viviane, maria da paz pimentel , Espírito Santo - disse:
    vivianeboladinha2013@gmail.com

    10/11/2013

    Cinco estrelas

    legal eu sou 5 serie e estou fazendo um trabalho sobre os negro,preconceito e zumbi amei essa opiniao da professora


  • Joana Darck, UESPI , Piauí - disse:
    joaninha121@hotmail.com

    30/04/2013

    Cinco estrelas

    Muito interessante todo o conteúdo abordado.


  • katia, Centro de Ensino Superior de Valença -Letras , Rio de Janeiro - disse:
    katia.berkowicz@gmail.com

    04/07/2012

    Cinco estrelas

    Conteúdo muito bom, rico e bem explanado. Estava pesquisando e amei isto aqui. Obrigada!


  • Itamara , Escola Municipal , Paraná - disse:
    itamarapeters@gmail.com

    24/11/2011

    Cinco estrelas

    O projeto proposto apresenta de modo critico e lúdico uma discussão extremaente importante para a sociedade atual.


  • jardson, eu.com , Minas Gerais - disse:
    jardsonferreira2011@hotmail.com

    14/10/2011

    Quatro estrelas

    eu gostei muito este tipo de suporte e fundamentalpara os encinos de hoje


  • Maria Aparecida Jacomelli Pombo freitas, IEGRS , Rio de Janeiro - disse:
    pombofreitas@terra.com.br

    26/08/2010

    Cinco estrelas

    Falar de preconceito no Brasil é uma tarefa corajosa porque vivemos sob o manto de uma hipocrisia velada . O preconceito existe e temos que discuti-lo. A abordagem do tema na aula sugerida foi bastante interessante e criativa.


  • TANIA, escola , Rio Grande do Sul - disse:
    tanianascentealves@yahoo.com.br

    24/03/2010

    Cinco estrelas

    OTIMA , Maravilhosa uma aula riquissima!


  • maria elizabeth, EEDB , Mato Grosso - disse:
    guilhermegerete@hotmail.com

    24/03/2010

    Cinco estrelas

    Sua aula é maravilhosa. Parabéns.


Sem classificação.
REPORTAR ERROS
Encontrou algum erro? Descreva-o aqui e contribua para que as informações do Portal estejam sempre corretas.
CONTATO
Deixe sua mensagem para o Portal. Dúvidas, críticas e sugestões são sempre bem-vindas.