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Música – Cantigas tradicionais brasileiras (“Bambalalão”): arranjos com percussão – aula 5

 

23/09/2010

Autor(es) e Coautor(es)
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Débora Ferreira Santos Braga

RIO DE JANEIRO - RJ

COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO

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Kátia Regina Figueiredo Romão

RIO DE JANEIRO - RJ

COL DE APLIC DA UNIV FED DO RIO DE JANEIRO

Rodrigo Russano

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Inicial Artes Música: Apreciação significativa em música: escuta, envolvimento e compreensão da linguagem musical
Ensino Fundamental Inicial Artes Música: Expressão e comunicação em música: improvisação, composição e interpretação
Educação Infantil Movimento Coordenação
Ensino Fundamental Inicial Artes Música: Compreensão da música como produto cultural e histórico
Educação Infantil Movimento Expressividade
Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula

Resgatar e ampliar o repertório de cantigas tradicionais brasileiras.

Realizar jogos musicais que trabalhem o parâmetro “altura”.

Executar arranjos simples através do canto e da prática instrumental com instrumentos de percussão, enfatizando o parâmetro “altura”.

Duração das atividades
Uma aula de 50 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

Associação do estímulo sonoro ao movimento corporal - livre ou não.  

Estratégias e recursos da aula

Caro(a) professor(a), esta coleção de aulas tem o objetivo de apresentar arranjos de fácil execução para as séries iniciais do ensino fundamental, e que possam servir de material para futuras composições por parte dos professores. A cada aula, aspectos diferentes da prática musical serão enfatizados nos arranjos, como: ritmo/pulsação, forma, timbre, andamento, altura, dinâmica, questões relacionadas ao canto, entre outras.    

O arranjo desta aula foi pensado para o 1º e o 2º anos do ensino fundamental. No entanto, adaptações podem ser feitas de modo a torná-lo mais interessante para as séries mais adiantadas.

Atividade 1 – Memorização da letra e da canção   

"Bambalalão"   

Bambalalão

Senhor capitão   

Espada na cinta   

Ginete na mão

http://papodeilustrador.blog.terra.com.br/files/2009/06/bambalalao.jpg 

Partitura de "Bambalalão" (ver página 76):

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/521-2.pdf?PHPSESSID=2009060108271733 

Coloque a letra no quadro e peça à turma que leia o texto por algumas vezes. Então, leia-o para os alunos de duas formas diferentes: na primeira vez, com uma voz muito aguda e, na segunda, com uma voz bem grave. Pergunte à turma qual a diferença entre as duas execuções.   

Após as possíveis respostas (é provável que os alunos mencionem “voz fina” e “voz grossa”, em relação à aguda e grave, respectivamente), peça à turma que leia o texto novamente, desta vez em uma região muita aguda e, depois, em uma região muito grave.   

Aproveite o debate para fazer um levantamento, junto à turma, de sons encontrados na natureza e no cotidiano que sejam agudos e graves (o grito de uma criança e o barulho de uma turbina de avião, por exemplo).   

Como segundo momento da atividade, cante a música com os alunos, com a melodia apresentada no link acima. Lembre-se de escolher uma tonalidade adequada às vozes infantis.   

Após algumas execuções, cante a música para os alunos mudando a tonalidade, de modo que a música seja cantada em uma região aguda e, posteriormente, em uma região grave. Sugerimos, para a execução aguda, que a música seja cantada em Dó Maior, tendo o Dó 4 como nota inicial. Para a execução grave, sugerimos a tonalidade de Si Maior, tendo como nota inicial o Si 2. Enfatize, novamente junto aos alunos, a mudança entre as execuções.   

Por fim, cante novamente com a turma, mudando as tonalidades das execuções, de modo a privilegiar a região aguda em uma delas e a região grave em outra. Pergunte aos alunos sobre mudanças que ocorreram no ato de cantar.  

Atividade 2 – Altura e sons corporais   

Agora você deverá mostrar aos alunos que o seu instrumento harmônico também produz sons agudos e graves. Faça uma rápida demonstração dos sons e peça que eles indiquem se o som foi agudo ou grave.

Observação:

Sabemos que a percepção das alturas é relativa, ou seja, percebemos um som (ou uma nota) e o definimos em relação a um outro (ver definição em Recursos Complementares). No entanto, optamos por trabalhar com os conceitos de "grave" e "agudo" de maneira absoluta, de modo a facilitar a compreensão por parte das crianças pequenas, determinando quais seriam as regiões aguda e grave do instrumento harmônico utilizado para a atividade.

Após a demonstração, explique a brincadeira. Quando você tocar sons agudos no seu instrumento (opte pelos mais extremos), os alunos deverão bater palmas, de preferência agudas, no ritmo correspondente ao ritmo tocado por você. Quando você tocar sons graves, os alunos deverão bater os pés, seguindo o mesmo ritmo. É interessante que essa escolha dos sons corporais também seja feita em conjunto – você pode orientá-los a pesquisar, mesmo que rapidamente, sons no corpo que sejam mais agudos (“finos”) e mais graves (“grossos”).   

Lembre-se de propor ostinatos rítmicos de execução simples para cada grupo de sons (agudos ou graves).   

Dica    

Varie os sons corporais, lembrando-se de pesquisar sons que tenham alguma correspondência com o agudo e o grave (por exemplo: estalos de dedos como som agudo e mãos no peito como som grave).

Atividade 3 – Regência e execução de sons agudos e graves   

Escolha dois alunos – um ficará no instrumento harmônico e o outro será o regente. Para essa atividade, é necessário o uso de um teclado, por facilitar o manuseio por parte de quem vai tocar (caso não o possua, um metalofone ou xilofone também podem servir).   

O aluno regente deverá executar dois gestos: braços esticados para cima, paralelos ao corpo, com mãos paralelas viradas para dentro, indicando a execução de sons agudos; braços esticados para baixo, paralelos ao corpo, com mãos paralelas viradas para dentro, indicando a execução de sons graves. Antes da sua performance, é interessante explicar à turma qual a função de um regente ou um maestro. Se possível, mostre a eles o início do vídeo abaixo, em que aparece um maestro conduzindo uma orquestra:   

Carmina Burana (Carl Orff):  

http://www.youtube.com/watch?v=QEllLECo4OM    

No vídeo abaixo, o regente coral em ação – Battle of Jericho (Coral São Vicente a Cappella):   

http://www.youtube.com/watch?v=qUg3ekd-If8&feature=related   

O aluno regente inicia sua regência e o aluno executante terá de tocar no teclado sons agudos ou graves, conforme as orientações dos gestos.   

Dica   

Você pode colocar dois alunos no teclado ao mesmo tempo. Um poderá ficar responsável pela região aguda e o outro pela região grave.

Atividade 4 – Execução do arranjo para a canção “Bambalalão”   

A música será executada duas vezes, em tonalidades distintas, para que o canto seja realizado na região grave, na primeira vez, e depois na região aguda. Sugerimos as tonalidades de Fá maior, para a primeira execução, tendo como nota de início o Fá 3, Dó maior, tendo como nota de partida o Dó 4. Lembre-se que as vozes infantis não possuem a mesma extensão que as vozes adultas. Assim, a referência para a escolha das tonalidades “graves” e “agudas” deve ser os alunos, e não você.   

Antes da execução do arranjo, selecione junto à turma instrumentos de percussão graves e agudos, separando-os em dois grupos distintos. Tomando como referência os instrumentos da figura abaixo, podemos listar alguns com o som mais agudo: caxixi, ganzá, clavas, agogô, triângulo. Os de som mais grave seriam o pandeiro (se a pele do instrumento estiver mais frouxa), atabaque, tambor, mini-surdo.   

Como são instrumentos de altura indeterminada, a classificação por parte dos alunos pode ficar um pouco dificultada. Use de palavras que facilitem o entendimento, como som “fino”, “estalado”, para som agudo, e som “grosso” para som grave.   

Após a seleção, divida a turma em dois grupos. Um deverá tocar os instrumentos graves na primeira execução da música (quando o canto está na região grave), no primeiro tempo de cada compasso até a palavra “capitão”. A partir de “espada na cinta”, deverão marcar a pulsação. O outro deverá tocar os instrumentos agudos na segunda execução da música (quando o canto está na região aguda), seguindo a mesma linha rítmica de acompanhamento proposta para os instrumentos graves.

     

Recursos da aula   

Sugerimos o uso de teclado e de instrumentos de percussão como clavas, caxixis, agogôs, ganzás, triângulo, tambor, pandeiro, atabaque, mini-surdo.  

Recursos Complementares

"Bambalalão" - áudio:

http://revistaescola.abril.com.br/educacao-infantil/4-a-6-anos/cantigas-roda-bambalalao-590663.shtml

Partitura de "Bambalalão":

http://paulinyi.com/anexos/partituras/Brasileiros-Coletanea2-A4.pdf    

"Bambalalão" – explicação da brincadeira (ver página 12): 

http://www.geo.com.br/ezines/17062010/anexos/02_FAZENDO%20ARTE.pdf   

Definição de "altura" - Wikipedia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Altura_(m%C3%BAsica) 

"Música: Metalofone (instrumento de percussão) e canto (voz) – leitura e escrita musical – aula 8" (a música "Bambalalão" é trabalhada na aula):

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=15010    

"Música: Metalofone (instrumento de percussão) e voz (canto) - transposição - aula 10" (a música "Bambalalão" é trabalhada na aula):

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=14928 

Avaliação

O (a) professor (a) deverá observar se:

1) os alunos reconheceram auditivamente a diferença entre agudo e grave no momento da leitura do texto por parte do professor, na Atividade 1;

2) os alunos executaram a leitura do texto nas regiões aguda e grave, na Atividade 1;

3) os alunos participaram ativamente do levantamento de sons graves e agudos na Atividade 1;

4) os alunos cantaram a música proposta na Atividade 1;

5) os alunos reconheceram auditivamente a diferença entre agudo e grave no momento do canto da música por parte do professor, na Atividade 1;

6) os alunos cantaram a música nas tonalidades propostas, privilegiando a região aguda e grave no ato de cantar, na Atividade 1;

7) os alunos reconheceram auditivamente e fisicamente as mudanças de região no ato de cantar, na Atividade 1;

8) os alunos associaram os estímulos sonoros agudo e grave aos movimentos corporais na Atividade 2;

9) os alunos executaram os sons corporais de acordo com os ostinatos rítmicos propostos na Atividade 2;

10) o aluno regente compreendeu a relação entre a diferença de planos (alto e baixo) do seu gestual e o som produzido a partir do seu movimento (agudo ou grave), na Atividade 3;

11) o aluno executante associou o gestual de regência à sua execução no teclado, nas regiões grave e aguda, na Atividade 3;

12) os alunos participaram ativamente da classificação dos instrumentos de percussão em graves e agudos, na Atividade 4;

13) os alunos executaram o arranjo proposto na Atividade 4, respeitando a divisão dos grupos e realizando a linha rítmica de acompanhamento proposta.  

Opinião de quem acessou

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