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Edição 3 - Saúde do Professor
07/08/2008
 
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Oficinas melhoram saúde vocal dos professores

Fonoaudióloga Neuza Sales

Fonoaudióloga Neuza Sales

Autor: Arquivo pessoal


Cerca de 500 professores de Sergipe foram atendidos, de abril a julho deste ano, pelo Programa de Educação Vocal. A meta é atender, até o final de 2010, cerca de dez mil professores em 410 escolas de todo o Estado. Durante as aulas, os participantes aprendem a utilizar a voz de maneira adequada, de modo a diminuir a ocorrência de problemas de disfonias (alterações da voz).

 

“O objetivo é promover a saúde e a qualidade de vida dos educadores,” diz a fonoaudióloga Neuza Sales, coordenadora do programa. Ela explica que é de suma importância levar conhecimentos sobre saúde vocal para os professores, para que eles aprendam alguns cuidados básicos, como manter o volume normal da voz, evitar falar excessivamente, sempre beber água, evitar bebidas alcoólicas, não fumar, além de evitar ambientes com poeira, mofo e cheiros fortes.

 

Já foram realizadas oficinas de voz em 15 escolas pilotos de Aracaju e em 46 instituições de 14 municípios do interior do Estado. O programa conta com três fonoaudiólogos voluntários. Além de ministrarem as oficinas de educação vocal, eles também aplicam um questionário, a fim de traçar um panorama da saúde vocal do educador em Sergipe.

 

Segundo a coordenadora da Escola Estadual Severiano Cardoso, de Boquim (SE), Maria Cláudia Barreto Sobral dos Santos, quatro ou cinco professores de sua instituição tiveram problemas de voz e foram afastados da sala de aula para fazerem readaptação de função. Para ela, a oficina de voz realizada na escola, no início de julho, foi de grande importância. “Alguns professores têm comentado que estão fazendo os exercícios recomendados e já estão observando os benefícios. Seria ótimo se novas oficinas fossem realizadas”, destaca.

 

Na opinião do professor José Ramos, que leciona geografia na mesma instituição, essas oficinas são importantes não só pela realização de exercícios vocais mas, principalmente, pelas informações repassadas e que podem vir a auxiliar os educadores a falar de forma mais adequada. “A pessoa pode educar a voz e aprender a forçar menos o organismo”, salienta.

 

Problemas sérios de disfonia foram enfrentados por Bernadete Cristina Peixoto, de Aracaju. Diretora de escola durante 25 anos, 17 deles no Colégio Estadual Castelo Branco, ela precisou ficar afastada de suas atividades durante 60 dias e retirar dois cistos nas cordas vocais. Durante um ano, fez tratamento com fonoaudióloga praticamente todos os dias. “Considero de suma importância a realização dessas oficinas. E não só para os professores, mas também para os alunos, para que eles aprendam a cuidar da voz”, diz Bernadete, que defende a realização constante dessas oficinas.

 

Qualidade de Vida – O Programa de Educação Vocal integra a Rede de Programas Qualidade de Vida na Educação – Rede Qualivida, voltada para servidores da área educacional. Foi criado pela Secretaria de Educação do Estado de Sergipe com o objetivo de prevenir a ocorrência de disfonias, minimizar os fatores de risco, e levar conhecimentos e tecnologias voltados aos cuidados em saúde vocal. Além das oficinas de voz, engloba atividades como palestras e campanhas educativas. Segundo informações do coordenador da Rede Qualivida, Sílvio Oliveira, 34% das licenças médicas ocorridas entre os professores de Sergipe são devido a disfonias. (Fátima Schenini)

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