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Edição 45 - Educação Étnico-racial
20/10/2010
 
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Ação educativa é valiosa para superar preconceitos

Projeto possibilita que estudantes conheçam manifestações culturais afro-brasileiras.

Projeto possibilita que estudantes conheçam manifestações culturais afro-brasileiras.

Autor: Arquivo da escola


Reconhecer a diversidade étnica, racial e cultural da sociedade brasileira; identificar, respeitar, criticar e repudiar todas as formas de relações preconceituosas, discriminatórias e excludentes são alguns dos objetivos do projeto desenvolvido na Escola Municipal Dr. João Alves dos Santos, em Campinas, desde 2004.

O projeto Preconceito e discriminação: passado e presente foi criado pelo professor de história, Eduardo Benedito Leite de Almeida, com a preocupação de elaborar uma estratégia de intervenção interdisciplinar e coletiva voltada a questões das relações étnicas e raciais bem como à história e às culturas africana e afro-brasileira.

Segundo ele, embora desconheça a ocorrência de algum caso de racismo na instituição, onde leciona há dez anos, acredita que a ação educativa é valiosa para a superação do preconceito e da discriminação. “A escola sempre trabalhou por uma cultura de respeito mútuo, respeito às diferenças, compreensão da diversidade étnica, racial, cultural e religiosa”, assinala Eduardo, que é licenciado em história com especialização em educação, ciência e tecnologia e em educação de jovens e adultos (EJA).

De acordo com a diretora Márcia Maria Gomes Silva, participam do projeto todos os professores da instituição, que atende alunos do ensino fundamental e da EJA. “Professores de diferentes disciplinas, séries, turmas e períodos incorporaram a temática das relações étnico raciais, história e cultura africana e afro-brasileira nos planejamentos, projetos e ações desenvolvidas”, ressalta Márcia Maria, pedagoga com pós-graduação em educação inclusiva e 20 anos de magistério.

Ela explica que a seleção de temas e conteúdos é realizada nos diferentes momentos de planejamento e nas reuniões de trabalho docente coletivo (TDCs). “A adesão à temática da história e cultura negra é voluntária e espontânea, professores que ainda não estão sensibilizados ou preparados para desenvolver a temática não são obrigados abordar o tema”, ressalta a diretora. De acordo com ela, a rede de ensino de Campinas desenvolve vários cursos de formação e capacitação destinados ao ensino das relações étnico raciais, história e cultura africana e afro-brasileira.

O projeto inclui diversas atividades: discussões, debates e produção de textos a partir da projeção de vídeos; seminários e apresentações de pesquisas e produções em sala de aula; trabalhos com letras de música que retratam questões relativas a preconceito e discriminação; trabalhos utilizando diferentes linguagens visuais, como vídeo, fotografia, iconografia; e confecção de cartazes, desenhos, charges, e histórias em quadrinhos, são algumas delas.

Além disso, os alunos participam de manifestações da cultura afro-brasileira, como o Encontro de Grupos de Congada realizado no município de Itatiba e a Festa da Lavagem das Escadarias da Catedral Metropolitana de Campinas. Participam, também, de vivências e oficinas, como a Oficina de Maracatu com a Casa de Cultura Tainá. Em 2010, devido à realização da Copa do Mundo na África do Sul, ocorreram algumas reformulações e adaptações no projeto, a fim de dar mais destaque ao estudo do continente africano.

Para Márcia Maria, é possível observar os resultados positivos trazidos pela realização do projeto: o despertar da consciência crítica e o repúdio a qualquer forma de preconceito e discriminação, além da reflexão acerca da diversidade étnica, cultural e religiosa.

(Fátima Schenini)

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