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Edição 25 - Matemática Descomplicada
26/08/2009
 
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Jogos auxiliam o ensino da matemática

Alunos do Colégio Marista Maria Imaculada, em Canela (RS).

Alunos do Colégio Marista Maria Imaculada, em Canela (RS).

Autor: Arquivo da escola


Durante muitos anos, a matemática foi considerada um bicho-de-sete-cabeças nas escolas. Para muitos alunos, a disciplina não era apenas difícil, mas também chata. Para contornar a situação, professores começaram a usar a criatividade com o intuito de atrair a atenção dos alunos e conquistar seu gosto pela matéria.

Foi o que fez Dionéia Boch de Castilhos, professora do Colégio Marista Maria Imaculada, em Canela, no Rio Grande do Sul. Ela criou o projeto Jogos Matemáticos onde não apenas propõe desafios aos estudantes como também os incentiva a criar novas brincadeiras para aprender.

“Com este projeto, tento transmitir um pouco do prazer que a matemática pode nos dar, propondo problemas desafiadores, levando o aluno a investigar e descobrir caminhos para chegar a tal resultado, percebendo que a matemática não é nenhum bicho papão”, diz a professora.

O projeto vem sendo desenvolvido para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da escola, desde 2005. Segundo a coordenadora do colégio, Liane Ramirez, o jogo tornou-se um instrumento pedagógico para a introdução e fixação de conteúdos matemáticos. “Sendo a matemática um objeto de uso sociocultural e por estarmos imersos em um mundo em que a quantificação, as relações espaciais e temporais permeiam o nosso cotidiano, necessário se faz refletirmos sobre as diversas situações do dia-a-dia em que usamos funcionalmente e trazermos esse mundo matemático para a sala de aula, criando e aproveitando todas as possibilidades práticas e significativas de uso para os alunos”, detalha. Ela explica que o trabalho com jogos tem como objetivo proporcionar aos alunos um contato mais prático com o componente curricular, desenvolver o raciocínio lógico, a habilidade de cálculo mental e possibilitar a compreensão de conteúdos matemáticos de uma maneira lúdica e prazerosa.

A professora Dionéia lembra que a matemática está diretamente ligada ao dia-a-dia do homem e, por isso, trabalha com a disciplina de maneira que os alunos a relacionem com sua realidade. “Os alunos evoluíram no aprendizado, demonstrando mais interesse pela matemática. Destaco principalmente a situação do 7º ano, onde começamos a trabalhar com a regra de sinais. Depois da aplicação dos jogos, esse entendimento melhorou muito, pois o aluno percebe o porquê e a aplicação prática dessas regras em uma brincadeira”, destaca. Segundo a professora, os jogos utilizados são simples. Desde um jogo de botão, para trabalhar números inteiros, a um jogo de baralho, o pife matemático. “Também utilizo jogos de varetas, jogos de computador, de tabuleiro. Todos adaptados ao conteúdo trabalhado. Muitas vezes, o jogo ilustra a aula, e o aluno aprende por um método lúdico e divertido”, afirma.

A coordenadora conta que os alunos do 7º ano confeccionaram uma “lata para calcular”, com a qual é possível realizar adição algébrica de números inteiros. Já os estudantes do 6º ano utilizaram jogos de baralho e adivinhações para desenvolver o cálculo mental. “Os alunos também criam, em grupos, jogos matemáticos. Durante essa criação, eles têm total autonomia na invenção de regras. Os jogos criados ou adaptados serão apresentados durante o mês de outubro para a escola toda”, diz.

Na opinião da professora Dionéia, é importante criar novas metodologias para formar estudantes responsáveis pelo próprio aprendizado. “Precisamos formar estudantes autônomos e criativos, competentes para estudar e pesquisar por si mesmos, visando também às exigências da sociedade e do mercado de trabalho. A matemática, aprendida de maneira adequada, é útil nas profissões e na formação de cidadãos”, conclui.

(Rafania Almeida)

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